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O Tesouro Direto é fácil, lucrativo, extremamente seguro e você vai aprender tudo sobre ele aqui

Series de Posts: Renda Fixa

Mesmo que você seja aquele investidor do tipo conservador, que prefere a caderneta de poupança e outras aplicações de baixo risco, talvez desconheça um dos investimentos mais acessíveis, rentáveis e seguros.

E vale dizer que se você está na poupança e não nessa opção está com certeza perdendo dinheiro.

São os títulos públicos, nos quais se pode investir através do Tesouro Direto.

Seguem algumas vantagens que irão fazer que leia esse artigo até o final:

  • É acessível, porque através de qualquer banco ou corretora se chega ao Tesouro Direto em investimentos a partir de R$ 30. Sim, TRINTA REAIS;
  • É muito rentável, porque mesmo tendo um rendimento garantido em seu vencimento, até essa data pode ter variações positivas equivalentes às da bolsa de valores (houve um título do Tesouro Direto que nos últimos 12 meses rendeu pelo menos 40%);
  • É seguro, porque se está emprestando ao Tesouro Nacional e o rendimento, na data do vencimento, é garantido. Além de ser a entidade que garante a estabilidade de todos os outros investimentos, trata-se de um “devedor” que, na pior das hipóteses, pode imprimir dinheiro a fim de pagar suas dívidas.

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Se sonha com, um dia, poder viver da renda de seu dinheiro, precisa conhecer o Tesouro Direto, sua rentabilidade, como investir em Tesouro Direto, as taxas do Tesouro Direto e os diferentes tipos de título, como o Tesouro Direto Selic.

O Tesouro Direto é uma opção muito inteligente que garante uma aposentadoria segura (mais do que a previdência privada, em muitos casos).

O Tesouro Direto, ainda que já invista em CDB, fundos e poupança, é uma forma de poupar de olho num futuro mais ou menos distante sem ter que sacrificar o presente.

Ler este artigo, portanto, pode ser a diferença entre, no futuro, viver uma velhice confortável. Ou prefere depender do INSS, das incertezas políticas econômicas ou mesmo dos seus filhos?

Olha o que vai encontrar aqui:

  • O que são os títulos públicos e o que é o Tesouro Direto: Tesouro Direto é a plataforma através da qual se pode negociar títulos públicos; (Clique aqui)
  • Como funcionam os títulos públicos: quanto o Tesouro Direto pode render; (Clique aqui)
  • Um segredo que os bancos não querem que ninguém saiba; (Clique aqui)
  • A diferença do rendimento entre Tesouro Direto e poupança: você vai ficar surpreso com o quanto pode estar perdendo; (Clique aqui)
  • Como investir em Tesouro Direto: o seu banco não é o melhor lugar; (Clique aqui)
  • Como investir no Tesouro Direto: o que fazer na prática; (Clique aqui)
  • Quais são os indexadores: quando entrar no Tesouro Direto vai haver diversos tipos de títulos públicos; você vai aprender a diferença entre eles (Clique aqui)
  • Quanto investir no Tesouro Direto? (Clique aqui)
  • Tesouro Direto Selic? Se gosta de certificados bancários precisa conhecer esse título; (Clique aqui)
  • LTN – A opção do Tesouro Direto(Clique aqui)
  • Tesouro Direto IPCA: o título público que garante a perda da inflação e, de quebra, paga juros extras no vencimento (não tem como perder se mantiver o título até o vencimento!!); (Clique aqui)
  • Afinal por que vale a pena investir no Tesouro Direto(Clique aqui)
  • Dicas de como usar os títulos públicos; (Clique aqui)
  • Quais são as taxas e impostos envolvidos; (Clique aqui)
  • Tesouro Direto: rendimento de quanto? (Clique aqui)
  • Tesouro Direto tem riscos(Clique aqui)
  • Tesouro Direto é “renda fixa”, então como é possível especular usando esse tipo de título? (Clique aqui)
  • Tesouro Direto simulador: projete seu ganho futuro e trace um caminho em direção a seus sonhos. (Clique aqui)

CONHECENDO OS TÍTULOS PÚBLICOS: O QUE SÃO E POR QUE EXISTEM

Você já deve ter ouvido alguém dizer: “Invista em Tesouro Direto, vale muito a pena!” ou “Tem que investir em títulos públicos!”.

