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Investir em debêntures é pra você: aumente seu dinheiro investindo em empresas

Você sabia que existe uma excelente opção para diversificar seus investimentos que, só agora, vem se popularizando? As debêntures.

Talvez tenha ouvido falar dessa palavra, mas ela ainda pode ser um tanto misteriosa.

Mas não tem segredo.

Este artigo vai elucidar todas as suas dúvidas sobre este investimento e mostrar que debêntures, sim, são pra você também.

Cada vez mais a procura por debêntures têm aumentado, por sua segurança e rentabilidade. Além disso, as debêntures têm um baixo valor de aplicação inicial.

Ao ler este artigo que preparei especialmente, eu garanto que você aprenderá as melhores formas de investir nesses títulos.

Veja só o que vai aprender.

  • O que são debêntures: significado de debêntures
  • Por que existem as debêntures e quem pode emitir debêntures
  • Tipos de debêntures e o que são debêntures incentivadas
  • Exemplos de debêntures
  • O valor mínimo pra investir em debêntures
  • Qual debênture rende mais? Debênture vale a pena? Qual a rentabilidade das debêntures
  • Como incluir o imposto de renda na sua avaliação da debênture
  • Simulação: comparação entre debêntures comuns e incentivadas
  • Debênture é melhor que LCI ou LCA?
  • Vantagens de se investir em debêntures
  • Desvantagens de investir em debêntures
  • Posso vender a debênture que comprei?
  • Custos e taxas das debêntures
  • Riscos das debêntures
  • Como investir em debêntures: comprando os títulos ou através de fundos de investimento
  • Como fazer a contabilidade das debêntures
  • Uma curiosidade sobre debêntures
  • Por quanto tempo devo investir em debêntures
  • Qual a liquidez da debênture
  • Um exemplo real de debênture

O QUE É DEBÊNTURE: SIGNIFICADO DE DEBÊNTURES

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Quando você precisa de dinheiro para aumentar sua casa ou fazer uma reforma, o que faz? Se já não tem economias destinadas a isso, lança mão de um empréstimo ou de um financiamento.

Com as empresas é a mesma coisa.

Geralmente, quando a empresa vê a oportunidade de crescimento, não é qualquer “reserva” que pode ser utilizada em transformar essa oportunidade em realidade. As somas muitas vezes são enormes e devem vir de outras fontes.

Uma dessas fontes são as debêntures.

As empresas lançam debêntures a fim de angariar fundos e investir em seu crescimento em um momento de oportunidade.

Assim, debêntures são títulos privados que a empresa de sociedade anônima lança com a intenção de angariar dinheiro destinado a seus investimentos.

Ou, ainda, se quiser algo mais formal: são valores mobiliários representativos de dívida de médio e longo prazos que asseguram a seus detentores (debenturistas) direito de crédito contra a companhia emissora.

Debêntures são uma forma de emprestar dinheiro à empresa a fim de que ela possa crescer e então, depois de um tempo, lhe pague com juros.

Investindo em debêntures você se torna credor da empresa.

Lembra muito os Títulos Públicos do Tesouro Direto, não?

Os Títulos Públicos o governo emite a fim de arrecadar dinheiro destinado a seus projetos e pagar depois ao investidor.

POR QUE EXISTEM AS DEBÊNTURES E QUEM PODE EMITIR DEBÊNTURES

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Como foi explicado acima, as empresas de sociedade anônima (empresas S.A), de capital aberto (com ações na bolsa de valores) ou fechado, emitem debêntures, sobretudo com o objetivo de custear investimentos em crescimento.

Atenção: no entanto, apenas empresas registradas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) podem fazer emissões públicas de debêntures, aquelas para você ou para mim.

Mas as debêntures também podem ser usadas visando simplesmente aumento de capital ou pagamento de dívidas de investimentos que já aconteceram e que ainda renderão frutos.

