VITRINE

Sim, você pode investir em ouro e aumentar sua riqueza e eu vou ensinar como, fácil, fácil

O ouro é sinônimo de tudo o que é bom e nobre.

E com investimentos em ouro não é diferente.

Aposto que você até já sonhou em ter um cofre repleto de barras de ouro.

Mas, como tantas outras aplicações, talvez tenha pensado que investir em ouro não é pra você. Quem sabe, para os Tio Patinhas da vida real.

Mas a verdade é que, sim, o ouro pode ser para você: uma oportunidade para ganhar, diversificar e assegurar seu patrimônio.

Com um trocadilho proposital, essa é uma aplicação que vale ouro!

No entanto, é preciso fazer essa aplicação com sabedoria. Não é sempre que é vantajoso e também talvez não seja uma boa ideia investir todo o seu dinheiro nele.

Neste artigo eu vou ensinar tudo sobre esse mítico investimento.

Já adianto que o metal é visto como um porto seguro: em momentos de instabilidade econômica, a procura por ele é grande e, então, ele valoriza.

Quando a economia estabiliza, ele desvaloriza porque os investidores estão buscando outras aplicações.

Então, já fica a dica: o negócio é comprar ouro quando está tudo bem e vender ouro quando todo o mundo está desesperado, atrás de um meio de proteger seus ganhos.

Mas – calma lá – numa hora dessas você também não gostaria de proteger seu dinheiro?

Então, justamente, é preciso ter algum conhecimento pra investir em ouro, seja investir em ouro pelo BB, investir em ouro pela Caixa Econômica, investir em ouro pelo Itaú ou, melhor ainda, investir em ouro pela sua corretora. Não importa o meio.

Saber esse detalhe da volatilidade do ouro já é um bom começo, mas olha só o que vamos aprender durante a leitura deste texto:

  • Rentabilidade é maior do que a da poupança
  • A rentabilidade do investimento em ouro é diária

Então, continue lendo a fim de aprender todas essas coisas e ser um investidor de ouro sem medo de errar.

O QUE É O INVESTIMENTO EM OURO

O QUE É INVESTIMENTO EM OURO

O investimento em ouro pode acontecer de várias maneiras.

Desde o mais simples e menos prático – diretamente em barras – até os mais complexos e que, na prática, ficam mais acessíveis, como os fundos.

O fato é que a aplicação em ouro tem suas complexidades.

Como expliquei no início do artigo, como qualquer produto, seu valor depende da demanda e da oferta.

Então, ele vai valorizar ou desvalorizar de acordo com fatores como:

  • Estabilidade econômica: economias instáveis vão provocar maior procura por ouro e, se há maior procura, o preço sobe.
  • Demanda mundial pelo metal: em 2012, George Soros previu que o ouro perderia entre 40% e 50% em seu valor caso a Índia parasse de importar e a Europa começasse a vender suas reservar (menos demanda aliada a uma maior oferta leva a uma queda vertiginosa nos preços).
  • Comportamento do dólar frente ao real: se o dólar cai, a cotação do ouro também cai, pois o grama do nosso ouro é atrelado ao preço da onça em dólar na bolsa de Nova York.
  • Periodicidade: no final do ano, acontece um sensível aumento no preço do ouro devido à procura por joias com o objetivo de presentear.
  • Clima: chuva excessiva ou outros fatores climáticos que dificultem a extração do metal influenciam numa oferta menor, o que aumenta o preço.

Ou seja, o ouro é bem complexo e depende de fatores diversos. Por trás de todo esse brilho, há mais coisas do que supõe nossa vã economia.

Diferentemente das ações, o investimento em ouro está ligado à proteção de reservas.

Ações estão obrigatoriamente ligadas a empresas, que geram valor.

Ouro não gera valor: é valor em si. Não pode ser impresso e seu valor não é regulado de forma alguma pelo governo. Em situações de inflação, sua valorização é comprovada. Se a bolsa cai, o ouro sobe e há estudos que mostram que o ouro ganha da bolsa no longo prazo.

