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Aluguel Operações A Termo E Conta Margem

Aluguel, operações a termo e conta margem

O aluguel de ações é uma forma de lucrar na Bolsa de Valores com o mercado em queda. Tanto quem cede as ações alugadas (doador) quanto para quem toma as ações alugadas (tomador), é uma forma de rentabilizar os ativos ou tirar vantagem de um cenário de declínio nos preços.

Geralmente quem cede ações alugadas são investidores de longo prazo que pretendem ficar com as ações independentemente da tendência de queda no curto ou no médio prazo.

E, quase sempre, quem as toma alugadas são investidores que querem lucrar com a tendência de baixa.

Como isso acontece? Você percebe que determinada ação vai cair – como acontece essa percepção é assunto para outros artigos – e entende que, se vendê-las agora, poderá comprá-las mais baratas no futuro, no curto ou no médio prazo.

Mas e se você não tem essa ação em carteira?

Você as aluga e as vende em seguida.

Assim, você aluga uma certa ação e a vende a R$ 100 esperando que ela caia a R$ 95. Quando ela chega a R$ 95, você a recompra e embolsa R$ 5, claro, descontando-se a seguir as taxas e o custo do aluguel.

Claro que se, contrariando as expectativas do investidor, a ação cair, realiza-se um belo prejuízo.

O risco do doador, daquele que aluga as suas ações, é que, enquanto as ações estiverem alugadas não poderá vendê-las. Se acontecer uma queda além daquela que ele seria capaz de suportar, dentro de sua estratégia, estará de mãos atadas. Considere que, se o investidor que tomou o aluguel deseja que aconteça uma queda, talvez seja nesse exato momento que ele não devolverá as ações. A não ser é claro que haja uma data limite no contrato do aluguel ou que ele seja do tipo reversível ao doador, explicado abaixo.

Pela mesma lógica, podemos analisar o mercado observando o crescimento e o preço do aluguel de ações: quanto mais alugueis e quanto mais altos os preços dos alugueis (influenciados pela alta demanda) menor a confiança numa alta do mercado.

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Como garantir que o tomador cumpra suas obrigações?

Antes de tudo, o investidor precisa ter um patrimônio, seja em conta corrente, ações ou outros ativos equivalentes ao valor total dos ativos alugados, mais uma margem, um valor que fica depositado como garantia, geralmente 20%, mas cada ação tem um valor diferente que pode chegar a 80% (em alguns casos). Esses valores são atualizados constantemente pela BM&FBovespa.

Essa conta margem sofre oscilações de acordo com as oscilações da ação vendida. Se a ação subir (prejuízo para quem opera vendido), a conta entrega margem. Se cair (lucro) devolve margem.

Para saber quanto você precisa ter em conta, o cálculo é simples.

Digamos que você queira alugar 1000 ações que, atualmente, custam R$ 100 cada, o equivalente a R$ 100 mil. Se a margem é de 25%, você precisa ter um patrimônio de R$ 100 mil mais uma margem de R$ 25 mil, que fica como garantia e que sofrerá as oscilações.

Depois da liquidação da operação, a margem que estava retida é devolvida para sua conta corrente, com lucro ou prejuízo.

Tipos de contrato

  1. Reversível ao Tomador – o tomador pode encerrar o contrato a qualquer momento. O aluguel é proporcional ao tempo em que o tomador permaneceu com o ativo.
  2. Reversível ao Doador – o doador pode encerrar a transação a qualquer momento, dando ao tomador 4 dias para devolver as ações a partir da data do encerramento.
  3. Vencimento Fixo – o aluguel tem data para acabar previamente combinada.

Taxas

O custo do doador é uma taxa percentual paga à corretora sobre o total da operação paga à corretora de valores. O Imposto de Renda incide sobre o lucro obtido com o aluguel, equivalente às alíquotas aplicadas a fundos de renda fixa.

O tomador precisa pagar o valor do aluguel que corresponde a uma porcentagem do valor total das ações alugadas ao ano. Ele também paga à corretora que intermediou o aluguel uma taxa de algo em torno de 0,5% e uma taxa de registro da BM&FBovespa, equivalente a 0,25% ao ano, sendo um mínimo de R$ 10.

Importante

As ações devem ser devolvidas no vencimento do contrato (se houver vencimento) e, como as liquidações acontecem apenas três dias depois, os ativos devem ser recomprados três dias úteis antes deste vencimento.

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