As debêntures surgiram na época da Revolução Industrial. As grandes indústrias então em expansão precisavam de alguma maneira prática e regulamentada de conseguir dinheiro para crescer. A ideia pegou e existe até hoje. Antes apenas “magnatas” tinham acesso a este tipo de instrumento, mas hoje até eu ou você podemos investir em debêntures.

Podemos dizer que, hoje, debêntures são o principal recurso das empresas na captação de dinheiro.

Atualmente, as principais regulações das debêntures são Lei 6404, de dezembro de 1976, modificadas pelas leis 9457, de 1997, e 10.303, de 2001. A Instrução CVM 400 também regula as debêntures.

Primeiro é feita uma assembleia geral na empresa, com acionistas ou com o conselho de administração. Então, escolhem a instituição financeira que emitirá debêntures (banco de investimento ou múltiplo, corretora ou distribuidora de títulos e valores mobiliários). Esses banco é, então, denominado coordenador líder e vai modelar a operação.

A seguir, se necessário, é feita a transformação da empresa em Sociedade por Ações e, assim, se obtém registro de companhia aberta, prepara-se a documentação e registro da emissão pública na CVM, forma-se o consórcio de distribuição, faz-se apresentações do projeto e do investimento, e a colocação dos títulos aos investidores.

O coordenador líder, o banco, também levanta as informações da emissora que serão distribuídas ao público investidor e utilizadas na elaboração do prospecto de emissão. É esse documento que se deve ler antes de se decidir por seu investimento.

Sempre leia esse prospecto antes de investir. Se tiver um agente de investimento autônomo de investimento de confiança, não deixe de consultá-lo!

Por que é interessante para nós e para as empresas

Para as empresas, as vantagens são muitas: cada debênture é criada sob medida a fim de atender ao empreendimento (prazos, garantias e condições da emissão permitem), de maneira que o pagamento dos juros e amortizações ficam adequados aos recursos e ao andamento dos projetos; os custos de captação são menores em relação ao pedido de empréstimo a um banco; além disso, o pagamento dos juros aos credores (nós), como são de longo prazo, não altera o controle acionário da companhia.

Para nós, as debêntures podem ficar mais atrativas na medida que a empresa pode incluir benefícios como participação nos lucros, conversibilidade em ações e repactuações. A ideia é essa mesma: a empresa quer conseguir os recursos rápida e facilmente.

DEBÊNTURES SÃO PRA MIM?

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O investidor de debêntures é conservador. O risco é pequeno comparado com outras formas de investir em empresas (como as ações e as opções). Claro: é um empréstimo que se está fazendo à companhia e empréstimos, em princípio, salvo casos de insolvência, são honrados com os juros combinados.

E, a partir de 2009, as debêntures ficaram mais acessíveis aos pequenos investidores: com R$ 1000 já dá para investir nessa modalidade.

TIPOS DE DEBÊNTURES, O QUE SÃO DEBÊNTURES INCENTIVADAS

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Existem diversas maneiras de classificarmos as debêntures, mas neste momento basta saber que elas podem ser divididas em debêntures comuns e as debêntures incentivadas.

  • debêntures comuns

As debêntures comuns têm a incidência do imposto de renda sob a tabela regressiva. Isto é, um máximo de 22,5% sobre o lucro, em permanências abaixo de seis meses, e mínimo de 15%, em permanências superiores a dois anos. Nunca é demais destacar que a incidência do imposto não é sobre o montante total, mas apenas sobre o lucro do investidor.

  • debêntures incentivadas

As debêntures incentivadas têm isenção de imposto de renda e IOF. Geralmente são originadas por empresas que estão fazendo captação de recursos para infraestrutura. Claro que, nesse caso, os juros acordados são inferiores que os debêntures comuns.

Assim, é sempre bom fazer a conta do que é vantajoso ou não, descontando-se o imposto de renda de, por exemplo, a debênture comum e comparando o resultado com os juros da debênture incentivada. Ou até mesmo comparando com o que nos oferece um LCI ou LCA, que também não tem incidência de imposto de renda.

