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O mercado de opções é interessante para quem está começando a investir na bolsa?

timeTEMPO DE LEITURA MENOS DE 15 MINUTOS

Opções são derivativos da bolsa de valores e, assim como ações, podem ser comprados e vendidos.

O meio mais seguro e responsável de usá-las não é como um investimento em si, mas como uma forma de proteger uma carteira de ações.

No entanto, as opções são muito atraentes por serem alavancadas, isto é, com um aporte relativamente baixo de recursos, oferecem ganhos bastante altos.

Vale lembrar que, como toda operação alavancada, se houver prejuízo, ele também será grande. É por este motivo que não recomendamos o uso de opções como investimento para

quem está iniciando. É preciso estudar e conhecer a fundo o mercado de opções para utiliza-las como investimento.

Para que está iniciando, no entanto, se você tiver a ajuda de um agente autônomo de investimento, pode usar as opções de maneira muito segura e responsável, montando travas de alta e travas de baixa, protegendo sua carteira de ações das grandes variações do mercado.

Em outros artigos, vamos ensinar como fazer isso, mas se você for iniciante, conte com a ajuda de um agente autônomo de investimentos apontado por sua corretora.

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Opções costumam dar nós matemáticos na cabeça dos incautos. Por isso, vamos devagar e com exemplos bem simples.

No Brasil, as opções com maior liquidez são as de compra (mais para frente explicamos a diferença entre opções de compra e venda) e ligadas às ações VALE5 (Vale) e PETR4 (Petrobras).

O exemplo do imóvel

Uma das melhores formas de começar a entender uma opção de compra é fazer um paralelo com a negociação de um imóvel.

Eu estou vendendo um imóvel ao preço de R$ 500 mil. Um possível comprador me procura e diz que só terá esse dinheiro daqui a um mês. Eu não posso garantir simplesmente que vou esperar esse tempo, ainda mais se surgirem ofertas mais imediatas.

Então, nós dois firmamos um contrato ao custo de um sinal de R$ 30 mil (que ele deve pagar imediatamente).

Ao final de um mês, segundo esse contrato, ele pagará os R$ 470 mil restantes e eu sou obrigado a vender o imóvel para ele.

Se ele não pagar depois desse vencimento, perde os R$ 30 mil de sinal e eu, por minha vez, não tenho mais nenhuma obrigação de venda.

Vamos trabalhar com duas hipóteses:

1. Um grupo invade o grande terreno ao lado do meu imóvel e faz uma ocupação ilegal que ficará ali durante muitos anos até que se regularize ou que seja feita a reintegração de posse. O imóvel, de repente, passa a valer, R$ 250 mil. Nesse caso, eu amarguei um prejuízo de R$ 250 mil, menos os R$ 30 mil já pagos no sinal pago pelo contrato (R$ 220 mil, portanto).

O possível comprador não irá exercer o direito de compra do imóvel, pois já pagou R$ 30 mil de sinal e não vai querer pagar os R$ 470 mil restantes do acordo por um imóvel que vale R$ 250 mil. Ele fica com um prejuízo de R$ 30 mil (o sinal).

A outra hipótese:

2. Anunciam a construção de um grande shopping ao lado da minha casa. De repente ela passa a valer R$ 1 milhão. Ao final do mês, no vencimento do contrato, no entanto, terei que entregar a casa ao comprador por mais R$ 470 mil apenas. Ele tem o direito de não exercer seu direito, mas obviamente vai exercê-lo. Porém eu tenho obrigação, pelo contrato, de vendê-lo. O comprador poderá, a seguir, revender a casa e obter um lucro de R$ 500 mil na operação. Eu, no entanto, apenas deixei de lucrar, mantendo os ganhos estimados no início.

O que isso tem a ver com opções?

Note que no primeiro caso, o valor do contrato passou a ser igual a zero, pois nada no mundo fará alguém pagar um total de R$ 500 mil (R$ 30 mil, valor inicial do contrato, mais os restantes R$ 470 mil) por um imóvel que custa R$ 250 mil.

No segundo caso, o valor do contrato, caso ele fosse negociável, seria o valor atual do imóvel (R$ 1 milhão) menos o valor acordado (R$ 470 mil). Portanto R$ 530 mil.

O contrato, cujo custo inicial foi de R$ 30 mil, teve uma valorização de R$ 500 mil ou de 1667%.

