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Aprenda investir na Bolsa de Valores como um campeão: Confira o guia definitivo

Você já deve ter se perguntado sobre como investir na bolsa de valores e, assim, garantir um futuro melhor, com independência financeira, tranquilidade e tempo para as pessoas a quem ama.

Sim: de outra forma, não teria chegado aqui. Pois saiba que, certamente, podemos começar a construir isso agora, lendo este texto. Simplesmente isso.

Aquela vida sem se preocupar com dinheiro parece sonho, mas está a seu alcance neste instante. E grátis: torne-se um campeão na bolsa!

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Aquela vida em que se possa se dedicar mais às coisas de que gosta e menos àquelas que faz por pura obrigação. Eu e você precisamos trabalhar, é claro, todos têm. Mas por que não escolher algo mais prazeroso?

Já imaginou vida assim?

Certamente já percebeu que não será nada fácil alcançar algo tão incrível, simplesmente dependendo dos míseros rendimentos de sua caderneta de poupança ou mesmo através de outras formas de renda fixa que também rendem muito pouco.

Claro, você já deve ter ouvido falar de pessoas que ficaram ricas investindo na bolsa de valores ou pelo menos assistido algum filme que mostrava isso.

Mas também deve ter ouvido sobre pessoas que foram bem mal. E, claro, essas são bem mais numerosas.

Bem, você quer investir na bolsa de valores, mas também quer ser um dos vencedores, certo?

Então, o que faz a diferença entre estar na multidão de perdedores e um grupo seleto de vencedores é algo muito simples e pequeno a que muitos, na pressa da ambição, ignoram:

O segredo é começar a aplicar em ações do jeito certo: com conhecimento e apoiado por profissionais que têm ainda mais experiência, ética e capacidade.

Ser um iniciante na bolsa de valores sem o conhecimento certo é a armadilha ardilosa em que muitos – muitos mesmo – caem. Quando falo em conhecimento, não estou me referindo a algo absurdamente complicado como Física Quântica ou Economia Avançada.

Muito pelo contrário, aprendendo conceitos simples e fugindo do senso comum você garantirá seu sucesso na bolsa de valores.

Quer um exemplo sobre fugir do senso comum? Um dos jargões mais usados por quem está começando na bolsa é “Sempre compre na baixa e venda na alta.”

Todo o mundo e até você já deve ter ouvido isso como se fosse verdade.

Pois isso está…

errado.

Logo, vamos descobrir com clareza, simplicidade e facilidade por que quando a ação está subindo devemos comprar e, quando está caindo, devemos vender.

Dica rápida: é impossível saber quando a ação chegou a seu preço mais baixo ou mais alto.

Agora, eu quero lhe dizer o que você vai encontrar neste artigo, pois é munido deste objetivo que chegou até aqui: aprender a investir na bolsa. Com pouco dinheiro, com muito dinheiro, não importa, está tudo aqui:

  • Um texto claro, sincero e muito simples contando tudo como funciona a bolsa de valores
  • Afinal, o que são ações? Ninguém precisa ser cientista de foguete a fim de entender (aliás, alguns cientistas de foguete ainda estão confusos e você entenderá antes deles)

Assim, você só deve continuar lendo este artigo se desejar saber que a bolsa é mais simples do que parece, que ela é pra pessoas comuns como nós e que, sim, você pode ganhar dinheiro com ela, ter aquela vida mais satisfatória e planejar um futuro mais feliz.

COMO FUNCIONA A BOLSA DE VALORES

Faça de conta que um empresário a certa altura descobre que precisa de dinheiro se quiser continuar a fazer sua empresa crescer.

A primeira coisa que vêm a sua cabeça é fazer um empréstimo em um banco, no entanto, ao consultar as altas taxas percebe que essa é a opção menos inteligente.

Ele então tem a ideia: pegar tudo o que a sua empresa vale, dividir em pequenos pedaços de igual valor, o que, no mercado financeiro, chamamos de ações. Então, ele vende essas ações a outras pessoas que acreditam em seu potencial, os acionistas.

Com o valor dessa venda, a empresa tem dinheiro para, por exemplo, construir a nova sede, comprar mais equipamentos ou contratar profissionais ainda mais capacitados.

Os acionistas que compraram os pedacinhos do valor total dessa empresa se tornaram sócios e esperam que o dinheiro captado pelo dono da empresa seja investido de maneira inteligente, o que faz a empresa crescer e valer ainda mais.

Assim, se de fato aquele pedacinho da empresa passar a valer mais, o acionista também terá lucro, o que dará ao acionista a opção tanto de vender a sua ação, como a de guardá-la, esperando que a companhia se desenvolva ainda mais.

Esse processo que eu expliquei de maneira bem simplista é exatamente o que acontece, só que em proporções bem maiores, quando a empresa disponibiliza suas ações no mercado financeiro, o que só é possível porque existe a bolsa de valores.

A bolsa de valores é o ambiente em que empresas abrem seu capital (lançam ações) e, com sua venda, obtém capital a fim de se desenvolver ainda mais.

Os acionistas, aqueles que compram ações, se tornam sócios das empresas (às vezes por um tempo bem, bem curto) e obtém lucro quando a empresa vai bem e a ação sobe.