Embora estes dois conselhos, na prática, signifiquem a mesma coisa, o conceito de títulos públicos é diferente do conceito de Tesouro Direto.

Tesouro Direto é o nome do programa do Tesouro Nacional que tornou possível a negociação dos títulos públicos para mim e você, pequenos investidores. Antes dele, nós só podíamos investir na dívida pública indiretamente, através de fundos.

Títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional a fim de captar dinheiro para financiar os projetos do país em educação, saúde, infraestrutura e outros. Ao comprar um título público – ou parte de um -, empresta-se dinheiro ao governo para que ele trabalhe. E recebe de volta, mais os juros combinados, ao final de um período.

Pense o seguinte, quando o seu banco está precisando de dinheiro na intenção de realizar seus projetos o que ele faz? Simples, ele faz o mesmo que qualquer um e toma emprestado de alguém, é isso que ocorre quando nós investimos em CDBs, LCIs, LCA por exemplo, estamos emprestando dinheiro ao banco.  

Os títulos públicos têm esse mesmo papel, mas em vez de emprestar a um banco, empresta-se ao Tesouro Nacional. E, a despeito de todas as notícias pessimistas, o Tesouro Nacional sempre será, com quilômetros de vantagem, a instituição economicamente mais sólida do País.

Nessa ideia se funda a estabilidade financeira nacional. Se o Tesouro falir a ponto de não conseguir honrar a dívida pública – que os títulos públicos financiam -, pode ter certeza de que tudo o mais – LCI, LCA, CDB, investimentos imobiliários – já foi por água abaixo.

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Assim, não existe investimento de menor risco, desde que se mantenha os títulos que comprou no Tesouro Direto até a data de vencimento.

Não há risco de liquidez também, pois pode-se vendê-los quando quiser: o Tesouro Nacional garante sua recompra a qualquer momento.

Mas ao vendê-los antes, antes da data final, embora se possa ganhar mais dinheiro também pode perder. Porém, veremos mais sobre isso adiante.

No Tesouro Direto, você vai encontrar diversos tipos de títulos públicos e que podem ser classificados de diversas maneiras. Por ora, vamos classificá-los de duas.

Existem os títulos públicos prefixados. Com estes, sabemos exatamente quanto vai ganhar ao final de sua vigência e quanto o Tesouro Direto dará de rentabilidade pelo menos.

Existem também os pós-fixados. Esses são corrigidos por um indexador. Por exemplo, algum índice da inflação ou de juros, atualmente IPCA e Selic, respectivamente.

No Tesouro Direto, existem ainda títulos de curto, médio e longo prazo. Alguns pagam valores semestrais correspondentes aos juros devidos (excelentes a quem quer usar esse dinheiro como remuneração durante a aposentadoria).

COMO FUNCIONAM OS TÍTULOS PÚBLICOS DO TESOURO DIRETO

Como funciona os titulos publicos

De acordo com o indexador a que está atrelado, cada tipo de título terá oscilações em seu valor ao longo de sua vigência, isto é, antes do vencimento.

Se for uma oscilação ascendente, o investidor pode ver uma oportunidade de vender o título e obter um bom lucro. Se for uma oscilação descendente, o investidor pode manter o título até o vencimento quando terá uma perspectiva mais favorável.

O índice com maior influência sobre o preço dos títulos públicos são os juros praticados no País. Com as variações da taxa de juros (SELIC) os títulos oscilam em seu valor, subindo e descendo. Isso depende também do índice a que estão atrelados e se são pós ou prefixados.

Uma data de vencimento mais distante também faz o título público oscilar com mais força de acordo com as mudanças das políticas de juros e suas expectativas futuras. Como o tempo determina essa influência veremos mais à frente, mas adianto que tem a ver com o cálculo de juros compostos.

Mas, repito, se se mantém o título até o final, recebe a taxa combinada no momento da compra dele, o que, de modo geral, representa ganhos superiores a investimentos considerados conservadores – mas perdedores – como a caderneta de poupança e muitos CDBs por ai.