As opções de compra são esse contrato. E, diferentemente do mercado de imóveis, na bolsa, eles são negociáveis, podendo apresentar valorizações e desvalorizações tão monstruosas como essas.

Uma das diferenças é que no caso das opções, o “sinal” se chama de “prêmio”. E o prêmio não faz parte do preço que você vai pagar pelo valor de exercício de opção.

Definindo opções

Opção de compra: são derivativos que proporcionam a quem os adquire o direito de exercer, ou não, a compra de determinado ativo a determinado preço em determinada data.

Se, na data de exercício, o preço do ativo estiver menor do que o oferecido pelas opções, é óbvio que quem as comprou não vai exercê-las, preferindo comprar a mercado.

Se eu posso comprar uma laranja a R$ 1, por que eu compraria a R$ 2 só por que eu paguei por um papel dizendo que eu posso?

Já quem lançou as opções de compra – e recebeu um pagamento inicial por isso -, é obrigado a vendê-las a R$ 2, mesmo que agora, no mercado, elas custem R$ 3.

Parece excelente negócio, se você adquiriu opções de compra, mas não esqueça que você pagou pelo direito de comprar as ações a determinado preço e, se não exercê-lo, amargou um prejuízo.

Assim, é importante que, ao adquirir opções de compra de ações, isso faça parte de uma estratégia.

A mais simples delas é acreditar na alta de determinado ativo e querer pagar por ele menos do que ele valerá no futuro.

Opção de venda: são derivativos que dão a você o direito, mas não a obrigação, de vender um ativo em uma data futura, por um preço combinado.

Se, na data do exercício, o preço do ativo estiver maior do que o valor determinado pela opção, é óbvio que você não vai exercê-la.

Por que você venderia sua laranja a R$ 2, só por que tem um papel dizendo que você pode fazer isso, se todo mundo está aceitando comprar a R$ 3?

O outro lado, por sua vez, que recebeu um prêmio inicial por ter lançado as opções de venda, terá a obrigação de comprar a R$ 2, ainda que as laranjas tenham ficado mais baratas, custando apenas R$ 1.

Mas não esqueça que você pagou a alguém para você ter o direito de vender suas ações a ela determinado preço. Se não exercer, isso é um prejuízo.

Assim, comprar opções de venda deve fazer parte de uma estratégia. A mais simples delas é aquela que acredita na queda das ações. Assim, mesmo com uma cotação baixa, você pode vender suas ações a um preço mais caro que o de mercado.

Na prática, na bolsa de valores, você não sabe quem está comprando as opões de compra que você lançou ou quem está pagando você por opções de venda. É desnecessário o conhecimento da contraparte. Porém, os mecanismos da BM&FBovespa garantem que todas as negociações aconteçam.

Estratégias com opções

Existem diversas estratégias para garantir lucros e reduzir prejuízos em sua carteira de ações com o uso de opções, podendo combinar opções de compra e opções de venda com diferentes strikes (o preço de exercício da opção).

Porém, elas são relativamente complexas e vamos explicá-las em outro artigo.

De qualquer forma, conte com a ajuda de um agente autônomo de investimento para montar esse tipo de estratégia. Sim, trata-se da forma mais segura de se usar opções, mas é preciso articulá-la direito.

O jeito perigoso: a venda a descoberto de opções de compra

Todo o mundo gosta de histórias dramáticas.

Digamos que você seja um investidor relativamente agressivo e ganancioso.

Você observa o seguinte cenário:

A ação XKYZ3 está cotada a R$ 24 no começo deste mês (digamos que estamos em abril).

A opção de compra desta ação, cujo código é XKYZD26 (a quinta letra se refere ao mês de exercício e o número é o preço de strike), com preço de exercício de R$ 26 e que vence dia 20 de abril, está sendo negociada a R$ 0,96 (prêmio).

Note como o valor da opção tem uma correlação com a diferença entre o preço atual de mercado e o preço de strike, a distância da data de exercício e a expectativa do mercado de que essa opção seja exercível ou não.

Você não acredita que a ação da XKYZ3 chegue a subir até R$ 26 até o dia 20 de abril.

Assim, mesmo não tendo ações XKYZ3 compradas, lança 1000 opções de compra, embolsando, então R$ 960.

Se as ações ficarem abaixo de R$ 26, elas não serão exercidas e tudo é lindo e maravilhoso. E, segundo os seus estudos, elas não chegarão a esse preço.