Dica: também dá para lucrar quando a ação cai, mas eu vou ensinar isso mais tarde, mas só se você continuar com a gente 😉

Brincadeira, vou ensinar agora mesmo. Assista!

Bem, a nossa bolsa de valores se chama BM&FBovespa. É nela onde esse tipo de negociação, onde as empresas lançam ações para captar dinheiro (o termo mais usado para isso é “abrir capital”), acontecem.

A fim de ter ideia do que está em jogo, vamos olhar só para a Petrobras, dentre centenas de empresas negociadas na bolsa.

Essa empresa tem 13 bilhões de ações – 13 bilhões de pedacinhos – sendo negociadas na bolsa de valores. Esses pedaços somam um valor de mercado de capital social que ultrapassa a casa de centena de bilhões de reais.

Num único dia, dezenas de milhares de negócios são feitos com essas ações da Petrobras.

Cada um desses negócios envolve várias ações, negócios que vão de centenas a dezenas de milhares delas.

E, em um único pregão, dezenas de milhões de pedacinhos de nossa hoje polêmica petrolífera são negociados.

Só empresas gigantescas podem abrir capital?

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Até mesmo pequenas e médias empresas, atualmente estão interessadas em colocar ações à venda.

A BM&FBovespa até tem um guia bem estruturado e simples que ensina a dar os primeiros passos nisso.

Mas como o processo ainda é muito custoso, complicado e burocrático, ainda poucas empresas de menor porte se aventuram nesse caminho.

Por isso, só o fato de a empresa abrir o capital é motivo de festa, sinal de crescimento e novas possibilidades de financiar seu desenvolvimento.

Desde meados de 2010, a nossa bolsa traça estratégias para que a empresas com faturamento anual entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões se interessem por essa possibilidade.

E o Índice Bovespa, o que é?

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Uma coisa é certa: apenas as maiores empresas fazem parte do Índice Bovespa (também chamado de Ibovespa), que é o comportamento da variação dos pontos desse índice que nós vemos sendo anunciados todos os dias nos telejornais, como no exemplo abaixo:

P.S: Neste dia, curiosamente, o jornal cometeu um erro crasso.  😅 😅

O índice é composto apenas pelo desempenho de grandes empresas que juntas respondem por 80% dos negócios feitos em nossa bolsa de valores, ou seja, os pontos são a combinação dos valores das ações dessas empresas.

Se o Ibovespa cresce, a economia vai bem. Se cai, não está indo tão bem assim, é como se ele atuasse como um termômetro que mede a saúda econômica do país.

Mas o fato é que, quando a empresa passa a compor o Ibovespa, também comemora. Afinal, mostra que cresceu bastante, tem muita gente interessada em seus pequenos pedaços de capital – as ações – e ela tem tudo para continuar crescendo.

É como entrar para a Série A do Futebol Brasileiro: mais torcedores (acionistas) e mais patrocinadores (entrada de capital para investir no crescimento).

Agora, talvez, você esteja imaginando aquela gritaria de gente querendo comprar e vender ações não só daquela empresa pequenina como também das gigantescas Vale, Petrobras e outras.

A gente vê isso em filmes antigos. Justamente: só em filmes antigos ou de época.

Cena do filme Trocando as Bolas (1983)

Porque isso – e talvez seja surpresa -, é coisa do passado.

O pregão viva-voz, como era chamado, tinha sua dose de romantismo, adrenalina e furor, mas como podemos ver nesta excelente matéria em vídeo, acabou:

Os negócios agora são feitos todos em ambientes virtual. Veja: a gritaria acabou em 2009!

Mas será que vale a pena começar a investir na bolsa de valores? Parece coisa de “gente grande”. Ora, você é um adulto e adultos cuidam do seu dinheiro.

Quanto mais responsável por ele e quanto mais for ativo quanto a isso, maiores as chances de se tornar independente financeiramente.

Investir na bolsa é uma das formas mais ativas de aplicar seu capital e ninguém em sã consciência acredita que seu dinheiro vai crescer sendo simplesmente passivo.

Se concorda com isso, continue a ler.

VALE A PENA INVESTIR NA BOLSA DE VALORES?

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A resposta rápida e simples para esta pergunta é:

Sim.

Claro que, para termos essa resposta tão positiva, ela envolve outras perguntas como: quanto de seu dinheiro deve ser investido, com que tipo de conhecimento se deve estar munido, como se vai gerenciar seu risco, quando comprar e quando vender.

Mas com alguns aprendizados relativamente simples, a resposta, sem margem de dúvida, é essa:

Sim. Vale a pena investir na bolsa de valores.

Mesmo que apenas se compre ações e as deixe paradas por um bom tempo – o que chamamos de longuíssimo prazo –, ganha-se inclusive das melhores opções de renda fixa.

O professor de finanças Jeremy Siegel, da Universidade da Filadélfia, demonstrou em um estudo que, mesmo com todo o sobe e desce do mercado, usando essa estratégia é possível ter retornos melhores que as aplicações mais conservadoras.

Ele deve saber do que está falando, afinal, em 2007, era um dos sócios de uma empresa financeira avaliada então em US$ 700 milhões.

Em 1994 ele lançou seu livro Investindo em Ações no Longo Prazo em que demonstra essa teoria. Foi best-seller. E depois da crise imobiliária de 2008 ele lançou a edição revisada, demonstrando que suas ideias continuam corretas.

