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VOU CASAR E AGORA? COMO FAZER A MINHA NOIVA INVESTIR JUNTO COMIGO?

timeTEMPO DE LEITURA MENOS DE 6 MINUTOS

Quem casa quer casa? Tem que fazer uma grande festa? A resposta a estas perguntas podem fazer diferença na vida econômica do casal nas próximas décadas.

Afinal, vale mais a pena ser feliz durante muitos anos ou durante uma noite de gastos mal planejados?

Ainda que uma grande celebração possa estar no imaginário de sua parceira, talvez seja uma boa ideia convencê-la de adiar esse momento.

E, juntos, vocês devem avaliar se esta é a hora para comprar um imóvel ou se não é mais vantagem pagar aluguel e deixar o montante da compra rendendo.

É crucial neste momento inicial da vida familiar haver um planejamento das dívidas, pois os juros são terríveis e podem ser uma fonte de stress e conflitos. A escolha crucial é entre assumir dívidas e antecipar as recompensas ou empregar o seu dinheiro em investimentos que estão remunerando suas economias.

Gastando o que não se tem

Uma grande festa de casamento para 200 convidados pode variar entre R$ 40 mil e R$ 200 mil. Claro, pode custar muito mais. O céu é o limite. Mas, para efeito de exemplo, vamos considerar R$ 100 mil.

No pior dos cenários, em que vocês dois têm que emprestar dinheiro para realizar a festa, a taxa de juros dos empréstimos dos bancos mais famosos está entre 4,5% e 6,9% ao mês. Vamos considerar 5%. Isso dá 60% ao ano. Ou seja: dos R$ 100 mil da festa, R$ 60 mil seria apenas para pagar os executivos dos bancos antes do primeiro aniversário de casamento.

No melhor dos cenários, em que vocês já têm esse dinheiro e decidem fazer apenas uma pequena cerimônia, investindo este capital. Numa das mais conservadoras formas de investimento, os títulos públicos, o casal terá de retorno a inflação mais 6% de remuneração, aproximadamente. Ou seja: terá R$ 6 mil de ganhos reais.

Mas considere que há outras opções mais rentáveis e igualmente seguras.

Comparando os cenários extremos, a diferença entre R$ 160 mil negativos e R$ 106 mil positivos no seu saldo (corrigidos pelo IPCA) é um termômetro para direcionar as decisões do casal.

Considere modelos mais acessíveis para sua cerimônia. O simples e barato nem sempre é menos impactante que o glamuroso e exuberante. Considere também a data do casamento e façam um bom planejamento considerando entradas de recursos e separando as necessidades das vaidades.

Vale a pena comprar um imóvel?

Tudo depende do contexto.

O que o casal precisa analisar: o valor do imóvel, se fosse investido em uma aplicação segura, renderia mais ou menos que o aluguel?

Muitas vezes o aluguel representa valores abaixo de 0,5% do valor do imóvel ao mês. Neste caso, facilmente em uma renda fixa bem segura consegue-se taxas muito maiores. O ideal é que a rentabilidade do dinheiro supere a despesa do aluguel.

Outro fator importante é a mobilidade. Casais jovens não podem se comprometer com a dificuldade de transformar em dinheiro vivo o capital que foi aplicado em um imóvel. Oportunidades de trabalho, viagens, cursos e mudanças fazem parte da história de profissionais recém-casados.

Investimento em imóveis são conhecidos no mundo das finanças como os piores em termos de liquidez. É como tentar vender carro importado que saiu de linha. Ninguém quer comprar então o preço abaixa.

Vender um imóvel é uma verdadeira arte e exige o pagamento de muitos impostos, comissões e despesas com anúncios. Liquidar um título ou investimento, por outro lado, exige apenas uma ligação para seu assessor e uma transferência eletrônica. Nem mesmo taxas de TED são cobradas pelas corretoras.

Mas não dá para descuidar. É preciso aumentar o patrimônio aos poucos, aproveitando-se das vantagens do juros composto.

Planejamento

Não vamos entrar em detalhes legais, de como você e a outra pessoa se resolveram na divisão dos bens adquiridos antes e depois da união. É preciso, a partir de agora, um planejamento em dupla, em equipe.

Os especialistas recomendam que o casamento seja completo, inclusive nas finanças. O ideal é que cada um de vocês colabore com as despesas da casa e com os projetos de vida da nova família. Disponham 100% do que ganham para o planejamento financeiro da família e decidam um valor mensal igual para cada cônjuge gastar consigo sem precisar consultar o(a) parceiro(a).

Se um ganha R$ 2000, colabora com R$ 2000. Se o outro ganha R$ 3000, colabora com R$ 3000. Pagam-se as despesas e idealmente, desse total de R$ 7000, deve-se economizar pelo menos 20%: R$ 1400 por mês.

Ao cabo de um ano, vocês juntos terão R$ 16.800 (sem considerar a remuneração do investimento que estiverem fazendo). Depois de 10 anos, mesmo que não tenham aumentado o aporte mensal, em uma aplicação com apenas 6% de juros anuais (há melhores), teriam ao final, contando com os R$ 100 mil iniciais, cerca de R$ 372.138,88

Em 20 anos, R$ 760 mil. Em 30, quando os filhos estiverem independentes, vocês terão R$ 1,6 milhão, aproximadamente.

A receita para uma vida próspera, feliz, sem dívidas e sem problemas.

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