Uma semana depois, a empresa XKYZ anuncia uma fusão com uma gigantesca multinacional.

As ações estouram para R$ 34.

O cenário, agora, é o seguinte.

Com as ações cotadas na faixa dos R$ 34, é claro que qualquer um vai querer exercer mil opções de compra por R$ 26. A conta é simples: eu gasto R$ 26 mil em mil ações XKYZ3 e as vendo a mercado a R$ 34 mil. Lucro de R$ 8 mil, menos os R$ 960 que paguei pelas opções inicialmente.

Faltando poucos dias para o exercício, dificilmente esse cenário mudará.

Você não tem as ações, pois lançou as opções de compra a descoberto. Precisará comprar mil ações a R$ 34 e vendê-las a R$ 26. Prejuízo de R$ 8 mil, menos os R$ 960 que recebeu ao lançar as opções.

A outra saída é recomprar as opções.

Mas, como já expliquei, o preço da opção tem correlação com a diferença entre o preço de mercado e o preço de exercício. E, agora, a XKYXD26 custa R$ 8,45. Então, seriam R$ 8.450.

Resumindo, um lançamento de opções resultou em um prejuízo 10 vezes maior que o ganho inicial.

A história é parecida se você for lançar opções de venda a descoberto

XYKZ3 custam, no começo de abril, R$ 24. Você lança mil opções de venda XYKZP22 a, digamos, R$ 0,96 cada e embolsa R$ 960. O preço de exercício (que você vê no código) é R$ 22.

Se ficarem abaixo de R$ 22, você será exercido. Digamos que as ações caiam para R$ 15. Você terá que comprar mil ações a R$ 22 e o prejuízo será de R$ 7 mil. A outra opção – a recompra das opções de venda – trará um prejuízo similar.

Outro cenário que o iniciante deve evitar: opções a seco

Investir em opções a seco se refere ao investimento em opções sem a intenção de exercer a compra ou a venda de ações a elas relativas.

Isto é, comprar uma opção quando ela estiver a um preço e vender quando a opção estiver mais cara.

Notou como as oscilações das opções são amplas?

Você encontra diversas séries de opções que custam centavos. Digamos R$ 0,50 ou bem menos que isso.

Basta a ação fazer um leve movimento em direção ao preço de strike que a influência sobre a opção é dramática.

No exemplo acima, se você comprou 10 mil opções a R$0,50, investiu R$ 5 mil. Basta ela se movimentar R$ 0,10 e você terá R$ 1 mil de lucro. Não é incomum ver opções dobrarem de preço à medida que as ações correspondentes sobem ou ultrapassam o preço de strike enquanto o dia de vencimento vem chegando.

Porém, o movimento contrário também é verdadeiro. Os prejuízos podem ser enormes.

Por exemplo, na medida em que a data de exercício vai chegando e o preço de strike ainda está distante, a opção vai desvalorizando. Para piorar, quanto mais próxima a data e mais distante está o preço de exercício, menos aquela opção terá liquidez. Ninguém vai querer comprá-la.

E, se na data de vencimento uma opção de compra tem o preço de exercício acima do preço de mercado e uma opção de venda tem o preço abaixo do de mercado, sabe quanto ela vale?

Nada. É isso. Ao investir em opções, sem saber o que está fazendo, você pode perder tudo. O dinheiro vira pó.

Assista a esse vídeo do Vamos Falar de Investimentos que trata deste tema

O código das opções

As opções são conhecidas por códigos como XKYZA33.

As quatro primeiras letras correspondem ao ativo negociado na bolsa. Assim as opções das ações da Petrobras também terão as quatro letras iniciais PETR.

A quinta letra se refere ao mês.

Opções de compra, de janeiro a dezembro, respectivamente, de A a L (incluindo K). Opções de venda, de janeiro a dezembro, respectivamente de M a X (incluindo W e excluindo Y). O vencimento das opções é sempre na terceira segunda-feira de cada mês.

Neste dia, a bolsa de valores também estabelece um horário limite para a negociação das opções. No Mercado BM&F, a data de vencimento das opções ocorre sempre na quarta-feira mais próxima do décimo-quinto dia de cada mês.

O número do código corresponde ao preço de exercício ou de strike. No caso acima, pode ser R$ 33 ou R$ 3,3.

 

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BOTAO

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