O Grafico de Jeremy Siegel

O Grafico de Jeremy Siegel

Claro que existem estratégias de investimento na bolsa de valores de mais curto prazo e com outras intenções que simplesmente comprar e segurar durante décadas, mas isso é outra história.

O fato é que renda fixa é basicamente isso: colocar seu dinheiro em um investimento de prazo mais ou menos longo e só então desfrutar ou reinvestir os lucros.

Esse professor mostrou que a bolsa de valores – desde que usada de forma responsável, com conhecimento e estratégias corretas – já proporciona isso de forma consistente.

E esta é apenas um exemplo de muitas maneiras de ganhar dinheiro com a bolsa.

Mas, quando se compra a ação – para longo ou curto prazo – o que se está comprando exatamente? Que tipo de investimento é esse?

É muito simples. Veja a seguir.

O QUE SÃO AÇÕES

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O senhor Antonio tem uma padaria. E ele descobre que há muito potencial em seu bairro. Porém para atendê-lo ele precisa comprar um forno maior, mais rápido e eficiente.

Mas tem pouco dinheiro.

Então ele tem uma ideia. Avalia o valor de seu negócio e descobre que, hoje, ele vale R$ 100 mil.

Ele decide então vender parte de seu negócio e o divide em 10 mil pequenos pedaços cada um no valor de R$ 10. Ele fica com 5100 pedaços para ele, para manter o controle da padaria (51%) e vende 4900 pedaços de seu capital social para diversos sócios que comprarão diferentes quantidades de pedaços.

Esses pedaços são as ações.

Com essa venda, o senhor Antônio captou R$ 49 mil. Dinheiro suficiente para comprar seu novo forno, abrir filial e transferir o equipamento antigo para lá, bem como fazer algumas melhorias e contratar pessoal.

Ao final de um tempo, ele descobre que sua padaria deixou de valer R$ 100 mil. Agora, vale R$ 170 mil. E cada ação passou, assim, de R$ 10 para R$ 17.

Quem comprou 100 ações, aplicou R$ 1000 e, agora, tem papeis que somados valem R$ 1700.

Neste caso Antonio foi bem sucedido, pois obteve um bom resultado. Mas, caso as ações da sua padaria perdessem valor, poderia ter obtido um resultado ruim.

É assim que funciona o sobe e desce do mercado.

Claro, quando falamos de empresas da bolsa, o número de ações é bem maior – na casa dos bilhões de papeis, às vezes -, embora o valor de cada ação circule em torno das dezenas de reais.

Você vai descobrir que algumas custam centavos e outras mais de R$ 50. Mas tudo isso é relativo.

Tipos de ação

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Existem dezenas de maneiras pelas quais podemos classificar ações.

Aquele a que mais estamos habituados, pois sempre vemos nos telejornais, são as ações ON e PN. Mas é incomum que os jornalistas expliquem o que são essas letras (e eu aposto que muitos deles nem sabem).

  • Ações ON – São as ações ordinárias. Dão direito à voto nas assembleias das empresas. Como quem as possui têm um motivo de controle sobre a empresa, tendem a ter um menor volume de negócios. Quem as possui têm um grande número delas, pois é como fazem diferença nas decisões da empresa. Não adianta ter duas ações ordinárias de uma empresa que tem 2 bilhões delas.
  • Ações PN – São as ações preferenciais. Como o nome diz, elas têm preferência no recebimento de dividendos. Quando a empresa vai dividir o lucro com os acionistas, são estas que recebem primeiro esse dinheiro. Não tem direito a voto e tendem a ter um volume maior de negociações na bolsa de valores.

Quando a empresa tem as duas modalidades de ações, elas têm códigos diferentes. Por exemplo, as ordinárias da Petrobras são conhecidas pelo código PETR3 e as preferenciais por PETR4.

Todos os códigos são compostos de quatro letras que, geralmente, fazem referência ao nome da empresa e por um numeral. Quando a ação termina em 3, significa que ela é ordinária. Quando termina em 4, preferencial. Em 5, preferencial classe A. Em 6, preferencial classe B e, finalmente, em 11, quando se trata de uma ETFs, BDRs e Units, (não se preocupe em saber disso agora, explicaremos mais à frente) que são papeis atrelados a índices e não necessariamente a uma única empresa.

Os códigos são importantes porque, quando se vai comprar uma ação, não vai dizer que quer comprar a ação da empresa tal, mas vai usar o código dessa ação. Por exemplo, VALE5 ou PETR4.

Veja a lista dos códigos de todas as ações e de todas as empresas listadas na BM&FBovespa

COMO INVESTIR NA BOLSA DE VALORES COM POUCO DINHEIRO

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Você talvez já tenha entendido que a bolsa de valores é pra todo o mundo que tenha um dinheiro guardado para investir. Não importa o montante.

Mas você deve estar pensando: “Puxa vida, só tenho R$ 1000, como é possível com tão pouco fazer investimento na bolsa de valores?”

Ou: “Bolsa de valores é coisa de gente rica”.

Ou, ainda: “Investidores pequenos como eu só servem para deixar dinheiro para os grandes”.

Isso tudo são mitos.

E a parte mágica é que as opções para quem tem pouco dinheiro são bem seguras.