Continue a ler o artigo, pois daremos exemplos dessa comparação mais adiante.

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES DE DEBÊNTURES

As debêntures também podem ser classificadas quanto à possibilidade de serem convertidas ou não em ações da empresa que as emitiu: c. debêntures simples e d. debêntures conversíveis.

  • debêntures simples

As debêntures simples não podem ser convertidas em ações da empresa que as emitiu.

  • debêntures conversíveis

Como o nome sugere, essas debêntures podem ser convertidas em ações da empresa que as emitiu.

EXEMPLO DE DEBÊNTURE

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Vejamos um exemplo encontrado no site debentures.com.br, mantido pela Ambima:

Em 2014, a Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A. emitiu R$ 75 milhões em debêntures, cada debênture no valor unitário (VU) de R$ 1.000 na data de lançamento (15 de fevereiro de 20144). Ou seja, foram 75 mil títulos. O vencimento de cada título é 15 de março de 2025. Mas, calma!, você pode vende-lo antecipadamente se precisar.

A empresa prometeu pagar o IPCA (a inflação) acrescida de 7,86% ao ano. Em 2014, a inflação foi de 6,4%, caracterizando taxa de remuneração total de 14,26% relativamente atrativa. De qualquer maneira, os ganhos acima da inflação estavam garantidos.

A maior parte dos debêntures, atualmente, são caracterizados por serem remunerados pela inflação acrescida de taxa previamente combinada pelo título.

VALOR MÍNIMO AO INVESTIR EM DEBÊNTURES

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Até 2009, as debêntures eram inacessíveis a investidores como nós.

No entanto, a partir dessa data elas passaram a estar à disposição do grande público, bastando ter conta em banco ou, melhor ainda, em corretora.

Quem define o valor mínimo é a empresa que está emitindo a debênture. Existem debêntures a partir de R$ 1000.

Mas nunca é demais lembrar que as que oferecem remunerações mais vantajosas são aquelas com valores e prazos maiores, digamos, a partir de R$ 50 mil.

Para escolher sua aplicação, conte com um agente autônomo de investimento de confiança.

RENTABILIDADE DEBÊNTURE: QUE DEBÊNTURE RENDE MAIS? 

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Cada debênture é única. Assim, cada debênture tem suas características, sobretudo de rendimento, como esse rendimento é repassado ao investidor, tributação e vencimento.

Se contar com a ajuda de um agente autônomo de investimento, certamente ele lhe indicará as melhores opções pra que seu dinheiro renda mais.

Você pode vir a optar entre a debênture comum e a debênture incentivada (sem imposto de renda), mas vai notar que os juros acertados da segunda serão menores que as da primeira costumeiramente.

COMO INCLUIR O IMPOSTO DE RENDA NESSA CONTA

Para saber o rendimento real da debênture comum, é preciso subtrair dos juros acertados a alíquota correspondente da tabela regressiva (máximo de 22,5% para menos de seis meses e mínimo de 15% para mais de dois anos).

Digamos que tenha que escolher entre a debênture simples que paga 13% ao ano e outra, incentivada, que paga 11%. Você ficará com R$ 10 mil investidos durante um ano.

No caso da debênture simples, teremos R$ 1300 de lucro, mas – para um ano de aplicação -, a tabela regressiva do imposto de renda estipula alíquota de 20% ou, nesse caso, de R$ 260. Assim, seu lucro real foi de R$ 1040.

A debênture incentivada de nosso exemplo, paga 2 pontos percentuais a menos, mas, como não há imposto de renda, a taxa combinada corresponde à taxa real: R$ 1100, ficando em vantagem.

Observe que, na verdade, os prazos mínimos de investimentos em debêntures são de dois anos. Assim, com alíquota de 15% sobre o lucro, pelo menos no nosso exemplo, a debênture simples teria boa vantagem sobre a incentivada.