UM SEGREDO QUE OS BANCOS NÃO QUEREM QUE NINGUÉM SAIBA

o que ninguém te conta

O seu gerente de banco já deve ter oferecido um fundo de renda fixa. Certamente mostrou os ganhos acima da inflação e acima da caderneta de poupança que esse fundo oferece.

O que ele não conta é que esses fundos têm até 2% de taxa de administração (sobre o montante e não apenas sobre o lucro) e que esses fundos são formados por…

… títulos públicos do Tesouro Direto!

Então estamos pagando 2% sobre o seu dinheiro e investindo em algo em que poderíamos investir de graça, considerando que boas corretoras já oferecem investimento em Tesouro Direto sem taxas, como é o caso da corretora  a qual sou credenciado.

E, como investir no Tesouro Direto é tão fácil, você vai ficar até bravo por não ter feito isso antes.

Se tem um plano de previdência privada, talvez fique mais bravo agora.

Os administradores de planos de previdência privada cobram taxas altíssimas – até 4% de carregamento e outras, de administração – com intenção de investir, adivinhe, em que…

… títulos públicos do Tesouro Direto!

Novamente, algo que nós mesmos poderíamos fazer sem esse ganancioso intermediário: investir no Tesouro Direto sem taxas, através de uma boa e confiável corretora de investimentos.

Estamos praticamente dando dinheiro à seguradora. Pare de dar dinheiro para essas instituições.

Um gerente jamais ofereceria a opção do Tesouro Direto. A mim, nunca ofereceram: apenas coisas inúteis como consórcios, fundos com taxas altíssimas e até os absurdos títulos de capitalização.

O gerente, afinal, apesar de ser uma boa pessoa, é um profissional que trabalha para o banco e não para o cliente.

Aprender sobre Tesouro Direto, como investir nele, é fácil.

E tão seguro que quase consigo dizer que dá para investir em Tesouro Direto até sem aprender.

Mas não devo. Sempre é bom saber exatamente o que se está fazendo. E, sabendo, ganhará mais dinheiro que a média das pessoas.

Então, continue comigo, e vai aprender tudo sobre como investir no Tesouro Direto.

DEVO USAR UMA CORRETORA AO INVESTIR EM TESOURO DIRETO?

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As corretoras têm as menores taxas ao investir no Tesouro Direto.

Como você talvez tenha um perfil mais conservador, possivelmente se sinta um pouco desconfortável em abrir uma conta em uma corretora de investimentos.

Afinal, ainda não conhece como essas instituições funcionam. Está habituado aos bancos.

Mas, em se tratando de Tesouro Direto e taxas, é a melhor opção. As taxas do Tesouro Direto são baixíssimas em corretoras.

Algumas não cobram. É o caso da XP Investimentos.

Além disso, se uma corretora quebrar, além das garantias legais, o dinheiro investido em Tesouro Direto está mantido ou, melhor, custodiado na BM&FBovespa através da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia.

Na falência de uma corretora – o que é raro -, simplesmente transfere-se esse serviço de intermediário a outra corretora.

PORQUE SÃO IMPORTANTES TAXAS BAIXAS EM TESOURO DIRETO

Imposto

Você pode estar imaginando que uma diferença entre taxas de apenas 0,1% ao mês em um investimento não é importante.

Mas vejamos este gráfico que mostra que, em 15 anos, um investimento que paga 0,5% ao mês de juros compostos chega a um ganho total de 145%. Enquanto isso, um de 0,6% chega a 193%. Uma diferença de 48 pontos percentuais ou um terço a mais do que o primeiro caso.

É o mesmo que falar, ao investir R$ 100 mil, que estaríamos jogando fora – em 15 anos – R$ 48 mil. Quem em sã consciência joga fora R$ 48 mil?