Embora com R$ 100, por exemplo, se possa comprar ações diretamente (bem poucas), não precisa necessariamente fazer isso.

  1. ETFs

Comprar uma ETF (Fundo de Índice) tem a vantagem de se poder diversificar com pouco dinheiro. Em vez de, com R$ 100, comprar pouquíssimos papéis de uma só empresa, você compra a cota de um índice atrelado às ações de diversas empresas.

Vamos ouvir muito, agora que estamos entrando na bolsa de valores, que diversificar é o melhor remédio para reduzir riscos: o famoso colocar os ovos em diversas cestas. Assim, se alguma cair, as outras estarão seguras.

Porém, com pouco dinheiro não dá para ter muitas cestas.

Os ETFs permitem isso. Compra-se a cota desse fundo e ele abrange diversas “cestas”, como se fosse mágica. Mas não é: você está sendo financeiramente inteligente.

Com pouco menos de R$ 100 já é possível investir em um Fundo de Índice. Por exemplo, o Ibovespa. E olha que legal: não é necessário ter o trabalho minucioso e difícil de selecionar as empresas em que precisa investir.

Isso já está feito.

No caso de um ETF da Ibovespa, são nada mais nada menos que as empresas que movimentam 80% dos negócios da bolsa. Nada mal, né?

E o mais épico: um ETF pode ser comprado e vendido como se fosse uma ação, com a mesma praticidade (ainda não falei sobre isso, mas hoje conseguimos fazer isso a partir até mesmo de seu celular, em segundos).

A única desvantagem é que a cada negociação paga-se taxa de corretagem e a taxa de custódia mensal, mas tudo isso é irrelevante diante dos lucros que pode vir a ter e considerando que a taxa de administração é bem reduzida.

Mais à frente vamos falar das taxas, ok?

  1. Fundos

Fundos de ações também são opções importantes para quem quer começar a investir na bolsa de valores com pouco dinheiro.

Para simplificar, é como se fosse um condomínio em que se adquire a cota de um grande pacote de ações gerido por profissionais dos investimentos que sabem muito bem a hora de comprar e de vender.

Cada cota pode ter um valor mínimo como, por exemplo, R$ 500.

Ora, com R$ 500, não conseguiríamos comprar a variedade suficiente de ações que garantisse diversificação vantajosa e que proporcionasse redução considerável de riscos.

Num fundo de ações temos essa diversificação mesmo começando com um baixo valor.

A vantagem dessa modalidade é que só pagamos o Imposto de Renda na hora da retirada do dinheiro.

No ETF, por exemplo, a cada movimentação de compra ou venda, com lucro, pagamos o imposto de renda.

Essas comodidades todas costumam ter um custo máximo de 2% de administração, eventual taxa de performance (quando os gestores batem a meta de rendimento; mas isso é bom, não é? Afinal, o lucro foi maior que o esperado).

Nem sempre os fundos batem o Índice Ibovespa e, nesse caso, teria sido melhor investir em ETFs.

  1. Clubes de Investimento

É a mesma ideia de “condomínio” dos fundos, mas, desta vez, com as “reuniões de condomínio”.

Três pessoas ou mais, conhecidas ou não, se reúnem, juntam seu dinheiro e criam um clube.

Esse clube atua como se fosse entidade única e cada “condômino” tem certa porcentagem do valor total dele. Juntos e com a atuação de um gestor decidem em que ativos investir e como investir.

É a modalidade que tem caído em desuso já que cada vez mais existem opções individuais para investir na bolsa com pouco dinheiro.

As vantagens e desvantagens são similares às dos fundos de ações. Por exemplo: Imposto de Renda só no resgate.

  1. Direto em ações

Deixei este por último porque, talvez, com pouco dinheiro, esta não seja a melhor opção.

Se tiver apenas R$ 100, pode comprar duas ações da mesma empresa ou de empresas diferentes que custem, por exemplo, R$ 40 cada e ainda sobra troco.

E dá para fazer isso muito facilmente usando um sistema chamado home broker. Mal comparando, se trata de um “internet banking” da bolsa que todas as corretoras têm hoje em dia.

E é bem simples de usar.

Pode-se comprar e vender ações até mesmo através de um aplicativo de celular atualmente.

É realmente muito fácil.

O problema é que, para valores pequenos, por conta do valor da taxa de corretagem – a taxa que a corretora cobra para executar as ordens de compra e venda -, tão poucas ações não compensam.

Para superar isso, pode optar pela corretagem variável, vantajosa para valores até R$ 1000.

Não se preocupe, pois vou explicar o que é a corretagem e como ela funciona daqui a pouco.

Investir em ações diretamente, porém, tem suas vantagens, como o recebimento de dividendos (vou explicar isto mais tarde), isenção de imposto de renda para vendas inferiores a R$ 20 mil durante o mês.

Como vê, pode-se investir com simplicidade em ações e estas são apenas algumas das muitas possibilidades mais fáceis.

RISCOS DO MERCADO DE AÇÕES

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Tudo o que oferece bons ganhos oferece riscos que aumentam proporcionalmente. Saber administrar esses riscos é o que vai garantir os seus lucros.

Na verdade, mais adiante, aprenderemos que isso é das coisas mais importantes. O primeiro passo fácil para fazer isso é tomar conhecimento deles.

O mercado de ações oferece dois riscos basicamente: o risco de mercado e o risco de liquidez.