No Brasil, a forma mais comum de se investir em ouro é através de contratos da B3 (antiga BM&FBovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo).

Através de uma corretora de valores compra-se um contrato padrão, de 250 gramas ou fracionários, de 10 gramas ou de 0,225 grama.

A vantagem do ouro é que, em todos os casos, ele protege o poder de compra do capital do investidor.

Os principais mercados à vista do ouro são Londres e Zurique. Em Nova York há o principal mercado futuro do metal.

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POR QUE EXISTEM TÍTULOS DE OURO

Por que existem os títulos de ouro

Imagine a cena.

Compramos 250 gramas de ouro, equivalentes hoje (3 de setembro de 2017) a R$ 33 mil.

Isso é uma barra pouco menor que um chocolate pequeno: 3,4 de centímetros largura por 6 centímetros de comprimento e 0,7 centímetro de espessura.

Mas, a partir do momento que estivermos levando nosso investimento pra casa, começam as dores de cabeça.

Onde guardar?

Esconder?

Comprar um cofre?

E se perdermos?

E os roubos e assaltos?

O Banco do Brasil pode custodiar a guarda do ouro (em múltiplos de 250 gramas), mas é preciso então pagar uma taxa.

Além disso, há a necessidade de se ter a certeza da pureza do ouro, contar com um certificado de confiança, saber que se está comprando o ouro de um vendedor confiável.

São muitas dúvidas.

Pode ter certeza de que muita gente lida com elas diariamente.

Mas uma maneira de resolver esse problema de uma forma mais prática são os títulos.

Ao comprar um título de ouro, adquire-se o metal a que ele é equivalente, mas talvez nem se chegue a vê-lo.

Existem títulos de 250 gramas, de 10 gramas e de 0,255 gramas.

Então, pode-se dizer que os títulos de ouro existem por uma questão de praticidade bem como agilizar as negociações do metal em um mercado cada vez mais rápido.

Mas os títulos são apenas alguns dos muitos instrumentos que possibilitam se investir em ouro.

Mais adiante veremos quais são as outras maneiras de se investir em ouro.

TIPOS DE CONTRATO DE OURO

Tipos de contrato para investimento em ouro

Existem três tipos de contrato de ouro.

O padrão é o de R$ 250 gramas. Mas, como vimos, no momento, ele está acima de R$ 30 mil reais. Um valor proibitivo para o pequeno investidor.

Para atender bolsos menos avantajados, existem contratos de ouro equivalentes a menos gramas, os fracionários.

O primeiro deles é o de 10 gramas. O outro é o de 0,225 gramas. Ambos, porém, tem uma menor liquidez.

Todos os três têm um teor de pureza de 0,999 por padrão.

Obviamente, os contratos correspondem a ouro de verdade e não a um produto da imaginação econômica: depois de ser transformado em barras por fundidoras credenciadas pelo Banco Central, são entregues a instituições autorizadas pela B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) que as mantém em cofres.

MANEIRAS DE INVESTIR EM OURO

maneiras de investir em ouro

Existem diversas maneiras de se investir em ouro:

  • Comprando o metal propriamente dito, uma modalidade do mercado a vista: a efetivação pode ser física ou apenas financeira, num tipo de negociação semelhante ao mercado de ações. Para receber o ouro fisicamente, o investidor solicita à corretora, indica o banco onde pretende retirar o metal. Mas, depois disso, o ouro deixa de ser um ativo, deixando de ter valor de negociação, mas tão somente o de um produto como qualquer outro, sujeito inclusive a ágios e deságios.
  • Mercado futuro: a exemplo dos contratos futuros do Índice Bovespa e do Dólar, o contrato futuro de ouro estipula um preço do dólar no futuro.
  • Mercado a termo: estipula um preço para a compra ou para a venda do ouro, que consiste no preço de mercado somado a uma taxa, em determinado prazo. O vendedor precisa entregar o ouro e o comprador pagar por ele na data combinada.

