Telefone0800.600.4780 ou (43) 3026.4780, de seg. à sex, das 08:45 às 18:00 Whatsapp (43) 98427.4203
ME APOSENTEI E AGORA 01

ME APOSENTEI E AGORA? O QUE FAZER COM O SAQUE DO FGTS E PIS/PASEP?

timeTEMPO DE LEITURA MENOS DE 6 MINUTOS

Você se aposentou. Se tudo deu certo, a essa altura você está recebendo algum dinheiro da previdência social, da previdência privada e, possivelmente, de outros investimentos mais rentáveis.

Além disso, teve direito ao saque do FGTS e do Pis/Pasep que, depois de tanto tempo trabalhando, acabam por somar uma bela bolada. O que fazer para, com isso, garantir o seu futuro?

A primeira coisa que você deve ter em mente é que deve proteger seu dinheiro da inflação e garantir, assim, o poder de compra dele. Sim, pois, em tese, você não está mais acumulando dinheiro e sim resgatando o que acumulou. Mais do que nunca, o seu dinheiro deve trabalhar pra você.

Neste artigo, vamos apresentar pra você algumas boas opções e estratégias para essa nova situação em sua vida.

Segurança versus risco

Sem dúvida que, quanto mais avançamos em idade, mais devemos priorizar o certo em relação ao duvidoso, preferir a tranquilidade e o retorno garantido com um mínimo de riscos.

A renda variável não é mais a opção prioritária: você tem menos tempo, menos paciência e certamente não vai querer desgastar sua saúde física e psicológica na recuperação de possíveis perdas.

No entanto, nunca é má ideia deixar pelo menos 5% de seu considerável patrimônio em renda variável, podendo garantir ganhos extras. A ajuda de um bom analista e de um bom assessor autônomo de investimento pode ser fundamental nesse caso: uma boa assessoria pode reduzir os riscos.

Fundos multimercados e operações estruturadas

Possivelmente, seu assessor aconselhará, para esta parte de seus investimentos, fundos multimercados em que o risco das ações estará diluído em outros tipos de ativos financeiros.

Além disso, há as opções com capital protegido e as operações estruturadas. Nelas é possível, no pior cenário, ter o custo de oportunidade do período com uma ganho previamente limitado. São bem comuns as operações em que o pior que pode acontecer é você sair com o mesmo dinheiro que entrou. Não é bom, mas não é tão ruim quanto um prejuízo.

Mas não é demais repetir: a essa altura talvez não seja uma boa ideia colocar mais do que 10% de seu dinheiro em renda variável.

A compra de ações só é interessante no caso de empresas que têm uma boa política de dividendos e um bom histórico do pagamento desse tipo de proventos. (Leia mais sobre dividendos neste artigo e neste outro.)

Renda fixa

Em renda fixa, as opções são muitas. Esqueça a poupança, que a essa altura não ganha da inflação.

Como você precisa, agora, de resgates eventuais para se manter, o ideal é combinar investimentos de renda fixa com diferentes tipos de liquidez. Se optar por um que não tenha liquidez, que ele não tenha um prazo tão longo: nada de comprar um título público com vencimento para daqui a 30 anos, a não ser que queira deixar de herança. Seja realista.

CDB

Em termos de liquidez, uma das melhores opções atualmente é o CDB (Certificado de Depósito Bancário), que paga, em alguns casos, até 117% do CDI. O inconveniente é que ele tem incidência de imposto de renda na tabela regressiva. Isto é: só atinge a alíquota mais baixa depois de dois anos de depósito. No entanto, fique atento, pois não são todos os CDBs que têm liquidez diária. Existem inclusive aqueles que só oferecem resgate ao final do prazo combinado. Eles não têm taxa de administração.

Fundos DI

Os fundos DI são focados em títulos pós-fixados e, assim como diversos outros investimentos, estão atrelados ao CDI. Se a inflação estiver alta e o cenário for de subida de juros, é uma excelente opção.

Títulos públicos

Mais uma vez, não é demais lembrar que você não deve investir todo o seu patrimônio acumulado em um único papel do Tesouro Direto de vencimento distante e nenhuma liquidez. Dependendo do título, se você o vender antes, perderá parte de seu lucro e poderá até levar um prejuízo. Assim, invista apenas parte de seu dinheiro, num vencimento próximo ou num título adequado, como os atrelados à taxa Selic, dependendo do cenário econômico, obviamente. Em se tratando de títulos públicos, existem aqueles que pagam a rentabilidade semestralmente, o que pode ser uma vantagem.

Setor imobiliário

Talvez você não queira esquentar a cabeça com a administração de imóveis. Nesse caso a melhor opção são os fundos imobiliários. Mas você deve ser bem orientado porque esses fundos estão ligados a determinados empreendimentos e o seu rendimento dependerá do sucesso destas iniciativas.

LCI e LCA

Tanto as letras de crédito imobiliário como as letras de crédito do agronegócio são excelentes opções por não terem incidência do imposto de renda. Mas fique atento, pois, assim como outros investimentos, são atreladas ao CDI, mas não pagam uma porcentagem tal alta desse referencial: então podem, em alguns casos, não serem tão vantajosas quanto um CDB, que por sua vez tem incidência do imposto de renda. Tudo vai depender do tempo da aplicação – que não tem liquidez, muitas vezes -, do valor investido e da instituição emissora do papel.

Conclusão

O que você vai fazer com o seu FGTS e demais valores resgatados após o encerramento de sua carreira profissional vai depender do quanto você precisa por mês, de quanto dinheiro pode ficar empatado em uma aplicação com menos liquidez, mas com mais segurança e lucratividade e do quanto você pretende arriscar em renda variável. Você deve levar em conta os prazos de resgate, os riscos e, acima de tudo, a garantia de que seu patrimônio não desvalorize excessivamente mesmo com resgates mensais necessários para a manutenção de sua qualidade de vida.

Avaliação dos Leitores
[Total: 4 Média: 3.8]

[contact-form-7 404 "Not Found"]
Avaliação dos Leitores
[Total: 4 Média: 3.8]