  1. Risco de mercado

Digamos que compre ações de uma empresa do ramo alimentício pois todas as análises – as suas e as de especialistas – demonstram que essa companhia terá um grande crescimento.

Foram adquiridas 10 mil ações ao custo de R$ 10 cada. Um investimento total de R$ 100 mil.

No dia seguinte, descobre-se que a Polícia Federal deflagrou aquela mega operação contra a corrupção no setor em que essa empresa trabalha e ela está envolvida.

Imediatamente as ações caem 10%. Seus R$ 100 mil viraram R$ 90 mil.

Isso é o risco de mercado.

Ao investir na bolsa de valores estamos expostos a esse tipo de acontecimento. Como evitar que isso seja um problema irei ensinar daqui a pouco.

  1. Risco de Liquidez

Compramos ações de pequena mas promissora empresa. Nossas análises diziam que ela cresceria nos próximos meses. Você adquiriu 50 mil ações a R$ 1 cada.

No dia seguinte, a empresa apresenta um relatório de lucros trimestrais incrível. As ações sobem 10% e agora, com um potencial de ganharmos R$ 5 mil em um único dia, decidimos vender.

O problema é o seguinte: trata-se de empresa pequena, com baixo volume de negócios. E, no fim, não conseguimos vender as ações. Vendemos Apenas 10 mil delas e perfazemos um lucro de apenas R$ 1000.

No dia seguinte, as ações começam a voltar ao patamar inicial e, pelo risco de liquidez, não conseguimos realizar o lucro máximo possível.

Mas podia ser pior, as ações poderiam começar a cair abaixo do seu preço de compra e não conseguiríamos vendê-las pela ausência de pessoas interessadas em comprar. Teríamos que assistir nosso patrimônio diminuir de mãos atadas.

Esse é o risco de liquidez. Querer vender quando não há quem compre ou querer comprar quando não há quem venda.

  1. Como evitar os riscos

Podemos perder tudo? Tudo pode na bolsa: nenhuma ação está tão barata que não possa ficar mais, nem tão cara que não possa ficar ainda mais nas alturas.

Por exemplo, se a empresa for a falência e cometêssemos a imprudência de ter colocado todo o nosso dinheiro nas ações dela, nós perderíamos tudo.

Mas até de uma desgraça como essa pode-se se esquivar.

O risco de liquidez é o mais simples de superar: é só negociar ações que tenham grande número de negócios diários, por exemplo, as que compõem o Índice Bovespa. Para ficar num exemplo que já usamos, as ações preferenciais da Petrobras têm pelo menos duas dezenas de milhares de negócios diários. Sempre tem alguém vendendo e sempre tem alguém comprando.

O risco de mercado, por incrível que pareça, também é simples de ser evitado.

Tão logo se entra na compra de uma ação determina-se quanto se pode perder sem que isso seja uma situação dramática.

No nosso exemplo da empresa alimentícia, vamos supor que determinamos que caso a ação caísse de R$ 10 para R$ 9,95 esse seria o momento ideal para saltar dessa operação.

Mas e agora? Vou ter que ficar olhando o dia inteiro o preço da ação para ver se ela cai a esse patamar? E se ela chegar a R$ 9 ou menos num momento em que eu não estiver olhando?

Calma!  Você está sempre no controle mesmo quando não está olhando.

No exato momento da compra, ativamos um dispositivo chamado stop.

O stop é como se fosse um disjuntor. Quando a rede elétrica é excessivamente solicitada, ele desliga para que não haja um curto circuito. Não ficamos em casa medindo a corrente elétrica o tempo todo não é? A não ser que seja um eletricista é bem possível que nunca tenha feito isso.

O stop é a mesma coisa.

Então, no dia que a Polícia Federal deflagrou sua operação, no nosso exemplo, no momento em que seus papeis chegaram a R$ 9,95, todas as suas ações foram vendidas.

Em vez de perder R$ 10 mil de R$ 100 mil, perdeu R$ 500 de R$ 100 mil. Um prejuízo mais do que aceitável de 0,5%.

Ebook Analise Tecnica

E tem mais.

Existe um tipo de análise, a Análise Técnica, que é capaz de determinar pontos estratégicos de preços para posicionar seus stops. Sabendo esses pontos estratégicos e sabendo quanto pode perder por operação caso ela dê errado, consegue-se determinar quanto pode investir em cada uma delas, quanto acabará perdendo em caso de prejuízo e quando ganhará em caso de lucro: controle absoluto e total.

A verdade é que em cada operação, quem define o risco é você. Veja neste vídeo:

Agora que já sabe que pode controlar os riscos que existem na bolsa de valores, o próximo passo é saber quanto pode ganhar.

QUANTO É POSSÍVEL GANHAR NA BOLSA

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Uma das perguntas que mais recebo é: quanto é possível ganhar na bolsa de valores?

A resposta é…

… não sei!

E se alguém disser que sabe é…

… mentira!

Amigo, estamos falando de renda variável.

Se soubéssemos de quanto é possível ganhar o nome seria renda fixa.

Na renda variável, vai depender de quanto investe, de quais são suas estratégias, se tem uma ou não, de sua disciplina, de seu conhecimento e principalmente de seu gerenciamento de risco.