Há, claro, também o mercado informal – sabe aqueles “homens-sanduíche” com placas de “compro ouro? – e a compra de joias. Mas estas modalidades têm tantas nuances, particularidades e detalhes que não cabe detalhá-las como um investimento padrão.

 

PARA QUEM É O INVESTIMENTO EM OURO

Para quem é o investimento em ouro

Você, definitivamente, não deve investir todo o seu dinheiro em ouro.

Já observamos que se trata de um tipo de investimento sujeito à volatilidade causada por coisas tão aleatórias quanto as chuvas e as conjunturas econômicas mundiais.

Há quem faça day trade com contratos de ouro, sejam eles futuros ou títulos propriamente. Isto é, comprar o ativo e vende-lo no mesmo dia, aproveitando-se das pequenas variações diárias.

Se acha que isso é fácil, sugiro que leia nosso artigo sobre day trade.

Definitivamente, investir em ouro é para investidores que sabem o que estão fazendo e que têm ciência de que o metal pode oscilar tanto para cima quanto para baixo.

No longo prazo, sabemos que ele valoriza.

O mesmo se diz da bolsa de valores.

Mas em ambos os casos o investidor precisa segurar o tranco emocional das oscilações maiores e menores em ambos os sentidos, para cima e para baixo.

Então, pode-se dizer sem medo de errar que investimento em ouro é renda variável. Ele não valoriza a uma taxa fixa de juros.

Investir em ouro, então, se encaixa em um perfil de moderado a agressivo.

Ou, se é o caso de um investidor mais conservador, naquela pequena parcela de dinheiro que ele deseja expor ao risco.

VALOR MÍNIMO PARA INVESTIR EM OURO

Qual o valor mínimo para investir em ouro

Se formos nos basear no valor dos títulos de ouro, os valores são os seguintes na cotação de hoje (3 de setembro de 2017):

Contrato padrão (DIS OZ1) – 250 gramas: R$ 33 mil. (O Banco do Brasil criou a modalidade Ouro Escritural, que permite o investimento em um décimo do contrato padrão, ou seja, 25 gramas ou R$ 3300 na cotação de hoje).

Contrato fracionário (DIS OZ2) – 10 gramas: R$ 1320.

Contrato fracionário (DIS OZ3) – 0,225 grama: R$ 29,70

Outra forma válida de avaliar um valor mínimo são os fundos de investimento em ouro, mas estes estão na faixa de R$ 5 mil de investimento mínimo atualmente.

No Mercado Livre é possível encontrar quantidades de 0,5 grama de ouro por R$ 60. Mas, sempre é bom ressalvar, é preciso cuidar da pureza do ouro assim adquirido.

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INVESTIR EM OURO VALE A PENA?

Investir em ouro vale a pena

Como pudemos ver até o momento, pode-se dizer que investir em ouro vale a pena, sim, se o investidor estiver ciente de que se trata de renda variável.

Também vale a pena, se ele estiver especulando seja em prazos mais longos seja no curto prazo, fazendo day trade.

A outra maneira de fazer o investimento em ouro valer a pena é comprar quando ele está desvalorizado, num cenário de baixa demanda, muita oferta e estabilidade econômica, para vendê-lo em um momento de turbulência financeira mundial, por exemplo, na iminência de uma guerra de proporções planetárias ou na ocorrência efetiva de uma.

Mas num caso desses cabe ao investidor tentar descobrir se não é o caso de ele permanecer com o ouro “encarteirado” a fim de proteger seu próprio capital.

Outra maneira de encarar o fato de se o ouro vale a pena ou não é a diversificação. Se um investidor já tem muitas aplicações em rendas fixas variadas e até alguma coisa em renda variável, vale a pena avaliar se não é o caso de incluir pelo menos uma pequena parte de seus recursos em ouro.