Claro que também há a possibilidade de vender sua debênture antecipadamente no mercado secundário – como na bolsa de valores – mas, na prática a liquidez desse tipo de ativo é menor.

RENTABILIDADE DEBÊNTURE

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A exemplo de outros títulos de renda fixa, as debêntures podem ser pós-fixadas, prefixadas ou vinculadas a um índice – geralmente da inflação e geralmente o IPCA. Atualmente, as mais comuns são as vinculadas ao IPCA com taxa de juros agregada. Confere-se essas taxas na hora de fazer a aplicação.

Nós vamos falar mais detalhadamente deste tópico mais abaixo. Continue a ler!

DEBÊNTURE VALE A PENA? 

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O importante é observar é que com as debêntures vinculadas à inflação, não importa o cenário, seu dinheiro sempre terá o poder de compra garantido e ainda será bonificado com os juros combinados.

De um modo absoluto, olhando por esse ângulo, debêntures sempre valerão a pena.

Porém é preciso comparar com outras modalidades de investimento a fim de saber quais são as melhores opções.

Por exemplo, LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), a exemplo das debêntures incentivadas, também não pagam imposto de renda.

Se já tiver parte de seu dinheiro em outras modalidades de renda fixa – como as acima, CDB, Títulos da Dívida Pública (Tesouro Direto) e outros -, pode ser uma boa oportunidade de diversificar, reduzir riscos e aumentar a remuneração de seu capital.

DEBÊNTURES OU LCI/LCA?

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Como explicamos, as debêntures mais comuns atualmente são aquelas que têm a correção pelo IPCA acrescidas de juros previamente combinados. Têm, portanto, rendimento híbrido: uma parte é conhecida (os juros previamente conhecidos) e a outra desconhecida (o IPCA).

Por outro lado, as LCI e as LCA mais comuns são pós-fixadas, geralmente atreladas ao CDI que, por sua vez, acompanha mais ou menos de perto a taxa Selic.

Fica difícil comparar aplicações cujo método de remuneração é diferente. Só conseguiremos comparar debêntures e LCI/LCA objetivamente nos casos em que tiverem métodos de remuneração iguais.

No entanto, um bom começo é descontar o imposto de renda para o prazo de vencimento – no caso de debêntures comuns -, ou não descontar nada – no caso das debêntures incentivadas, visto que elas não tem incidência do leão – e comparar com as LCI e as LCA (que também não têm alíquota nenhuma), projetando cenários similares de juros e inflação.

Não temos como prever o futuro, mas temos como olhar o passado e ter um palpite mais ou menos certeiro.

Observe que a fim de que a debênture seja mais vantajosa que a LCI e a LCA a soma dos juros fixos e da inflação devem ser superiores à porcentagem do CDI que as Letras de Crédito estão oferecendo.

Outro fator importante a observar: tanto inflação quanto juros estão em queda.

Para a inflação, espera-se que o índice chegue a 3,46% em 2017 e 4,25% em 2018.

Espera-se que a Selic chegue a 8,5% até o final de 2017 e, até 2018, fala-se até em 7,5%

EXEMPLO DE COMPARAÇÃO ENTRE DEBÊNTURE E LCI/LCA

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Imagine uma LCI que paga 90% do CDI em um cenário de uma Selic em 8,5%. Ela pagará, mais ou menos, uma estimativa de 7,5% ao ano.

Em um cenário de inflação em 4,25%, a debênture – no caso de ser incentivada – deve remunerar uma taxa fixa de pelo menos 3,25% para ser competitiva frente a essa suposta LCI.

Uma dica: no momento, diversas debêntures estão pagando bem mais que 3,25% de juros fixos.