Às vezes, quanto vai ganhar dependerá até mesmo de fatores imponderáveis da natureza.

Veja o vídeo:

Para ficar em alguns exemplos famosos, tomemos as Lojas Americanas e a OGX.

Se a estratégia de um investidor disse que ele deveria comprar R$ 10 mil em ações das Americanas em 2005 e ele, seguindo uma tática de longo prazo, as segurou até 2011, no fim ele ficou com R$ 370 mil.

Se outro investidor, decidiu que seria uma boa comprar R$ 1 milhão em ações da OGX, do famoso Eike Batista, no dia 27 de junho de 2012, nesse único dia ele perdeu R$ 250 mil porque foi divulgado que os poços de petróleo da empresa estavam com uma vazão que era um terço do previsto. E ao longo dos anos, ações que estavam na casa das dezenas de reais passaram a valer centavos: se ele segurou os papeis acreditando que voltariam ao patamar inicial, perdeu tudo.

O que determina a compra de uma ação que vai subir e uma que vai cair é isso: a estratégia.

Acima de tudo, é importante que a estratégia ajude a escolher pontos de entrada e de saída, em caso de sucesso ou fracasso da operação. E que determine o uso do stop sempre.

ESCOLHA UM MÉTODO PARA INVESTIR NA BOLSA

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Há diversos métodos para investir na bolsa de valores, determinando a hora de comprar, a hora de vender, a que preço e que riscos que se está correndo nesse processo.

Mas os principais são: Análise Técnica e Análise Fundamentalista.

As duas são ótimas porque se baseiam em teorias confirmadas pelo uso, pela experiência e pelos resultados.

Cada uma delas tem uma aplicação de acordo com o seu perfil e tempo operacional (quanto tempo fica posicionado em uma operação).

  1. Análise Fundamentalista

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Normalmente, é usada por pessoas que preferem o longo ou longuíssimo prazo, aquelas que legitimamente são chamadas de investidoras, pois escolhem empresas sólidas que crescerão ao longo das décadas.

Para descobrir quais são essas empresas analisam os “fundamentos” das empresas, como o fluxo de caixa, o valor patrimonial e o valor extrínseco. Daí o nome do tipo de estratégia: Análise Fundamentalista.

Quem adota a Análise Fundamentalista não se importa com as variações maiores ou menores que acontecem em um único mês ou em um único ano. Essa pessoa está de olho em daqui a 20 anos.

  1. Análise Técnica

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Normalmente, quem usa a análise técnica não liga muito para a empresa ou para seus fundamentos.

De acordo com essa estratégia, o que vale é o preço da ação neste exato momento e seu comportamento ao longo de determinado período de tempo. Através desse comportamento é possível avaliar a probabilidade maior ou menor de um papel subir ou cair.

Usando sobretudo os gráficos, preços máximos e mínimos, indicadores, médias de preços e muito mais, eles se posicionam para desfazer essa posição em períodos, curtos como semanas, dias, horas, minutos e até mesmo segundos.

Esta é a estratégia que escolhi porque me adaptei melhor a ela, aquela com que mais me identifiquei.

Mas isso varia de pessoa para pessoa e algumas, inclusive, gostam de combinar os dois tipos de análise.

  1. A importância de seguir uma estratégia

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É muito importante ter uma estratégia, independentemente de ser originada em qualquer uma das duas escolas, e segui-la com disciplina.

Não ter uma estratégia e não segui-la, deixando-se mover pelas emoções, é a forma mais certeira de perder bastante dinheiro.

Eu sou um exemplo disso. Quando comecei, passei por maus bocados. Quase perdi toda a herança da família.

Quando estava quase derrotado, parei.

E passei a estudar muito. Fiz cursos, assisti a vídeos e li muitos livros sobre o assunto.

Mesmo tendo adquirido muito conhecimento dessa maneira, tive muito trabalho e precisei contar com ajuda para recuperar o que perdi.

Gostaria que você aprendesse a importância de ser disciplinado, seguir as estratégias e deixar emoções como medo e ganância de fora da bolsa de valores sem ter que passar pelo que passei.

Recomendo que faça meu workshop grátis: Você Campeão na Bolsa. Nele eu conto um pouco da minha história e explico quais são os 3 pilares fundamentais para se tornar um campeão na bolsa.

Está gostando deste artigo? Se compartilhar em uma de suas redes sociais estará me ajudando a produzir mais conteúdo de qualidade como esse.

UM PASSO A PASSO PARA COMEÇAR A INVESTIR AGORA

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Se chegou até aqui está pronto para começar. Certamente, sem sombra de dúvida, está muito à frente do resto das pessoas no quesito conhecimento sobre bolsa de valores.

Está na hora de aprender a iniciar suas operações.

Para isso, eu criei um passo a passo bem simples.

  1. Abra uma conta em uma corretora

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Não tem como investir na bolsa de valores sem abrir uma conta numa corretora. É a corretora quem faz o meio de campo entre você e a BM&FBovespa.

As corretoras são muito seguras. São fiscalizadas pelas mesmas entidades que fiscalizam os bancos. Além disso, as ações ficam custodiadas na BM&FBovespa e não na corretora. Como eu disse, as corretoras fazem o meio de campo.