VANTAGENS DE INVESTIR EM OURO

Vantagens do investimento em ouro

Considerando o item anterior, podemos dizer que o ouro tem as seguintes vantagens:

  • Existe pouco ouro no mundo: a demanda é grande e a oferta é sempre pequena. Assim, o ouro sempre valerá muito. Se valerá mais ou menos do que quando comprou aí é uma outra história
  • Uma possibilidade séria de diversificação dos investimentos, sobretudo se a maior parte de seu dinheiro está em uma renda fixa que lhe garante juros mais ou menos conhecidos por mês
  • Proteção: em momentos de crise e inflação alta, historicamente, o ouro se valoriza. O ideal é adquirir o ouro antes desses momentos, mas nem sempre temos acesso a uma bola de cristal
  • Proteção contra a queda do dólar e as bolsas: se a bolsa cai, o ouro sobe.
  • Se se vende menos de R$ 20 mil em ouro em determinado mês, qualquer lucro que tenha obtido é isento de imposto de renda. Mas atenção, o contrato padrão do ouro, hoje vale mais de R$ 33 mil. Se adquirir um contrato por esse valor e, no mês que vem, vende-lo por R$ 35 mil, pagará imposto sobre os R$ 2 mil de diferença.
  • Diversas possibilidades para investidores de menor poder aquisitivo, seja pelos contratos fracionários seja pelos fundos de investimento em ouro que, por causa das recentes valorizações vêm se tornando mais e mais comuns

A RENTABILIDADE DO OURO É MAIOR DO QUE A DA POUPANÇA?

A rentabilidade é maior do que a da poupança

Não há como comparar.

O ouro pode ser considerado renda variável, visto que sua volatilidade depende de diversos fatores.

Às vezes ele valoriza. Às vezes desvaloriza.

Às vezes, perde-se dinheiro. Às vezes, ganha-se.

Uma coisa é certa: a poupança é considerada renda fixa e é possível prever sua rentabilidade com uma precisão razoável, porém ela é uma das piores opções atualmente.

Pode-se dizer sem medo que, no longo prazo, mesmo com flutuações negativas, o ouro tem vantagens em relação à poupança.

A RENTABILIDADE DO INVESTIMENTO EM OURO É DIÁRIA?

A rentabilidade do investimento em ouro é diária

A rentabilidade do investimento em ouro não é uma constante.

Se está procurando rentabilidade diária, procure aplicações em renda fixa, tais como LCA, LCI, CDB, debêntures e alguns títulos do Tesouro Direto, como o atrelado à Selic ou o prefixado.

Em vez disso, você pode encarar o ouro de três maneiras:

  • Especulação: fazendo day trade, apostando nas flutuações do preço, provocadas pela demanda e oferta, assim como mais comumente é feito com os contratos e minicontratos de dólar e índice
  • Proteção: supondo que momentos mais instáveis da economia podem vir, pode-se querer proteger parte de seu capital em um ativo que se valoriza nesses momentos
  • Diversificação: no caso de ter uma parte de seu dinheiro em diversas aplicações de renda fixa, pode querer colocar seu dinheiro em uma aplicação considerada renda variável mas que tem a característica de se valorizar em momentos de crise. A rentabilidade do ouro não é diária. Inclusive, ele pode desvalorizar de um dia para o outro.

O INVESTIMENTO EM OURO É GARANTIDO PELO FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO (FGC)?

O investimento em ouro é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito

Não. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) não garante o investimento em ouro.

O FGC só garante investimentos em renda fixa, tais como Poupança, LCA, LCI e CDB até R$ 250 mil por CPF e por instituição emissora e DPGE até R$ 20 milhões por CPF e por instituição emissora.

O FGC é uma associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado, criada em novembro de 1995, sob a orientação do governo brasileiro.

Ele é mantido pelos bancos e outras instituições financeiras para que o sistema tenha credibilidade e, dessa forma, os investidores se sintam mais confortáveis em ceder seus recursos temporariamente. Eles dão, assim, 0,0125% do valor dos depósitos totais das empresas filiadas.

Porém, mesmo no caso dos fundos de investimento em ouro – assim como para qualquer outro fundo – não existe cobertura do Fundo Garantidor de Crédito.

O que pode haver, no caso de barras de ouro físicas custodiadas por um banco, é o seguro das mesmas, pelo banco, feito através de uma seguradora.

