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CONDOR 01

Estratégias avançadas com opções: Condor de ferro

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O condor de ferro é uma estratégia um pouco mais complexa. Se você não entendeu as anteriores (borboleta, Urso e Touro), talvez seja o momento de voltar até elas e estudar mais um pouco fazendo até mesmo testes com hipóteses e cotações reais extraídas de seu home broker.

Se ainda tem dificuldade de entender o mercado de opções leia nossos outros artigos (opções).

O condor de ferro vai envolver opções em quatro strikes diferentes. Pode-se fazê-lo com opções de compra tão somente, mas pode-se combinar opções de compra e de venda. É, basicamente, uma combinação de trava de alta com trava de baixa.

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A versão long aposta na baixa volatilidade, esperando que o preço na data de vencimento fique dentro de determinada faixa.

A versão short aposta na alta volatilidade, imaginando que o preço ficará fora de determinada faixa de preço.

Ela limita os ganhos em caso de sucesso e limita bem as perdas em caso de fracasso da operação, independentemente da direção que o mercado toma. Portanto, é uma estratégia que não se baseia em vieses baixistas ou altistas, porém na intensidade com que o mercado vai se movimentar.

Como as opções de compra são mais populares no Brasil e, portanto, têm mais liquidez, nestes exemplos, vamos explicar a estratégia com essa modalidade.

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Como se monta um “condor de ferro short” com opções

O short aposta que o mercado vai se mover violentamente e, portanto, não ficará nos patamares atuais, podendo tanto subir quanto cair.

Você vai precisar fazer dois lançamentos e duas compras de opções em diferentes patamares.

Vamos supor uma ação cujo preço atual é de R$ 32,15.

1- Você vai vender opções de compra in the money (preço de exercício abaixo do preço atual de mercado). Neste exemplo, vamos vender mil opções com preço de exercício R$ 30, a R$ 0,27 cada, recebendo por isso, R$ 270.

2- Você, agora, vai comprar mil opções também in the money, inferiores ao atual preço de mercado, mas com preço de exercício superior ao da opção da etapa anterior. Neste caso, você compra mil opções com preço de exercício a R$ 31, por R$ 470.

3- Simultaneamente, você compra o mesmo número de opções out the money, com preço superior ao de mercado atual. Neste exemplo, você vai comprar mil opções de compra com preço de exercício em R$ 33 por R$ 1000.

4- Finalmente, você vai lançar opções, em mesmo número ainda mais por fora do dinheiro, com preço de exercício a R$ 34, recebendo um prêmio de R$ 1500.

Note que a distância entre os valores de 1 e 2 e a distância dos valores de 3 e 4 são iguais, simétricos.

Fazendo o balanço financeiro destas quatro operações, você verá que, de cara, recebeu R$ 300. E este será o seu lucro em qualquer hipótese desde que o preço da ação, no dia do vencimento não fique entre R$ 31 e R$ 33.

Se a ação custar R$ 32 no dia do vencimento, por exemplo, teremos o prejuízo máximo. As opções out the money não serão exercidas. Porém, você terá de comprar as ações exercendo suas opções que lhe dão direito a um preço de R$ 31, vendendo-as então a R$ 30. Um prejuízo de mil reais, menos os R$ 300 iniciais, perfazendo uma perda de R$ 700.

Como se monta um condor de ferro long com opções

Agora, o raciocínio é inverso. Se o mercado é de lateralização ou de baixa volatilidade, esperamos que o preço do ativo fique numa determinada faixa no dia do vencimento.

Vamos imaginar uma ação fictícia que, neste momento, custa R$ 18 e, na sua opinião, não deve oscilar muito até o dia do vencimento das opções com que você vai montar essa estratégia.

1- Você vai precisar comprar opções de compra dentro do dinheiro. Neste exemplo, com o preço de exercício em R$ 16. Pagou R$ 1500, hipoteticamente.

2- Ao mesmo tempo vender o mesmo número de opções também dentro do dinheiro, mas um patamar acima. Neste exemplo, o preço de exercício é de R$ 17. Em hipótese, recebeu R$ 900.

3- Na outra ponta, você vai lançar outro lote de opções fora do dinheiro. Neste caso, com preço de exercício em R$ 19. Recebeu R$ 100.

4- Por fim, vai comprar um último lote também fora do dinheiro, um patamar acima. No caso, com preço de exercício em R$ 20. Pagou R$ 30.

Considerando todo o financeiro, você teve um custo de R$ 530. Esse, por definição é seu prejuízo máximo e será concretizado se, no dia do vencimento, o preço da ação ficar abaixo de R$ 17 ou acima de R$ 19.

Note também que a distância de strike entre as posições 1 e 2 e as posições 3 e 4 são iguais.

Vamos ver o que acontece se a ação ficar entre R$ 17 e R$ 19, digamos em R$ 18.

Nesse caso as opções fora do dinheiro não são exercidas e, portanto, não são problema.

Por outro lado, teria que vender 1000 ações por R$ 17, por ter lançado mil opções com esse preço de exercício. Porém, você comprou 1000 opções com preço de exercício a R$ 16. Gastou, então, R$ 16 mil e recebeu R$ 17 mil. Mil reais de lucro menos os R$ 530 para a montagem da operação: seu lucro é de R$ 470.

Como você pode ver, é preciso ter cuidado na montagem desse tipo de operação. Observe que nos dois exemplos a relação de ganho e risco não é boa e nos exemplos você poderia perder mais dinheiro que a perspectiva de ganho.

Sempre conte com a ajuda de um agente autônomo de investimento para a montagem de posições mais complicadas como esta.

 

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