Na hora de escolher, tenha em mente não apenas o preço das taxas que a corretora cobra. Taxas inexistentes ou muito baratas podem trazer também serviços ineficientes, conteúdo educacional precário e suporte técnico sofrível. Pra quem é iniciante, pode ser fatal do ponto de vista financeiro.

Como escolher uma corretora

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Eu vou falar mais do home broker daqui a pouco, mas é bom que você descubra antes de abrir conta em uma corretora se esse recurso, por ela fornecido, é estável.

Um sistema pouco robusto não sustenta um home broker com estabilidade. E na hora de dar a ordem de compra ou venda, ele não a executa. E perde-se muito mais dinheiro do que, eventualmente, economizou com taxas baratas.

Pesquise se a corretora tem um atendimento rápido e amigável. Mesmo com toda tecnologia e mediação virtual, em algum momento terá que conversar com uma pessoa de carne e osso e não ter isso em assuntos que envolvem dinheiro é extremamente frustrante e estressante.

Talvez o seu banco tenha uma corretora própria. Talvez até mesmo o seu gerente tenha oferecido essa opção. Mas… talvez não seja uma boa ideia.

Apenas uma corretora independente pode oferecer todo o tipo de produtos de investimento sem que ele esteja atrelado necessariamente a um banco específico. Um banco sempre terá que “empurrar” os seus próprios produtos e nem sempre, quase nunca, aliás, tem as melhores taxas de remuneração e de cobrança de serviços.

Operar por corretoras de banco tem outras desvantagens: por exemplo, a inexistência de melhores ferramentas para quem opera no mercado de ações.

Como me cadastro em uma corretora?

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É muito simples. Pode-se fazer tudo online atualmente.

Preenchemos um cadastro com dados pessoais (nome, RG, CPF, profissão e outras informações). Em alguns casos é pedido o envio eletrônico de um comprovante de residência, imagem de documentos de identidade. Às vezes nem isso.

E pronto.

O cadastro em qualquer corretora é grátis. Algumas exigem um aporte mínimo de dinheiro para começar. Algumas corretoras, como a XP Investimentos, não pedem nada.

Vale a pena ter um agente autônomo de investimento (AAI)?

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Os agentes autônomos de investimento são figuras cruciais no desenvolvimento e na democratização da bolsa de valores.

Conhecedores das regras dos investimentos e da relação entre risco e retorno presentes em cada um dos segmentos de aplicações, são eles que vão ajudar em sua educação.

Os agentes autônomos de investimento vão aconselhar, tirar suas dúvidas e apresentar as melhores aplicações e que se encaixam em seu perfil de investidor e capital disponível.

É dever do seu agente explicar as diferenças entre ações, renda fixa, fundos de investimento, fundos imobiliários, derivativos, contratos futuros e muitas outras coisas.

Sabe quando custa ter um agente autônomo de investimento trabalhando ao seu lado?

Não há custo a mais para isso além das diferentes taxas que se paga em cada operação em uma corretora.

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Eu sou agente autônomo de investimento e decidi me tornar um para ajudar iniciantes a terem melhores resultados e não passarem pelos apertos que passei.

Todo agente autônomo precisa se credenciar com uma corretora. Eu, depois de 8 anos de mercado, depois de conhecer dezenas de corretoras, todas muito boas, optei pela XP Investimento porque ela oferece as melhores condições entre custos e benefícios.

  1. Abra sua conta na XP com a meu acompanhamento e de minha equipe.
  2. Aprenda um método

Já vimos isso no tópico anterior.

Mas nunca é demais dizer: Não seguir o método a risca e deixar as emoções tomarem suas decisões é a receita certa para o fracasso.

Não comece sem um método comprovadamente bom, seja um campeão na bolsa.

  1. Faça uma transferência para sua conta na corretora

A sua conta na corretora está diretamente ligada ao seu CPF. A transferência só é possível a partir de uma conta de uma mesma titularidade e para uma conta de mesma titularidade, isto é, com o mesmo CPF.

Assim, se alguém roubar sua senha da corretora, o pior que poderá fazer é transferir o dinheiro para uma conta que também é sua.

A transferência é feita via DOC ou TED e, geralmente, está disponível para operações no mesmo dia.

  1. Envie uma ordem

Finalmente, você pode enviar a sua primeira ordem.

Você escolhe uma ação e faz a compra.

Pode fazer isso por telefone, por email ou por home broker.

O home broker é um software que, de maneira simplista, é uma espécie de home banking para o mercado de ações, mas com muito mais recursos e muito mais rápido. Nele, compra-se e vende-se ações, coloca-se stops e acompanha-se o andamento da bolsa de valores.

Se você deseja ver como funciona um Home Broker por dentro, o meu amigo e analista Hamilton Ribas, fez um tutorial completo sobre o home broker da corretora XP Investimentos. Confira aqui

Normalmente se compra lotes de 100 ações. Mas se ainda não tem dinheiro para isso, pode operar no mercado fracionário, que trabalha com números de ações inferiores a 100.

ENTENDA AS TAXAS DA BOLSA DE VALORES

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As corretoras têm basicamente 3 taxas.

