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DEIXE O EMOCIONAL DE FORA Use Stop Loss E Stop Gain

Deixe o emocional de fora: programe o stop loss e stop gain (take profit) em suas operações

timeTEMPO DE LEITURA MENOS DE 16 MINUTOS

O stop loss e o take profit (stop gain) são dispositivos que executam automaticamente ordens de saída de uma operação. O primeiro, quando uma certa perda máxima acontece. O segundo quando o lucro máximo acontece. Eles ajudam você a fazer um gerenciamento de risco eficiente, sem o envolvimento das emoções em sua estratégia.

Qualquer trader experiente vai concordar: mais difícil do que encontrar uma boa estratégia de entrada e saída de operações é controlar o fator emocional envolvido nisso tudo.

Resolvido esse aspecto até uma estratégia mediana terá melhores resultados do que uma estratégia excelente aplicada por um investidor emocionalmente comprometido.

Veja agora a opinião do Osney sobre a importância de controlar o emocional

O primeiro passo para deixar as emoções de fora

O primeiro passo para não se comprometer emocionalmente é escolher o “dinheiro certo” para investir na bolsa.

Jamais comece a investir se você ainda tem dívidas fora de controle cujos juros são maiores que qualquer lucro que você possa vir a ter.

Você precisa ter uma boa reserva econômica a partir daí. E apenas uma pequena parcela dela será sujeita aos riscos da bolsa.

Se você tem R$ 100 mil guardados, neste primeiro momento reserve apenas, por exemplo, 10 desse valor para começar a investir.

Você deverá agir como se “não precisasse” desse dinheiro, o que é difícil, pois precisamos de todo dinheiro e é complicado manter essa mentalidade quando inevitáveis perdas acontecerem.

Se o dinheiro aplicado fizer parte dos recursos para pagar uma conta importante, isso será impossível.

Feito isso, o segredo é manter-se consciente de que seus ganhos devem ser maiores que suas perdas.

Para conseguir isso eficientemente, é preciso fazer o gerenciamento de risco.

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O que são os stops: stop loss e stop gain (take profit)

Para fazer o bom gerenciamento de risco e deixar o fator emocional de fora, as ferramentas mais eficientes e que deveriam ser obrigatórias são os stops: o stop loss e o stop gain (também conhecido como take profit).

Não usá-los é o caminho quase certo para o fracasso. Se todos os utilizassem, menos gente sairia do mercado tão rapidamente.

O stop loss lida com o apego, com o ego ferido, com a incapacidade de admitir uma pequena derrota que seja: quando achamos que não tem como perder mais e ficamos paralisados porque a situação está cada vez pior e resta só a esperança de que vai melhorar. O stop loss diz: as coisas até podem melhorar no segundo seguinte, mas por ora você perdeu e tudo bem

ter perdido, salte fora antes que tudo piore.

O take profit lida com a ganância: quando achamos que as coisas podem ficar ainda melhores, que podemos lucrar mais (quando já é suficiente) e acabamos perdendo o lucro obtido. O take profit ou stop gain diz: você já ganhou o suficiente, cara; claro que pode ganhar mais, mas também pode perder; por enquanto está bom, salte fora.

Esses dois camaradas também têm a vantagem de que, uma vez programados corretamente, com preço de disparo e spread (preço máximo ou mínimo pelo qual você aceita encerrar o negócio), eles são executados automaticamente. Ou seja: você não precisa nem estar acompanhando a bolsa de valores, os gráficos, e eles encerram o negócio pra você.

Se você está acompanhando, muitas vezes pode até cair na tentação de descer ou subir os seus stops.

Imagine a seguinte situação: numa operação de compra, a ação sobe e, quando está prestes a bater em seu take profit, você o eleva um pouco, pensando que pode ter um lucro maior.

Como take profit não é imã de preço, ela chega ao patamar onde o stop estava antes e, então, começa a cair novamente.

Você, por envolvimento emocional, desacreditou em sua estratégia inicial (que deve ser seguida à risca) e perdeu o lucro máximo. O mesmo raciocínio vale para o stop loss.

 

Um cenário muito comum quando não se usa o stop loss

O sujeito compra 1000 ações de certa empresa a R$ 20. De repente, elas começam a cair e estão valendo R$ 18 agora. Ele pensa: “Não, tudo bem. Ela vai continuar a subir. É uma grande empresa.”

Inclusive, para se convencer de seu raciocínio, vai comprar mais ações dizendo para si mesmo que estão baratas. Vai dizer para si mesmo que está “fazendo preço médio”.