VANTAGENS DE INVESTIR EM DEBÊNTURES

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Dentre as principais vantagens, podemos listar as seguintes:

  • Isenção do imposto de renda: mas, lembre-se, este é o caso apenas das debêntures incentivadas de infraestrutura
  • Flexibilidade e muitas opções: as empresas de sociedade anônimas estão lançando debêntures a todo instante e sempre adaptadas às necessidades dos investidores, com indexação, vencimentos, valores mínimos e outras características para todos os bolsos e intenções
  • Segurança: o maior risco da debênture é a insolvência da empresa. Mas geralmente as empresas em dificuldades não lançam debêntures. Elas o fazem para investir, porque viram uma oportunidade ou uma necessidade de crescimento de sua estrutura.
  • Previsão: sabe-se já no início do investimento quanto ele vai render. Se for uma debênture atrelada à inflação, você vai saber quanto ela renderá acima do IPCA
  • Bom rendimento: o rendimento das debêntures, principalmente se você escolher um papel adequado a seu capital e a seu prazo, não fica a dever em nada a outras modalidades de renda fixa
  • Diversificação: pode-se investir em mais de uma debênture e de diferentes empresas

DESVANTAGENS DA DEBÊNTURE

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As debêntures têm as seguintes desvantagens:

  • Baixa liquidez: existe liquidez, sim, mas na prática não é tão rápido e simples vender sua debênture antes do prazo de vencimento.
  • Prazo alongado: consequência da desvantagem acima. Na prática o ideal é investir em debêntures prevendo que o dinheiro ficará comprometido com ela durante todo o tempo, de dois a dez anos ou até mais.
  • Não serve como margem de garantia: as corretoras utilizam algumas aplicações de renda fixa como margem de garantia para investimentos na bolsa. Não é o caso de uma debênture
  • Sem Fundo Garantidor de Crédito: essa é uma das modalidades de renda fixa que não tem a proteção do Fundo Garantidor de Crédito, que protege até R$ 250 mil por CPF e por instituição, no caso de CDB, LCI, LCA, Caderneta de Poupança e outros.

Se este último ítem deixou você com a pulga atrás da orelha quanto às debêntures, sugiro que continue a ler, pois existem títulos que reduzem o risco que vem da falta da proteção do Fundo Garantidor de Crédito.

POSSO VENDER UMA DEBÊNTURE ANTES DO VENCIMENTO?

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Sim.

Poder, pode.

No mercado secundário. Algumas corretoras, caso da XP Investimentos, permite isso usando o próprio home broker.

O problema é que nem sempre há liquidez.

É preciso que haja outro investidor interessado em sua debênture e que você queira vender pelo preço que ele está disposto a pagar.

Isso implica, eventualmente, ceder uma parte dos rendimentos obtidos até agora.

Se a demanda por ela for alta, no entanto, você pode até ter um lucro.

Mas, repito, a liquidez não é alta: portanto, se você pretende investir na debênture, considere que seu dinheiro ficará aplicado até o final. Dois, cinco, dez anos ou até mais.

CUSTOS E TAXAS DE DEBÊNTURES

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Como vimos, as debêntures incentivadas são livres de Imposto de Renda e IOF. As debêntures comuns obedecem a tabela regressiva, como outros investimentos de renda fixa, incidindo sobre o lucro.

As corretoras podem ter uma taxa de intermediação para se investir em debêntures, mas, no caso da XP Investimentos essa taxa é zero.

Porém, se o investimento em debêntures for feito através de um fundo, haverá taxa de administração. As taxas de administração de fundos de investimento, não importa a modalidade, ficam em torno de 1%. Sempre verifique esse fator, pois ele interfere seriamente nos seus ganhos finais.

QUAL A RENTABILIDADE DAS DEBÊNTURES? 

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As debêntures podem ser pós-fixadas, prefixadas e híbridas (mais comuns atualmente).

