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TOURO E URSO 01

Estratégias avançadas com opções: touro (trava de alta) e urso (trava de baixa)

timeTEMPO DE LEITURA MENOS DE 15 MINUTOS

Desta vez vamos explicar duas estratégias relativamente simples com opções que visam respectivamente previsões de queda e alta de determinado ativo: urso e touro ou bear put spread e bull call spread ou, ainda, trava de baixa com opções e trava de alta com opções.

As duas podem ser usadas isoladamente, como especulação ou como forma de remunerar sua carteira de ações mesmo em cenários de queda.

Entendendo uma delas fica fácil entender a outra, bastando só trocar o sentido da movimentação, de compra ou venda.

Ambas podem ser executadas com opções de compra ou de venda, mas como as de compra têm mais liquidez no mercado brasileiro explicaremos com essas.

Se você não tem muito conhecimento sobre o mercado de opções clique aqui para ler outros artigos sobre o assunto. 

Como é mais intuitivo entender o mercado na alta e nas posições de compra, vamos começar explicando a trava de alta com opções de compra (bull call spread ou touro).

Trava de alta com opções de compra (Touro)

Esta estratégia é também conhecida apenas como trava de alta.

Veja como montar:

1. Compra-se uma quantidade de opções de compra (call) at the money (isto é, com preço de vencimento no valor aproximado atual do ativo). Elas lhe darão direito a comprar o ativo no valor atual mesmo que, no futuro, ele aumente de preço. Digamos que por elas você pagou um valor x.

2. Vende-se (lança-se) a mesma quantidade de opções de compra (call) out the money (isto é, fora do dinheiro, com preço de exercício acima do valor atual do ativo). Se o ativo, na data do vencimento ultrapassar esse valor, você será exercido e terá que vender o ativo a esse preço, inferior ao de mercado. Ao lançar essas opções, você recebeu um valor y.

Até o momento, seu lucro é igual a y menos x. O valor do prêmio que recebeu pelo lançamento das opções out the money menos o que pagou pelas opções at the money.

Os dois lotes de opções devem ser no mesmo número e no mesmo vencimento.

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Exemplo prático

Uma certa ação, que você tem em carteira ou não, custa R$ 18,60 atualmente. Você acredita que ela vai subir e decide usar a estratégia da trava de alta.

Então compra mil opções de compra com valor de exercício em R$ 18. Elas custam R$ 1,50 cada. Você pagou, portanto, R$ 1500.

Então, você vende o mesmo número de opções de compra com exercício a R$ 19. Cada uma custa R$ 1. Você recebe R$ 1000.

Fazendo as contas, por enquanto você teve um prejuízo de R$ 500.

As ações ultrapassam o valor das opções lançadas

Digamos que a ação passe a valer R$ 22 na data de exercício.

Primeiro você poderá comprar essas ações a R$ 18. Gasta R$ 18 mil no processo.

Agora, por causa das opções que lançou, terá que vendê-las a R$ 19. Ganha R$ 19 mil no processo.

Lucrou, nesta etapa, então, R$ 1000. Menos os R$ 500, que foram o custo da montagem da trava, lucrou, no final, R$ 500. Esse é o valor do seu lucro máximo, não importa quanto a ação

suba, mesmo que ela passe a valores astronômicos.

As ações caem

Agora, vamos ver o que acontece se o valor das ações caírem.

Digamos que a ação passe a valer R$ 17.

Você não irá exercer o direito que adquiriu de comprar as ações por R$ 18, pois elas estão mais baratas. Do mesmo modo, quem comprou as opções com preço de exercício a R$ 19 não vai exercê-las.

Então você fica com os R$ 500 iniciais de prejuízo. Neste exemplo, este é o prejuízo máximo da operação.

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Trava de baixa com opções (Urso)

Para montar uma trava de baixa com opções você precisa do seguinte:

1. Vender uma call at the money. Isto é, com o preço de exercício próximo do preço atual de mercado.

2. Comprar uma call out the money: com o preço superior ao atual de mercado.

Você está apostando que o preço da ação vai cair, mas ao mesmo tempo limita o quanto poderá perder caso suas predições não funcionem e os preços passem a subir.

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Na prática

Você acredita que determinada ação, que hoje custa R$ 18,99, será depreciada até o próximo vencimento de opções.

Então você lança (vende) mil opções de compra com preço de vencimento a R$ 19, recebendo um total de R$ 1000.

Ao mesmo tempo, você compra mil opções de compra com preço de exercício em R$ 20, pagando um total de R$ 250.

Até o momento, a situação financeira é de R$ 750 positivos.

Primeira hipótese: suas previsões se confirmam e o preço fica abaixo de R$ 19

Se o preço ficar em R$ 18 na data de exercício das opções, você não vai querer exercer suas opções de compra, pois o preço de mercado está mais em conta do que o preço de exercício que é R$ 20. Do mesmo modo a pessoa para quem você vendeu as opções com preço de exercício de R$ 19, não vai exercê-las.

Você embolsa integralmente os R$ 750 iniciais.

Segunda hipótese: o preço da ação fica entre os dois strikes (preços de exercício)

Uma hipótese que não abordamos no exemplo da trava de alta: e se os preços ficarem entre os strikes?

Digamos que, no dia de exercício das opções, a ação ficar em R$ 19,50.

Muito bem, a pessoa para quem você vendeu as opções com preço de exercício em R$ 19, vai querer exercê-las. Você vai ter que comprar mil ações a R$ 19,50 e vendê-las a R$ 19.

Um prejuízo de R$ 500. Mas como tivemos um lucro de R$ 750 no início da operação, ainda assim, tivemos um lucro de R$ 250.

Terceira hipótese: as ações explodem e passam a custar R$ 50

Imagine, que loucura, se você não tivesse usado um limitador de prejuízo através das opções numa situação em que o preço da ação mais do que dobrou em uma operação em que você apostava na queda. Seria o fim.

Porém, vamos ver o que temos caso a ação tivesse chegado a fictícios R$ 50.

Sim, a pessoa a quem você vendeu as opções de compra com preço de exercício a R$ 19 iria querer exercê-las. Você teria que gastar R$ 50 mil em ações e vendê-las a R$ 19 mil. Um prejuízo de R$ 31 mil.

Mas, não: lembre-se você também tem opções de compra e pode comprar as ações não a R$ 50 mil, mas a R$ 20 mil.

Comprou a R$ 20 mil, vendeu a R$ 19 mil: um prejuízo de R$ 1000.

Mas, lembre-se: no início da operação você lucrou R$ 750. Então, R$ 1000 menos R$ 750: o prejuízo máximo, caso as ações subam, é de R$ 250.

 

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BOTAO

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