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HEDGE TRAÇANDO ESTRATÉGIAS DE PROTEÇÃO PARA A BOVESPA 011

Hedge: traçando estratégias de proteção para a BOVESPA

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A bolsa de valores tem riscos maiores do que a renda fixa. Não à toa se enquadra na categoria de renda variável. Não só a renda que dela vem pode ser variável como pode ser negativa. Ou seja: prejuízo. Para se proteger desses riscos, o investidor pode e deve lançar mão de recursos de proteção. O termo técnico para esses recursos é hedge.

Existem diversas formas de fazer hedge para seus investimentos. Algumas são mais eficientes que outras. Algumas outras vão ter um custo em lucro: menor o risco, menores os ganhos.

Dentre as mais conhecidas podemos citar: fazer preço médio, fazer lançamento ou venda coberta, uso de stops, contratos futuros (no caso de investimentos em comoditties) e proteção através do investimento em moedas.

 

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Preço médio: num cenário de queda, o investidor decide comprar mais ações de uma empresa em que já está comprado a fim de que o preço médio da compra seja menor. Assim, numa eventual alta, o lucro acontece através de um pico menor. Claro, não há limite para uma ação continuar a cair e, portanto, nem sempre essa é uma estratégia válida. O investidor não pode confundir fazer preço médio com teimosia ou com a negação de algum problema estratégico.

Lançamento ou venda coberta: esta estratégia só vale a pena para ações cujas opções têm mais liquidez.

Vamos ver como isso funciona:

Você tem mil ações de uma empresa, compradas cada uma a R$ 100,00, há seis meses.

O valor da ação hoje é de R$ 108,00.

Se você vender essa ação agora, o lucro será de R$ 8 por ação, R$ 8 mil ou de 8% em seis meses.

Mas neste instante, você decide usar o lançamento coberto de opções para maximizar seu lucro ou se proteger de perdas.

Você lança uma série de opções de compra a R$ 112. Assim, recebe como “prêmio” a diferença entre o atual preço de mercado e o valor das opções, ou seja, R$ 4 por opção ou R$ 4 mil.

Quem comprar as opções, na data de vencimento delas, poderá comprar suas ações por R$ 112 ainda que, no dia, elas estejam valendo R$ 113 ou mesmo mais. Se elas estiverem valendo menos que isso, as opções não serão exercidas visto que ninguém em sã consciência quer exercer o direito de pagar mais por algo que a preço de mercado vale menos.

Agora, faça as contas. Originalmente, você pagou R$ 100 mil por suas mil ações. Um preço médio de R$ 100 por ação. Ao lançar mil opções, recebendo R$ 4 mil por isso, o preço pago pelas ações foi de R$ 96 mil, um preço médio de R$ 96 por ação (ou o preço médio de R$ 100 menos os R$ 4 de prêmio por opção lançada).

Assim, se o preço da ação permanecer entre R$ 96 (preço médio atualizado) e R$ 112 (preço de exercício das opções que você lançou), sua operação permanece no lucro. Além disso, nessa faixa de valores as opções não serão exercidas (mais uma vez: ninguém exerceria o direito de pagar R$ 112 por algo que custa R$ 111 ou menos).

Se o preço da ação cair, você pode recomprar as opções que lançou com lucro e, então, decidir se lança outra série ou não.

Se o preço da ação for acima de R$ 112 há duas opções: você pode decidir não ser exercido, não vendendo suas ações, mas pagando o prejuízo referente as opções mantendo o lucro das ações acima dos R$ 112 ou você pode decidir ser exercido, abrindo mão do lucro acima de R$ 112, mas embolsando pelo menos o lucro que vai até esse valor.

Não confundir com o lançamento descoberto de opções, esse sim passível de riscos e prejuízos enormes.

Uso de stops: o uso de stops é um método de hedge obrigatório para todos os investidores que querem proteger seu lucro e evitar prejuízos. É um mecanismo muito simples que é acionado no momento da compra das ações: quando elas atingem determinado valor para cima ou para baixo são vendidas automaticamente. Isso vai proporcionar mais tranquilidade pra você (não precisará ficar acompanhando a bolsa durante todo o pregão) e vai evitar que oscilações emocionais atrapalhem a racionalidade de suas estratégias. O único risco dos stops é tomar a famosa “violinada”, quando um preço cai e aciona o stop, mas volta a subir logo em seguida, retomando uma alta. Nesses casos, o investidor pode ficar irritado com a perda de lucros, mas há maneiras de programar os stops a fim de reduzir esse tipo de ocorrência. Nunca é demais lembrar: investir sem o uso de stops é impraticável e pouco recomendável.

Saiba na prática o que é uma violinada:

 

Contratos futuros: lembra muito o uso do lançamento coberto de opções. Um exemplo prático: um produtor de milho precisa, ao final de determinada época, vender seu produto a certo preço para garantir lucro e futuros investimentos. Como é praticamente impossível saber quanto o milho custará naquela data, ele vende contratos futuros que garantirão que ele possa entregar sua produção a esse preço predeterminado. Se o preço de mercado estiver maior, ele não lucrará tanto, mas pelo menos não correu o risco de ter prejuízo no caso de o preço de mercado estar menor do que o esperado na ocasião.

Moedas, especialmente o dólar: uma das correlações mais famosas do mercado é a queda da bolsa reflete a alta do dólar e vice-versa: quando a bolsa sobe, o dólar cai. Uma das maneiras que alguns investidores encontram para se proteger é investir uma parte de seu capital em moeda, a fim de proteger parte de seu capital caso os preços na bolsa de valores caiam.

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