  • Pós-fixadas: geralmente serão indexadas segundo uma porcentagem do CDI que, por sua vez, flutua de acordo com a taxa Selic. Você não tem como saber quanto terá no final pois esse valor depende das políticas de juros do país. De modo geral, pode-se dizer que o seu investimento acompanhará a economia nacional, sendo um investimento seguro e conservador. Atualmente, a Selic está entre 10 e 11%, mas a perspectiva é de que ela caia nos próximos meses
  • Prefixadas: o valor dos juros são estabelecidos de antemão. Por exemplo, 10% ao ano. Ao fim de um ano, você sabe que R$ 1000 serão remunerados com R$ 100, tornando-se R$ 1100. Se se tratar de uma debênture incentivada, esse valor é líquido.
  • Híbridas: são as mais comuns hoje em dia. Geralmente, tais debêntures consistem da correção da inflação, medida pelo IPCA, acrescida de um juros pré-estabelecido e constante. Por exemplo: IPCA+4,7%. É a garantia de que o seu dinheiro ganhará poder de compra

Note que o valor de uma debênture pode variar ao longo de sua existência, entre seu lançamento e seu vencimento. Pode valorizar ou, ainda, pode desvalorizar em relação a seu valor nominal, de acordo com sua procura. Valeu a lei de mercado: quanto mais gente estiver atrás de determinado bem ou título, mais caro ele fica.

Mas o importante é que se ela for levada até o final, a debênture pagará os juros combinados, não importa qual a sua modalidade.

Amortização da debênture

Cada debênture pode ter formas diferentes de amortização. Isto é, a forma como a empresa pagará a dívida que tem com você. Ela pode pagar partes do valor total de tempos em tempos ou tão somente os juros combinados e a correção pelo imposto de renda.

Geralmente, as empresas emissoras das debêntures pagam juros semestrais ou anuais (muito parecido com os títulos do Tesouro que pagam juros semestrais, não?).

As companhias também determinam a partir de que data esses juros começam a ser pagos.

Isso mostra como as debêntures são uma forma flexível de as empresas obterem fundos para seus projetos: é possível adequá-la ao objetivo desse financiamento, aos resultados desejados, às condições de mercado. E, para o debenturista – você -, surge uma gama enorme de opções.

Muito melhor do que se a emissora simplesmente tivesse buscado ajuda em um banco.

RISCOS E GARANTIAS DAS DEBÊNTURES

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A primeira coisa que você precisa saber é que as debêntures não têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito, diferentemente de outras modalidades de renda fixa.

CDB, LCI, LCA, poupança e alguns outros investimentos têm essa possibilidade: até R$ 250 mil, caso o banco emissor do título tenha problemas de crédito, o FGC garante o pagamento dos valores.

Se a empresa emissora do seu debênture tiver problemas de crédito, a dívida que ela tem com você poderá não ser honrada.

No entanto, atualmente, para poder emitir debêntures, as empresas passam por um rigoroso processo, reduzindo a possibilidade de insolvência do investimento e diminuindo o risco de crédito para o lado do investidor.

Por outro lado, já que você está assumindo riscos maiores do que em outras modalidades, é fundamental procurar juros maiores que justifiquem essa possibilidade.

Risco de liquidez

O outro risco das debêntures é similar a de outros tipos de renda fixa. A liquidez é a disponibilidade do dinheiro investido. E, ainda que, em tese, a debênture tenha liquidez, isto é, você possa vende-la quando quiser, nem sempre há quem queira compra-la. Muitas vezes, para ter liquidez, você deve pagar, abrindo mão de parte dos lucros obtidos até então.

Garantias das debêntures

Para amenizar riscos das debêntures, as empresas podem emiti-las com algumas garantias:

  • Debênture com garantia real: as debêntures são garantidas por bens da empresa que as emitiu. Também podem ser garantidas por bens de terceiros, sob a forma de hipoteca, penhor ou anticrese. Se houver qualquer problema de crédito, os bens são usados como garantia de pagamento.
  • Debênture com garantia flutuante: garantem preferência geral sobre o ativo da empresa que emitiu o debênture, em caso de falência. Esses ativos não são vinculados à emissão. A empresa pode dispor desses bens sem a autorização dos debenturistas.
  • Debênture quirográfica ou sem preferência: sem privilégio algum sobre o ativo da emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais credores, em caso de falência.
  • Debênture subordinada: se a empresa falir, dá preferência de pagamento sobre o crédito dos acionistas.