Se você guarda suas barras de ouro em casa, deveria fazer uma apólice de seguro para elas também.

INVESTIMENTO EM OURO SERVE COMO GARANTIA PARA INVESTIR NA BOLSA DE VALORES?

Investimento em ouro serve como garantia para investir na bolsa de valores

O ouro – como ativo financeiro – é aceito como garantia para investir na bolsa de valores no day trade (entrar e sair de operações no mesmo pregão).

Se você tem uma parte de seu capital investida em contratos de ouro (sejam eles de 250 gramas, 10 gramas ou 0,225 grama), pode usar o mesmo valor para operar na bolsa sem precisar liquidá-lo.

Isto é, com R$ 100 mil investidos em títulos de ouro, pode-se usar os mesmos R$ 100 mil para operar no day trade. Em caso de prejuízo, a corretora liquida o montante necessário de sua aplicação para cobri-lo.

Isso é interessante porque você pode, assim, investir duas vezes o seu dinheiro: uma vez no ouro e uma segunda vez na bolsa de valores, especulando.

Outros ativos que servem como margem de garantia:

  • Moeda corrente nacional;
  • Títulos Públicos;
  • Ações negociadas na Bovespa;
  • Ativos de Renda Fixa: CDBs e Títulos Públicos (LFT, LTN, NTN, NTN-F, NTN-B).

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QUAIS AS DESVANTAGENS DO INVESTIMENTO EM OURO?

Quais as desvantagens do investimento em ouro

O investimento em ouro tem diversas desvantagens que você deve pesar caso esteja pensando nessa modalidade de renda variável.

  • É renda variável: o valor do ouro flutua ao sabor das leis da oferta e da demanda. Você deve estar preparado para ver o preço de seu ativo subir e descer. Deve estar bem certo se é um investimento para longo prazo ou se é um investimento para especular e saber o que está fazendo. Ou seja: se você vai aplicar um valor considerável de ouro não deve fazê-lo imaginando que seu dinheiro só vai valorizar no curto e no médio prazo.
  • Para valer a pena o investimento você precisa investir um valor razoável: pense, um contrato padrão, de 250 gramas, custa hoje mais de R$ 30 mil. Não é todo o mundo que tem esse dinheiro. Claro, ainda há as opções dos contratos de 10 gramas e 0,225 grama e os fundos.
  • O ouro não é coberto pelo fundo garantidor de crédito: mesmo na sua vertente em que você investe em ouro através de um fundo de investimento em ouro, o ouro não é coberto pelo fundo garantidor de crédito. Afinal de contas, não é renda fixa. É renda variável.
  • Risco físico: se você pretende comprar barras de ouro para armazenar em casa, ele pode ser roubado ou perdido de alguma outra maneira.
  • Menos liquidez: diferente de ações que compõem o índice Bovespa e contratos e minicontratos futuros de dólar e índice, o ouro, seus contratos e seus contratos futuros não têm a mesma liquidez. E, como se sabe, liquidez pode ter custo em dinheiro para quem tem a necessidade de vender um ativo.

IMPOSTOS DO INVESTIMENTO EM OURO

Impostos do investimento em ouro

O regime de tributação de Imposto de Renda sobre o investimento em ouro é igual ao sobre investimento em ações no mercado à vista.

Ou seja, sempre que o investidor fizer uma venda de contratos que supere R$ 20 mil pagará uma alíquota de 15% sobre o lucro.

Se a venda for de, digamos, R$ 19.999,99, ele estará isento, havendo lucro ou não.

Se houve prejuízo, obviamente, não é necessário pagar imposto nenhum.

Por exemplo,

Comprei um contrato de ouro padrão este mês e paguei R$ 33 mil.

No decorrer de alguns dias, o ouro valorizou 5%.

Agora, meu contrato vale R$ 34.650.

Ao vendê-lo, tenho R$ 1.650 de lucro.

Terei de recolher 15% disso, através de carnê-leão, até o último dia útil do mês seguinte, um valor de R$ 247.