Mas, contrariando suas previsões, as ações, agora, custam R$ 15: isso corresponde a 25% de desvalorização.

E repete-se o ciclo. Ele compra mais ações ou na “melhor” das hipóteses permanece na operação.

Nos meios da bolsa esse tipo de comportamento é chamado de “casar com a ação”, como se você tivesse algum tipo de comprometimento emocional com ela. E, de um jeito estranho, acaba tendo.

Esse investidor poderá vir a descobrir que não há limite para o quanto uma ação pode vir a cair: não existem ações baratas demais.

Enquanto vai fazendo exercícios mentais para se convencer de que está fazendo a coisa certa, perde noites de sono, briga com amigos e familiares, come mal e sua qualidade de vida só piora.

Se ele tivesse usado o stop loss, possivelmente, teria saído da operação quando o ativo chegou a R$ 19,85.

Muita gente na crise de 2008 passou por isso.

 

Onde colocar os stops

Como determinar a “altura” de cada stop?

Falo em altura porque penso em termos gráficos, mas claro que essa altura está relacionada aos aspectos financeiros da operação.

Em operações de day trade, por exemplo, as melhores plataformas já oferecem patamares de stop loss e take profit que você programa para serem posicionados automaticamente com base em seu gerenciamento de risco assim que entra na operação. Uma boa plataforma gráfica permite, então, que você reposicione esses patamares baseado, por exemplo, em suportes e resistências, com um simples arrastar de linhas.

Geralmente, espera-se que uma boa relação risco/ganho é que o stop loss esteja um patamar abaixo da entrada e o take profit a uma distância pelo menos três vezes maior (lembra a história de que seus ganhos devem ser maiores que as perdas? Esse raciocínio faz parte disso).

Mas essa regra também é flexível.

A posição do stop loss também não deve estar num patamar que, em caso de ser acionado,

comprometa um valor maior que você aceita perder por operação.

Usei o exemplo do day trade porque as operações podem ser muito rápidas e é bom que existam patamares de stop loss e stop gain já programados.

Em operações de maior fôlego, de mais de um dia, em que o preço do ativo terá de caminhar mais ao longo do tempo para atingir seu objetivo ou seu ponto de saída com prejuízo, você pode fazer isso manualmente, até mesmo nas boletas do home broker, escrevendo os valores.

 

Feito isso, eu não mexo mais no meu stop loss?

Na verdade, há uma possibilidade se isso fizer parte de sua estratégia. Mas ele só se move na mesma direção da operação (para cima se for de compra e para baixo se for de venda).

À medida que a operação for caminhando na direção correta, vamos usar um exemplo de posição comprada, o stop vai subindo. Pode ser para um novo fundo que se formou ou, de forma automatizada, subindo pequenos patamares de cada vez a partir de certo valor. Essa segunda opção é excelente se você prefere não acompanhar o andamento do negócio até ele ser encerrado. Observe que, se você usa um stop móvel como esse, chegará um momento em que não haverá mais possibilidade de perder: o stop loss estará acima do preço de custo do negócio.

 

Realizações parciais

As plataformas de negociação também já oferecem patamares de realização parcial da operação, programados com antecedência e realizados também automaticamente. A realização parcial é uma ferramenta excelente dentro das estratégias de gerenciamento de risco.

Por exemplo:

Você entrou em uma operação em que comprou 2.000 ações KXYZ3 a R$ 10. No jargão da bolsa, você vai ouvir dizer que comprou 2k de ações ou, ainda, dois quilos.

Olhou o gráfico e espera que ela chegue a R$ 13. No meio desse caminho, há um ponto estratégico a que, talvez, a ação chegue, mas não ultrapasse (uma resistência), aos R$ 12. É nesse ponto que você programa uma realização parcial de metade de sua posição, onde serão vendidas 1000 ações.

A operação começa a andar e chega a R$ 12. Automaticamente, mil de suas 2 mil ações são vendidas. Nesse mesmo instante, o seu stop loss é também automaticamente reposicionado no preço de entrada ou até mesmo um pouco acima para pagar os custos da operação.

Nesse momento, você não perde mais. Ainda que as mil ações restantes não cheguem aos R$ 13, você já lucrou R$ 2 mil.

Tudo isso acontece sem que você precise acompanhar o sobe e desce da bolsa que, de outra forma, poderia se refletir como uma verdadeira montanha russa emocional para você prejudicando todas as suas operações.

 

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