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VOCÊ TEM FILHOS? JÁ COMEÇOU A ENSINÁ-LOS SOBRE INVESTIMENTOS?

timeTEMPO DE LEITURA MENOS DE 10 MINUTOS

Depois de aprender um pouco sobre investimentos e juros compostos, você bem que deve imaginar o quanto sua vida seria ainda melhor se seus pais ou a sua escola tivessem ensinado a você sobre isso: quanta diferença podem fazer apenas R$ 100 investidos todos os meses durante 20 anos? Muita.

Seria leviano afirmar que nenhuma escola ensina sobre finanças pessoais. Mas a grande verdade é que bem poucas o fazem. E, quando o fazem, dedicam um tempo bem inferior ao que realmente faria diferença na qualidade de vida futura e sucesso de seus alunos, não como profissionais, mas como pessoas.

Talvez o aprendizado mais básico que uma criança bem pequena, mesmo que ainda sequer saiba contar, é que para se ter uma coisa é preciso abrir mão de outras. Quando eu decido ter algo imediatamente, fecho a possibilidade para outras coisas imediatas e muitas outras futuras.

Para aprender sobre isso, não é preciso sequer que a criança já saiba distinguir os valores de notas e moedas. Embora os pedagogos não recomendem que a criança faça muitas escolhas – esse é o papel dos pais – sempre haverá oportunidades para ela perceber que, por exemplo, não poderá comer o chocolate e o sorvete, mas apenas um ou outro.

Provavelmente a maior dificuldade em relação ao desenvolvimento da capacidade de poupar e investir quando adulto está ligada à necessidade de gratificação imediata.

É conhecido o experimento em que psicólogos colocam diversas crianças, isoladamente, em uma sala com um doce a sua frente. Os pequenos são avisados de que, se resistirem e não comerem o doce ganharão outro. E, então, são deixadas sozinhas.

Foi comprovado que aquelas que, ao fim do experimento, resistiram tendem a desenvolver uma necessidade muito menor de gratificação imediata e, consequentemente, de melhores resultados em diferentes áreas da vida.

Investimentos sólidos e seguros, como você já deve saber, são coisas de anos e anos, que requerem paciência e constância. Mesmo investimentos de curto prazo só apresentarão diferenças palpáveis ao longo das décadas.

Daí a importância desse aprendizado. Pode ser a diferença entre um jovem que gastará mais do que aquilo que ganha – seduzido pelo “eu mereço” da publicidade – ou um jovem que consegue guardar 30% de sua remuneração mensal.

Mas não é só isso. O aprendizado sobre finanças pessoais envolve o relacionamento saudável com o dinheiro. De nada adianta conseguir poupar e ser uma pessoa sovina ou alguém que poupa sem ter um objetivo para isso, afinal o dinheiro em si não significa nada: ele vale o tempo de vida e trabalho que vendemos para adquiri-lo e as coisas que podemos comprar com ele.

Meu filho é pequeno começou aprender a contar e diferenciar o dinheiro agora

Tão logo a criança saiba contar e saiba diferenciar entre os valores de notas e moedas, vale a pena remunerá-la. Alguns especialistas recomendam que toda criança tenha suas obrigações em casa, responsabilidades que vão se acumulando enquanto ela fica mais velha.

Não precisa ser nada complicado: coisas simples como lavar a louça, arrumar a mesa, ser responsável pela limpeza de um cômodo da casa, levar o lixo para fora. A mesada, assim, não deve ser entendida como um “direito” ou uma “recompensa” por tirar boas notas na escola. Não é. É algo que se fez por merecer. Se os pais desejarem, podem reservar uma parcela de dinheiro para tarefas extras, como ajudar a lavar o carro, cuidar do jardim ou cuidar dos animais.

Meu filho já está na escola, já entende o que é dinheiro e já pode ajudar em casa

Se a criança já está ganhando algum dinheiro dessa forma, já é hora de falar de economia e investimentos. Uma boa ideia pode ser iniciar um investimento que seja dele. Você pode começar, por exemplo, comprando mensalmente títulos públicos com vencimento próximo do aniversário de 21 anos de idade dela quando, então, já terá maturidade para decidir o que fazer.

Com uma parte do dinheiro da mesada, que ela “ganhou” cumprindo suas obrigações domésticas, ela participa dessa compra: você compra R$ 50 por mês e ela colabora com R$ 10, digamos. Será uma coisa que vocês farão juntos e todos os meses conferirão o extrato, uma atividade a que ela associará a prazer e carinho paterno ou materno.

Meu filho já é quase adolescente o que fazer?

Com o tempo, à medida que a sua criança for se tornando mais e mais responsável, ela poderá administrar ela mesma o dinheiro da mensalidade de sua escola, de seu transporte e de sua alimentação, aprendendo a fazer o orçamento de seus gastos. Talvez ela descubra que preparar seu lanche em casa é muito mais barato que comprá-lo na cantina do colégio.

A essa altura, ela já terá ido com você fazer compras. Ensine logo as perguntas que ajudam a evitar o consumismo: eu preciso? Eu posso? Tem que ser agora? Se qualquer uma dessas perguntas tiver não como resposta, a compra não deve ser feita.

Outra ideia é fazê-la participar de algumas aquisições. Por exemplo, a família vai comprar uma tevê ou um videogame, de que todos ali desfrutarão. Ela pode ajudar na compra. Não precisa ser algo que inviabilize a vida econômica dela: uma parcela bem pequena, algo entre 2% e 5%, o suficiente para que ela se sinta participando da vida econômica da família e dê valor ao que está sendo adquirido.

Crianças aprendem por osmose. Se ela vir você falando de empréstimos, cheque especial, rotativo do cartão de crédito, crédito consignado é sobre isso que ela vai aprender. E isso não seria muito bom.

Mas se ela estiver em um ambiente em que se fale sobre CDB, LCI, LCA, CRI, CRA, Títulos Públicos, Ações, Debêntures e outras modalidades de investimento, é também sobre isso que ela vai aprender.

É uma assimilação natural e você nem precisa forçar a barra sobre isso, sempre aja naturalmente. Se você começou um investimento de longo prazo, como no exemplo do título público acima, possivelmente ela já começou a se interessar pela coisa.

Crianças adoram jogar com os pais. Se ela já está grandinha e já assimilou boa parte do seu conhecimento, já está na hora de apresentar alguns dos muitos simuladores da bolsa de valores disponíveis na internet. Ensine a ela como comprar ações, ajude-a a fazer uma carteira e mostre como o mercado oscila. As curiosidades dela surgirão naturalmente. Responda-as à medida que surgirem, sem forçar nada. Vocês podem ter cada um uma conta e comparar os resultados.

Nesse ritmo, se tudo der certo, aos 18 anos, quem sabe antes, sua criança, já não tão criança assim, já terá um pequeno patrimônio e juntos poderão abrir uma conta em uma conta em uma corretora para ela mandar em seu próprio destino financeiro.

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