  • Taxa de custódia: é uma taxa cobrada mensalmente pela guarda dos ativos. Pode não ser cobrada nos meses em que não houve movimentação na sua conta. Isso muda de corretora para corretora, mas a XP Investimentos não cobra.
  • Taxa de corretagem: é o preço cobrado por ordem de compra ou venda que você dá. Existe a tabela da Bovespa, escalonada de acordo com o valor da ordem (um valor fixo crescente somado a um valor correspondente à porcentagem da ordem, decrescente). Algumas corretoras adotam um valor fixo por ordem, no entanto. Por exemplo, a ordem na XP custa atualmente R$ 18,90 para operações que não são encerradas no mesmo dia e que são executadas via home broker.
  • Taxa de Emolumentos: depende do volume financeiro da movimentação. Na verdade, é cobrada pela BM&FBovespa. Esta é a única das três taxas que não varia. As outras exigem que se pesquise para que se escolha a mais vantajosa.

Ainda podemos falar da taxa de performance, mas ela não se aplica ao investimento direto em ações. Ela está ligada a fundos. Digamos que a expectativa de um fundo é de 17% ano. Se ele conseguir 18%, será cobrada uma taxa de performance sobre o 1% excedente.

Os fundos e clubes de investimento sempre terão a taxa de administração. Ela varia com o total dos valores investidos e com o tempo de permanência na aplicação. É calculada ano a ano.

IMPOSTOS NA BOLSA DE VALORES

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É sempre sua a obrigação de recolher o Imposto de Renda sobre os lucros com o mercado financeiro.

Veja como funciona de uma maneira simples:

Mercado à vista: você paga 15% sobre o que lucrar durante determinado mês até o último dia do mês seguinte. Você está isento se as vendas do mês não forem superiores a R$ 20 mil. Exemplos:  1. Ao longo do ano comprou 15 mil em ações diversas e as manteve. Em agosto, decidiu realizar seu lucro e as vendeu obtendo um total de R$ 19.550. As vendas ficaram abaixo de R$ 20 mil. Então está isento. 2. Ao longo do ano comprou R$ 15 mil em ações. Em setembro, decide realizar lucro e as vende obtendo R$ 21 mil. O valor das vendas no mês de setembro está acima de R$ 20 mil. Então deve pagar através do DARF até o último dia de outubro uma alíquota de 15% sobre o lucro de R$ 6 mil: R$ 900. 3. Se tiver prejuízo, obviamente, não pagará nada mesmo que as vendas tenham sido superiores a R$ 20 mil, por exemplo, se comprou R$ 25 mil em ações e, em determinado mês, as vendeu por R$ 21 mil.

Day trade (quando se entra e sai de uma operação no mesmo dia): você paga 20% sobre o lucro sendo que 1% é retido na fonte, mensalmente, até o final do último dia do mês seguinte àquele em que o lucro aconteceu. Não tem isenção, mas prejuízos de meses anteriores podem ser usados no cálculo do lucro do mês atual. Exemplos: Você fez diversas operações durante o mês de julho, em que comprou uma ação e a vendeu no mesmo dia (day trade). Somando operações nessa característica com sucesso e operações que deram errado, você teve R$ 1000 de lucro. 1. Nos meses anteriores, também teve lucro (que bom!), então não tem o que abater do lucro deste mês. Terá que pagar através de DARF um valor de R$ 150. 2. Nos meses anteriores, teve um prejuízo somado de R$ 400. Assim, desconta esse prejuízo do lucro deste mês, pagando 15% apenas sobre R$ 600: R$ 90  que deverão ser pagos até o final do mês de agosto através de DARF. 3. Nos meses anteriores teve um prejuízo de R$ 1100. Como continua ainda no prejuízo, não precisará pagar nada. ATENÇÃO: mesmo com prejuízo durante o ano, os resultados mensais de operações de day trade precisam ser declarados.

Existem mais detalhes, obviamente, e também diferenças para operações com opções e termos, ambos com 15% de alíquota, mas ainda não falamos sobre essas duas possibilidades então nem vamos começar a nos aprofundar, por enquanto.

CONCLUSÃO

Acredito que, ao terminar de ler este artigo, descobriu que a bolsa de valores é para qualquer pessoa disposta a fazer mais por sua qualidade de vida financeira.

Acima de tudo, que ela é menos complicada do que parece ou querem fazer com que se acredite que é.

A bolsa de valores é acessível a todos os perfis de bolso e, embora peça conhecimentos estratégicos e de gerenciamento de risco, eles não são complicados e estão acessíveis a quem quer que seja.

Além disso, é muito fácil abrir conta em uma corretora, como pôde ver. As taxas não comprometem seus lucros desde que se faça os investimentos corretamente e, para que isso aconteça, sempre podemos contar com um agente autônomo de investimento como eu, um profissional pelo qual paga-se nada além das taxas que só são cobradas em suas movimentações normais na bolsa de valores.

Então? Está esperando o quê? Abra neste instante uma conta na XP.

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Avaliação dos Leitores
[Total: 25 Média: 4.6]
  • Luciana Assis

    Gostaria de obter mais informações sobre o ETF, poderiam me enviar por email (já coletamos)
    Obrigada e parabéns pelo artigo 😉

  • Pingback: COE - Certificado de Operações Estruturadas e sua rentabilidade | Equipe Trader()

  • Herleilton Magnos

    Sou cliente da XP já algum tempo, tenho investimentos em renda fixa, mas estou buscando informações e conhecimento no mercado de ações. O artigo foi bastante esclarecedor. Mas vejo que tenho muito o que aprender.


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