LIQUIDEZ E PRAZO DO INVESTIMENTO EM OURO: POSSO VENDER MEU TÍTULO? OURO TEM CARÊNCIA?

Liquidez e prazo do investimento em ouro

Quando falamos em barras de ouro, a resposta é meio óbvia.

Ora, a barra é sua, você vende quando e para quem quiser desde que essa pessoa tenha dinheiro para pagar o valor que você está pedindo e desde que existam pessoas interessadas em comprar barras de ouro.

Assim, a liquidez é regida pela demanda do mercado. Alguns bancos oferecem garantia de recompra de ouro, caso do Banco do Brasil.

Mas e quando estamos falando em contratos de ouro ou contratos futuros de ouro?

A regra é a mesma.

A diferença é que diariamente você encontra investidores negociando contratos de ouro na bolsa de valores, ficando mais fácil comprar ou vender ouro dessa maneira
No que diz respeito aos contratos, o com maior liquidez é o de 250 gramas. Os fracionários têm menos liquidez, tornando o encerramento de uma operação mais custoso aos investidores pequenos.

O que isso significa?

Digamos que você tenha investido em 10 contratos fracionários de 10 gramas de ouro. Em tese, você estaria com R$ 1320 em carteira.

Porém, talvez você não conseguisse vender o grama do ouro a R$ 132, pois o melhor comprador oferece tão somente R$ 129. Para liquidar seus contratos imediatamente, você precisaria abrir mão de R$ 30.

Num mercado com mais liquidez ou negociando um ativo com maior liquidez, você pode lidar com menores spreads (essa diferença entre o valor de mercado e o valor da negociação).

Quanto à segunda pergunta deste tópico – se o ouro tem carência – a resposta, agora, fica óbvia: você pode comprar agora e vender no minuto seguinte. Não é obrigatório ficar com o ativo ou com o ouro físico durante um tempo específico antes de vendê-lo.

CUSTOS E TAXAS DO OURO

Custos e taxas do ouro

As taxas do ouro à vista (DIZ OZ1, DIS OZ2 e DIZ OZ3) são as seguintes:

  • Taxa de corretagem: varia de corretora para corretora. Você vai encontrar taxas de 0,2%, menores que isso e até bem superiores.
  • Taxa de custódia: o contrato corresponde a uma barra de ouro que existe. Essa barra de ouro tem custos para ser mantida. A taxa de custódia é de 0,07% ao mês. O cálculo é feito por dia em cima da posição mantida pelo investidor.
  • Seguro: caso você opte por ter o ouro físico, o transporte precisa ser feito mediante a cobertura de um seguro; a corretora pode indicar uma seguradora especializada.
  • Taxas da bolsa: taxas de emolumentos e contribuição para o fundo de garantia.

QUAL A RENTABILIDADE DO OURO?

Qual a rentabilidade do ouro

Essa pergunta é tão difícil de responder quanto tentar saber qual a rentabilidade desta ou daquela ação.

Ouro, embora muita gente confunda com renda fixa, é renda variável. Espero que, tendo chegado até aqui isto tenha ficado claro.

Talvez por sugerir estabilidade, essa confusão aconteça. De fato, o ouro sempre terá valor, salvo se algum cataclismo sem precedente abalar as estruturas das civilizações ocidental e oriental.

Mas ele não proporciona uma renda mensal como outras formas de investimento baseadas em captação de dinheiro, empréstimos e juros.

O ouro é um porto seguro, sobretudo no longo prazo, indicado acima de tudo para momentos em que uma crise ameace o poder de compra de seu capital.

Não compre ouro pensando em rentabilidade.

Por exemplo, no início de 2016, o ouro custava R$ 160 por grama. Ao final daquele ano, custava R$ 120. Uma desvalorização bastante acentuada.

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RISCOS DO OURO

Riscos do ouro

No longo prazo, a tendência do ouro é sempre se valorizar.

Se me perguntassem qual a melhor maneira de proteger uma soma de dinheiro ao longo das décadas, eu diria que essa maneira é o ouro: historicamente o ouro só se valoriza, pois é muito escasso.

