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Sou advogado, minha renda é variável, como faço para planejar meus investimentos

Um dos grandes problemas da educação superior para os profissionais liberais, desde sempre, é o fato de que a formação técnica e teórica pode até ser excelente, mas não há preparo algum para que essas pessoas se tornem independentes financeiramente, como se a única opção ao sair da faculdade fosse se tornar empregado de alguém ou de uma empresa.

A educação financeira, do ensino básico ao superior, é praticamente nula.

Assim, temos médicos, dentistas, psicólogos e advogados capazes de exercer sua profissão com independência, mas que, por não saberem gerir seu trabalho como a um negócio, podem vir a fracassar. O objetivo deste artigo não é ensinar você a gerenciar seu escritório, mas uma vez obtendo consultoria para ter sucesso nisso, saiba o que fazer com um fluxo de caixa positivo – leia-se: lucro – investindo-o da melhor maneira.

Os altos e baixos das entradas financeiras

Se você é advogado e trabalha por conta própria, numa firma ou em seu próprio escritório, sabe que a entrada de recursos financeiros não é constante. Uma ação que começa hoje talvez só se transforme em honorários daqui a alguns anos. Embora, nessas ocasiões, o volume de dinheiro possa ser maior, é difícil prever quando isso se dará, ao sabor dos prazos e das decisões, nem sempre favoráveis, de cada instância da Justiça.

Então, mais do que qualquer outro profissional liberal, você que é advogado precisa ter um planejamento estrito. Seu orçamento de gastos fixos e variáveis deve ser seguido à risca e uma reserva com boa liquidez equivalente a, pelo menos, três meses deste orçamento deve ser mantida disciplinadamente.

Assim, se você considera entradas mensais de pelo menos R$ 5 mil, deve guardar ao menos 20% desse valor, ou R$ 1 mil. Seu orçamento mensal, para gastos fixos e variáveis é, então, de R$ 4 mil. Mas suas reservas, para os dias de vacas magras, devem ser de R$ 15 mil, para uma boa segurança.

Se em três meses essas reservas acabarem, duas coisas podem estar erradas: ou você não está seguindo seu orçamento ou talvez a entrada financeira não esteja adequada e, quem sabe, você precise pensar em alternativas profissionais.

Não deixe de conferir: nosso artigo sobre como se organizar financeiramente e nosso artigo com aplicativos de controle de gastos.

Como aplicações com boa liquidez e remuneração vantajosa para deixar essa reserva de segurança, você pode usar: os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e Fundos de Renda Fixa, com um perfil mais conservador. Na dúvida, deixe uma parte de sua reserva em cada uma dessas opções. Lembre-se: aqui o objetivo é ter esse dinheiro a disposição, sem grandes riscos, mas não abrindo mão de uma remuneração que ganhe pelo menos da inflação. E fuja da caderneta de poupança (saiba porquê neste artigo).

Quanto você pode ter guardando R$ 1 mil todos os meses

Neste exemplo em que você está poupando R$ 1 mil por mês, além dessa reserva, é possível que você tenha acumulado, em digamos três anos, entre R$ 36 mil e R$ 45 mil, se as coisas foram melhor do que a média.

Note que, através dos juros compostos, mesmo em uma aplicação conservadora com juros de 0,5% ao mês, aos R$ 36 mil acumulados, vêm se juntar R$ 3,4 mil de juros: leia nosso artigo sobre o poder dos juros compostos.

Parece pouco, mas nessa mesma hipótese, em 15 anos, você teria R$ 110 mil só de juros, totalizando uma economia de R$ 300 mil. Em 20 anos: R$ 450 mil. Em 30: R$ 1 milhão. Isso supondo que sua entrada de dinheiro será sempre a mesma e que os juros serão sempre de 0,5% ao mês (é possível obter rentabilidades bem melhores, converse com seu Agente Autônomo de Investimentos. Os rendimentos pode ser mais que o dobro disso!).

Perto da casa dos R$ 50 mil, está na hora de diversificar sua carteira de investimentos de acordo com seu perfil de investidor: conservador, moderado ou agressivo.

Leia nosso artigo sobre como determinar o seu perfil de investidor e sobre como balancear sua carteira.

Você vai começar a distribuir esse dinheiro em diferentes investimentos que têm liquidez distinta e riscos variados: ações, fundos multimercado, clubes de investimento, títulos públicos, fundos de renda fixa, LCA, LCI, CDB e, até mesmo, títulos imobiliários se for o caso.

O que fazer quando há uma entrada maior de dinheiro

E, em determinado mês, dois de seus clientes ganham grandes causas. Seus honorários totais somaram R$ 30 mil, é hora de fazer um novo aporte.

Neste caso, você deve consultar o seu agente autônomo de investimento para que ele o ajude a equilibrar seu perfil de investimentos, indicando as aplicações com maior chance de retorno. Confira nosso artigo sobre esse tema.

Pode ser que você precise colocar um pouco desse valor em ações (mercado ou fundos). Talvez uma parte desse capital vá para a renda fixa (títulos e fundos). O fato é que não há dúvida de que boa parte dessa entrada deve ir para sua reserva financeira.

Claro que uma parcela pode ser usada para investir em sua própria educação, em seu escritório ou mesmo em sua casa, mas o que não for urgente deve ser adiado pois esse dinheiro investido tornará todas essas coisas “mais baratas no futuro”.

Digamos que o seu mix entre renda variável e renda fixa proporcionam um ganho real de 1% ao mês sobre a inflação, o que não é uma estimativa absurda: em 10 anos, os R$ 30 mil terão virado R$ 100 mil. Sem esforço nenhum. Então, só por um exemplo, talvez valha a pena cuidar da conservação de seu veículo em vez de trocá-lo na primeira oportunidade.

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