Telefone0800.600.4780 ou (43) 3026.4780, de seg. à sex, das 08:45 às 18:00 Whatsapp (43) 98427.4203
Blog Template 02

Por onde começar a investir? Guia prático para todos os investidores

A grande questão de definir o seu perfil de investidor – se conservador, moderado ou agressivo – é justamente saber o destino de seu patrimônio total.

Quanto dele irá para aplicações mais seguras e com lucros menores, mais consistentes, no longo prazo? E quanto dele irá para aplicações mais arrojadas, como a bolsa de valores, com chances de ganhos maiores em um prazo menor, mas com muito mais riscos?

E, mesmo na renda fixa, há aquelas modalidades mais arriscadas. Na renda variável também: há riscos maiores e riscos menores.

Como determinar quanto vai para renda fixa e quanto vai para a variável

Uma conta bem simples e que, justamente por ser excessivamente simples, não deve ser aplicada para todos os casos é a seguinte: subtraia a sua idade de 100.

O resultado é a porcentagem que deve ir para a renda variável. Assim, se eu tenho 40 anos, 60% de meu patrimônio poderiam ficar em aplicações com um perfil mais ousado. E essa porcentagem irá diminuindo com o passar do tempo.

A lógica por trás dessa conta nos diz que a medida que o tempo passa, ficamos mais avessos aos riscos e temos menos tempo para recuperar eventuais perdas que sempre acontecem na renda variável.

Autoconhecimento

Mas não é bem assim. Um jovem de 20 anos, no início de suas economias, já pode ser avesso ao risco e preferir olhar no longo prazo. De fato, muitas vezes, mais vale a certeza do ganho, mesmo que distante, do que as incertezas de um ganho considerável em curto prazo.

Assim, para determinar seu perfil de investidor, é preciso ter certeza do que você é capaz de fazer em termos de disciplina e em termos de resiliência emocional. Esta última é uma característica muito exigida na renda variável dado os seus altos e baixos.

Alguns fatores objetivos podem ajudar você a determinar o seu perfil

Idade: pessoas mais jovens tendem a ser mais agressivas. Porém, muitas delas não têm conhecimento suficiente para tanto. Uma comparação válida é dar um Fórmula 1 nas mãos de alguém que recém recebeu a habilitação. No entanto, as inevitáveis perdas iniciais podem ser consideradas como o preço do aprendizado. Algumas pessoas mais velhas teriam as condições de serem mais agressivas em seus investimentos, mas por uma questão cronológica preferem não arriscar tanto. Mas nada impede que um senhor de 75 anos faça day trade com 10% de seu capital. O que ele não vai fazer é investir em ações no longo prazo, provavelmente.

Escolaridade: as corretoras classificam pessoas com mais escolaridade como potenciais perfis agressivos. Porém, existem muitas pessoas com graduação que não fazem a menor ideia do que estão fazendo quando se trata de aplicações.

Quantidade de dinheiro disponível: a tendência é que, quanto menos dinheiro se tem, mais conservador seja o perfil. Porque, sim, precisamos de reservas para emergências em investimentos seguros e de boa liquidez, como, por exemplo, CDB ou até mesmo a caderneta de poupança, que não se indica para ninguém, dado o seu baixo rendimento.

Conhecimento da área e experiência: talvez aquele jovem de 20 anos, depois de 5 anos, estudando o mercado de renda variável tenha adquirido algum conhecimento e experiência. Nesse caso, tendo acumulado algum patrimônio e arriscado de vez em quando na bolsa, bem esporadicamente, se sinta mais à vontade para investir na renda variável. Quanto mais experiência, maior a chance de você ser um investidor de perfil agressivo. Por outro lado, essa mesma experiência pode lhe dizer que você prefere se preocupar com outras coisas e deixar quase todo o seu dinheiro em investimentos mais certeiros.

Quanto você precisa do dinheiro: essa questão é engraçada, já que precisamos, em tese, de todo o dinheiro, não queremos perder nada. Mas a pergunta é, quanto você poderia suportar perder e, precisando recuperar esse valor, quanto tempo você poderia deixar esse valor comprometido em um investimento? O valor destinado à renda variável é, em tese, um dinheiro do qual você “não precisa”. Que não vai usar para a aposentadoria ou para pagar a casa ou a universidade de seu filho. Quanto menos você precisar do dinheiro, mais agressivo você pode ser.

Objetivo: se o objetivo está próximo, digamos daqui a 5 anos, o seu patrimônio destinado a ele deve ficar em um lugar seguro, pois se perdas acontecerem, não terá muito tempo para recuperar. Se estiver distante, já pode destinar uma parte maior para a renda variável.

Emoções: você lida bem com perdas? Porque na renda variável, pode ter certeza que elas acontecerão. E, principalmente, você lida bem com vitórias? Porque uma eventual vitória pode atiçar sua ganância, um sentimento que no mercado é tão ou mais perigoso que o pânico. Se você lida bem com essas emoções, pode investir mais na renda variável. Mas um aviso: você só descobre como lida com emoções investindo na prática, com dinheiro de verdade.

Conhecimento do mercado: se você entende de economia, análise técnica, ações, contratos, minicontratos e outras coisas da renda variável, pode ser mais agressivo. Se não, o melhor é ficar com investimentos de renda fixa, de preferência pós-fixados, que acompanham um ou outro indicador econômico.

Mas não se preocupe com a determinação de seu perfil. Todas as corretoras fazem uma avaliação através de um questionário no momento do contrato. Além disso, o seu agente autônomo de investimento, na Equipe Trader, saberá avaliar isso pra você.

No que investir

A XP Investimentos recomenda – e pode ser diferente de acordo com o seu perfil e de acordo com a quantidade envolvida de dinheiro:

Perfil conservador: para o perfil conversador, a melhor indicação são títulos de renda fixa pós-fixados e uma parte do capital em um título indexado pela inflação.

Perfil moderado: 30% em ativos multimercado, 55% em títulos pós-fixados e 15% em títulos atrelados à inflação.

No que diz respeito ao perfil moderado, a entrada em ações dependerá totalmente do nível de conhecimento. Mesmo que o investidor tenha um perfil moderado-agressivo ou agressivo, não necessariamente saberá operar ações. Para estes casos, recomenda-se fundos de ações como alternativa à entrada direta em ações. Para ações, mercado futuro e outras operações mais arrojadas, o investidor precisa dominar um tripé: domínio das ferramentas operacionais que utilizará, domínio da análise técnica (ou fundamentalista se for o caso) e domínio emocional/psicológico.

Perfil agressivo: 45% em títulos multimercado, 25% em renda variável, 20% em pós-fixados e 10% em títulos atrelados à inflação.

Desnecessário lembrar que estes são apenas exemplos. Apenas um agente autônomo de investimentos, como nós da Equipe Trader, podem indicar com maior segurança o perfil de sua carteira de investimento.

Avaliação dos Leitores
[Total: 4 Média: 4]

[contact-form-7 404 "Not Found"]
Avaliação dos Leitores
[Total: 4 Média: 4]