Agora, se você terá um lugar seguro para guardar seu ouro ao longo dessas décadas, aí já é outra história. Você vai encontrar muitos filmes de Hollywood com variações sobre esse tema.

Porém, para o curto e o médio prazo, você deve ficar atento e pensar algumas vezes antes de investir em ouro, seja ouro físico seja contratos de ouro.

O preço do ouro responde aos mais diversos fatores que influenciam sua oferta e sua procura.

Se muitos investidores – e em alguns casos estamos falando de potências nacionais – estão atrás do metal, o preço sem dúvida vai subir.

Agora imagine se, por acaso, um desses investidores de magnitude global decidir parar de comprar ouro. Haverá um excesso de oferta e uma demanda inferior: o preço cai.

Se a oferta do metal aumentar, não importa a razão, o preço dele cairá. Por exemplo, imagine que se descubra uma enorme jazida ou alguém invente um método revolucionário de extração. O preço cai.

Porém, o que mais influencia o preço do ouro é a estabilidade econômica e política.

Imagine que, neste momento, estamos em paz, a economia mundial está turbulenta como sempre, mas relativamente sob controle.

Porém, vamos fazer um exercício macabro de imaginação.

Digamos que a Coreia do Norte e Estados Unidos deflagrem uma Terceira Grande Guerra.

Tudo passa a ser incerto.

É nessas horas que o preço do ouro sobe.

Digamos que você tenha comprado alguns contratos de ouro há coisa de dois anos. Você já testemunhou uma valorização considerável.

E, na hipótese acima, vai ter que lidar com o seguinte dilema:

  • Vende o seu ouro a um preço já bastante valorizado?
  • Ou mantém os contratos para se manter protegido em um momento de intensa incerteza?

Esse é outro risco do ouro, maior até que o da desvalorização: o de ter que tomar uma decisão difícil.

COMO INVESTIR EM OURO

Se você chegou até este momento do artigo, certamente está ponderando se deve ou não investir em ouro.

Acredito que esse é o primeiro passo para investir em ouro na prática.

Se você vai investir em ouro, das duas uma:

  • Você tem perfil agressivo de investidor e está apostando em valorizações no curto prazo.
  • Você é mais ou menos conservador, já tem diversos investimentos em modalidades seguras de renda fixa e quer aplicar uma pequena parte de seu dinheiro em um ativo mais arriscado, talvez até pensando até no longuíssimo prazo, pois o ouro, historicamente, só se valoriza.

Determinado isso, você deve:

infografico como investir em ouro

Acima de tudo, meu conselho é que converse bem com seu agente autônomo de investimento – você terá um a seu lado sempre que abrir uma conta em uma corretora – e ele ajudará você a decidir o que é melhor fazer.

CONCLUSÃO SOBRE INVESTIMENTO EM OURO

Conclusão

Eu acho muito difícil que exista um único investidor sério que coloque todo o seu dinheiro em ouro. É um investimento que no curto e no médio prazo é muito instável. Se falarmos no longo prazo, a história é outra, mas, mesmo assim, um investidor verá o ouro apenas como outra forma de diversificar as suas posições financeiras.

O ouro é um investimento que versátil.

Pode visar a especulação, para aqueles que apostam na alta volatilidade desse ativo, sensível às menores variações do humor econômico e político mundial.

Também pode visar a proteção do dinheiro em um cenário de crise. Ou até mesmo a proteção de um grande capital no longuíssimo prazo.

Para o pequeno investidor, é uma opção de risco a mais: o montante e a porcentagem financeira que ele vai investir em ouro dependerá do quanto ele deseja se expor aos riscos desse ativo e por quanto tempo.

Considerando-se todas essas características, trata-se de um investimento que deve ser estudado com cuidado e, de maneira alguma, ser descartado imediatamente, sobretudo nas estratégias de diversificação e na busca do equilíbrio do risco em busca de maiores lucros.

Você pode nos enviar perguntas caso esteja com dúvidas:

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