Blog Template 02 (1)

Saque do FGTS de conta inativa: onde investir com segurança?

O governo liberou o saque de todo o dinheiro de contas cadastradas no FGTS que tenham ficado inativas antes 31 de dezembro de 2015.

Assim, qualquer pessoa que esteja sem um emprego com carteira de trabalho assinada desde então – portanto, sem novos depósitos no FGTS -, poderá usar esses depósitos para pagar dívidas ou investir.

Se for o seu caso, corra sacar esse dinheiro: em 2016, o governo pagou apenas 5,9% de juros sobre qualquer valor ali depositado. Até a caderneta de poupança ganha disso.

Antes, só tinha direito a sacar o dinheiro quem fosse demitido sem justa causa ou aquele que, mesmo contratado, fosse comprar casa própria. Se a demissão fosse por justa causa ou se o empregado tivesse pedido demissão, teria que esperar 3 anos de inatividade da conta e, ainda assim, só poderia sacar no mês de seu aniversário.

Se você está sem carteira assinada desde 31 de dezembro de 2015, pode e deve sacar esse dinheiro agora mesmo, bastando para isso comparecer a uma agência da Caixa Econômica Federal  de acordo com as regras estabelecidas pelo governo (O período de saque deve ser entre 13 de março e 14 de julho – veja calendário abaixo).

calendário_saque_fgts

Mas o que fazer com esse dinheiro?

  1. Pagar dívidas

O investimento mais interessante de todos é pagar suas dívidas primeiro. Não sem antes negociar uma redução dos valores com seus credores, sobretudo se forem bancos e empresas de cartão de crédito. Os juros cobrados por essas instituições são irreais e, sem exagero, imorais. Não é difícil encontrar dívidas dessa natureza que são reduzidas para um terço ou um quarto do valor. Não pague antes de negociar.

Mas não seria melhor usar o dinheiro para investir? Não.

E a razão é bem simples: se você tiver dívidas, não importa o investimento que você faça, por melhor que ele seja, a remuneração por ele recebida jamais será superior aos juros sobre os valores que você deve. A conta será sempre negativa para você.

Depois de eliminada todas as dívidas, aí sim, você pode pensar em investir.

  1. Investir

Se você não tem dívidas ou, se depois de negociá-las e pagá-las, ainda sobrou dinheiro do dinheiro sacado do seu FGTS inativo, o próximo passo é investir esse dinheiro.

Você deve estabelecer uma meta: quem sabe a compra de uma casa, um curso ou mesmo, a longo prazo, a independência financeira a fim de ter uma maturidade menos atribulada.

  1. Procurar um agente autônomo de investimento

A melhor maneira de definir os seus investimentos é ter ajuda de um profissional cujo sucesso está ligado diretamente ao seu. Esse profissional é o agente autônomo de investimento, como os da Equipe Trader AAI.

Com ajuda dele, você vai definir seu perfil de investidor, baseado em seus objetivos e características pessoais, como formação e quantidade de riscos que suporta sofrer ou não.

Feito isso, ele lhe oferecerá investimentos que mesclem ganhos superiores e riscos inferiores, de acordo com seu perfil.

  1. As melhores opções

Se você está iniciando no mundo dos investimentos, o fato de ter recebido esse dinheiro um tanto inesperadamente não significa que deve aplicá-lo em qualquer lugar.

Para quem está chegando agora, um perfil mais conservador talvez seja mais adequado mesclando aplicações muito seguras e bastante rentáveis como:

  • Títulos públicos: o equivalente a emprestar dinheiro para o governo; é considerada a aplicação mais segura que existe, pois o governo, caso seja preciso, pode imprimir dinheiro para lhe pagar. Claro esse não é cenário ideal, mas é a pior hipótese possível. Existem diversos tipos de títulos públicos e, de acordo com o cenário econômico, seu agente o ajudará a escolher os melhores.
  • LCI e LCA: você estará emprestando dinheiro a um banco que, por sua vez, vai emprestá-lo respectivamente ao setor imobiliário e ao agronegócio e lhe pagará uma porcentagem sobre o CDI, algo entre 80% e 90%, valor que aumenta proporcionalmente ao prazo do investimento, à liquidez acertada e ao valor investido. A vantagem deste investimento – que pode dar algo na faixa de 15% ao ano, em alguns casos – é que não há incidência de imposto de renda.
  • CDB: neste tipo de investimento, você empresta dinheiro ao banco que, por isso, lhe pagará juros a uma taxa superior a 100% do CDI. Nesta modalidade, há cobrança de imposto de renda sobre o lucro, mas, mesmo assim, é preciso analisar cuidadosamente para saber se há vantagens sobre o LCI e LCA.

LCI, LCA e CDB são garantidos cada um até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito, o que os torna bastante seguros: se o banco “quebrar”, você tem o seu dinheiro de volta.

Como fica a economia

O governo estima que 10,2 milhões de pessoas podem vir a sacar o FGTS de contas inativas, totalizando algo em torno de R$ 30 bilhões injetados na economia, o equivalente a 0,5% do Produto Interno bruto.

Avaliação dos Leitores
[Total: 3 Média: 4]

[contact-form-7 404 "Not Found"]
Avaliação dos Leitores
[Total: 3 Média: 4]