Existem garantias extras que podem tornar a debênture ainda mais atrativa e segura:

  • Garantia fidejussória: é uma garantia que é prestada habitualmente pelos titulares de ações, com direito a controle, ou, então, por uma companhia ligada à empresa emissora
  • Privilégios e preferências: proveniente da posição de crédito a que o título está subordinado, com ligação a outros credores da empresa
  • Emcovenants: a companhia assume um conjunto de obrigações para demonstrar que a dívida será quitada ao longo do tempo, garantindo o bom andamento do crédito e da quitação da dívida que ela tem com os debenturistas. São diretrizes que devem ser seguidas durante todo o tempo de vigência da dívida que a companhia tem para com os debenturistas. Por exemplo: o endividamento da companhia não pode superar o valor de 50% durante o prazo da debênture.

Rating: como avaliar o risco de uma debênture

O primeiro passo é nunca abrir mão da ajuda de seu Agente Autônomo de Investimento.

O passo seguinte é ficar de olho no rating de risco da debênture.

O risco é avaliado por agências especializadas nesta área. O rating corresponde ao grau de risco que você está tomando ao emprestar dinheiro à empresa através do debênture e a possibilidade de ela não vir a pagar a dívida no futuro.

O rating de risco varia de A até D, sendo AAA o menor risco (prime) e D o maior (em moratória).

COMO INVESTIR EM DEBÊNTURES

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O primeiro passo é ter conta em uma boa corretora.

Feito isso, há duas formas possíveis.

  • Comprando os títulos diretamente
  • Investindo em fundos que posicionem seu dinheiro em debêntures

Ambas opções podem ser realizadas através do site de sua corretora.

Considere que, ao investir em debêntures através de um fundo, há a taxa de administração e, eventualmente, uma taxa de performance, quando o fundo ultrapassa os objetivos de rentabilidade.

Para investir em debêntures na XP Investimentos, basta clicar no menu “investimentos”, escolher a opção “renda fixa” e, a seguir, a aba “DEB”, de debêntures.

O próximo passo é escolher a melhor debênture para você, com os ratings de riscos, valores e remuneração adequados, clicar em “aplicar”, digitar sua assinatura eletrônica e aguardar a liquidação da aplicação. Feito isso, você poderá acompanhar seu lucro diariamente em sua posição consolidada no site da XP Investimentos.

Não esqueça, antes de escolher, de:

  • Avaliar o rating de risco (toda debênture deve ter essa informação bem clara e disponível)
  • Avaliar a aplicação mínima: o valor que ficará comprometido não fará falta?
  • Avaliar o tipo de rentabilidade e se ele é suficiente para o risco tomado
  • Prazo: por quanto tempo meu dinheiro ficará aplicado?

Um bom lugar para avaliar todas as debêntures disponíveis é no site sobre debêntures da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).

Note que você pode comprar debêntures que a empresa está lançando (mercado primário) ou de outros investidores ou fundos que estão se desfazendo delas (mercado secundário).

CURIOSIDADE SOBRE DEBÊNTURES

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No Brasil, os maiores investidores em debêntures ainda são os chamados investidores institucionais.

São os grandes bancos, fundos de pensão, seguradores, grandes empresas estrangeiras de investimento e outros de grande porte. As somas envolvidas são astronômicas.

Nesse cenário, as debêntures, cada vez mais populares, são uma possibilidade de diversificar sua carteira de renda fixa. Lembre-se de avaliar os riscos, variar os prazos, caso invista em mais de uma ou duas debêntures e, dessa forma, reduzir sua exposição às oscilações econômicas ao longo do tempo.

INVESTIR EM DEBÊNTURES ATRAVÉS DE FUNDOS

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Se você não se sente confortável em avaliar por conta própria o seu investimento em debêntures, a outra possibilidade é investir nesses títulos através de um fundo.

Desse modo, você estará fazendo a terceirização da gestão de investimento. Esses fundos, geralmente, se compõem de debêntures incentivadas de infraestrutura, obtendo assim isenção do imposto de renda.

Claro, ao fazer essa opção, você deve considerar as sempre existentes taxas de administração e de performance dos fundos de investimento.

PRAZOS DE INVESTIMENTO EM DEBÊNTURES

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Debêntures são investimentos de longo prazo por definição. Sobretudo se não forem debêntures incentivadas, em que não se obtém a vantagem da isenção do imposto de renda, espere ficar pelo menos dois anos no investimento.

Há debêntures com prazos ainda mais longos.

Deve-se considerar nesse item também as características de liquidez do título. Embora seja possível vender debêntures no mercado secundário, nem sempre isso será tão rápido e simples. Ou você terá que esperar algum tempo até conseguir ou terá que abrir mão de um preço bom a fim de obter algum dinheiro em troca.

Visto que o preço de mercado de uma debênture pode variar ao longo do tempo, para cima ou para baixo, é recomendável que você a mantenha até o final, pois nessa data os juros contratados serão pagos integralmente.

LIQUIDEZ DA DEBÊNTURE

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Debêntures não têm alta liquidez, como já explicamos em vários destes tópicos. A liquidez diz menos respeito à possibilidade de se desfazer de um título e mais ao real interesse do mercado em comprá-lo, isto é, a demanda. A demanda por debêntures existe mas não é suficiente para que você tenha certeza de que obterá o seu dinheiro investido imediatamente. Assim, não use dinheiro de seu fundo de reserva de emergências em debêntures. Isso não seria uma boa ideia.

CONCLUSÃO

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Acima de tudo, debêntures são uma interessante forma de diversificar sua carteira de investimentos em renda fixa.

Se não deve ser seu único investimento, dada suas características de liquidez, são opções a serem estudadas com atenção e cuidado.

Inegável, porém, que, embora sejam mais seguras do que algumas aplicações da renda variável, elas envolvem riscos maiores que as outras modalidades

Assim, você deve considerar as avaliações de crédito feitas pelas agências especializadas, o prazo do investimento e o valor mínimo que deve ser comprometido. Todas essas informações devem estar no site de sua corretora, na página onde você efetiva o investimento.

Além disso, sempre leia o prospecto da debênture para entender absolutamente todas as condições e não ter surpresas mais tarde. Se possível conte com ajuda: se você tem conta em corretora, obrigatoriamente terá um agente autônomo de investimento a sua disposição.

Sempre conte com a ajuda de seu agente autônomo de investimento na hora de escolher uma debênture. Ele, inclusive, dirá se essa é uma boa opção para você. A última coisa que ele quer é que você perca seus investimentos ou faça uma má escolha.

As debêntures são muito parecidas com os títulos do Tesouro Direto. As primeiras são usadas para captar dinheiro pelas empresas. Os segundos, pelo Tesouro Nacional.

Porém, as debêntures, diferentemente dos títulos da dívida pública, são limitadas. Assim, o investidor deve estar sempre atento às oportunidades ou pedir para o seu agente autônomo de investimento para sempre verifica-las.

De um modo geral, as debêntures são investimentos seguros e com possibilidades de lucros reais para os investidores, independentemente do tamanho de seu capital. Mais uma opção para aqueles com um perfil conservador, que queiram evitar a fraca caderneta de poupança, e mais um porto seguro para aqueles que, com um perfil mais agressivo, querem um porto seguro para os lucros obtidos na renda variável.

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