Porque são tão importantes as taxas baixas em tesouro

COMO ESCOLHER A MELHOR CORRETORA E INVESTIR EM TESOURO DIRETO

Como escolher a melhor corretora

  • Como visto acima, escolha a corretora que apresente taxas menores no Tesouro Direto. No máximo 0,1% ao ano. Algumas nem cobram. Confira o ranking;
  • Veja sua reputação no mercado, pois de nada adianta ter taxas baratas e ela oferecer produtos e serviços que acabem prejudicando seu dinheiro;
  • A corretora deve ser um agente integrado à BM&FBovespa (o ranking acima mostra isso): isso quer dizer que seu dinheiro pode ser investido no Tesouro Direto através do próprio site da corretora ou através do home broker (uma espécie de internet banking de investimentos). Geralmente, o site da corretora é mais simples de usar que o do Tesouro Direto, apesar de ele ter passado por boas melhorias ultimamente.

A XP Investimentos é uma das melhores que podemos escolher , pois:

  1. É agente integrado;
  2. Permite aplicação programada;
  3. Tesouro direto taxa zero;
  4. Repasse de recursos no mesmo dia em caso de resgate;
  5. E conta com minha assessoria.

 COMO INVESTIR NO TESOURO DIRETO

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No banco, ao investir em Tesouro Direto, geralmente, teremos que entrar em contato com o seu gerente, pedir que ele cadastre você no site do Tesouro Direto.

Na corretora, depois que já tiver aberto sua conta nessa empresa (geralmente é tudo feito online com o eventual envio de documentos por email), basta a assinatura eletrônica de um termo de aceitação do Tesouro Direto.

Nos dois casos, está pronto pra começar.

São três as formas de como investir no Tesouro Direto:

  1. Diretamente no site do Tesouro Direto. O seu login é seu CPF e terá uma senha pra entrar (Mesmo assim precisa ter uma corretora ou banco pois é uma exigência do tesouro direto);
  2. No site do banco ou da corretora: quando a instituição é agente integrado ao Tesouro Direto;
  3. A própria instituição, banco ou corretora, faz pra você. Pra isso você precisa ter autorizado.

As formas mais recomendadas são as duas primeiras.

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Do ponto de vista prático, existem duas maneiras de investir no Tesouro Direto:

  • Adquirir os títulos no momento em que a operação é realizada;
  • Agendar com antecedência suas aplicações. Este é o investimento programado no Tesouro Direto.

No primeiro caso, a aquisição de títulos públicos no Tesouro Direto ocorre a qualquer momento do dia em que o mercado esteja aberto, escolhendo-se o título que quer comprar.

Depois, seleciona quantos títulos ou o tamanho da fração do título, caso não vá comprar um inteiro.

É possível comprar até 0,01 título (1%), ou seja, a centésima parte de um título público.

Depois disso, será informada a data limite para que os recursos da compra estejam em sua conta na instituição que está fazendo o meio de campo, no caso, a corretora. Se o dinheiro não estiver lá, a transação não acontece e você recebe uma advertência. Se isso acontece mais uma vez, você é retirado do programa. Então, é bom já estar com o dinheiro para a compra do título ou dos títulos na conta de sua corretora.

No caso de pagamento de cupom (juros semestrais que alguns dos títulos pagam) ou vencimento de títulos (data final quando se recebe o valor investido mais o juros acordado), o dinheiro estará na sua conta a partir das 13h do mesmo dia desse pagamento.

No caso de venda antecipada, a partir das 13h do dia seguinte. Mas isso pode variar de uma instituição financeira pra outra.

Eu não disse que era fácil?

Agora, continue comigo, pois vamos começar a entender o funcionamento de cada título.

ENTENDA OS INDEXADORES DO TESOURO DIRETO

Entendendo os indexadores

Agora que já sabemos como investir no Tesouro Direto na prática, precisa saber como diferenciar cada um dos tipos de títulos públicos.

A melhor forma de fazer isso é através dos indexadores de cada um deles, se são pré ou pós-fixados e se pagam ou não cupons semestrais.

  • rentabilidade

Do ponto de vista da rentabilidade, existem três tipos de títulos públicos em que podemos investir no Tesouro Direto.

  1. Prefixados
  2. Pós-fixados
  3. Prefixados + Inflação

Nos prefixados, sabe-se exatamente quanto vai receber no vencimento do título.

Nos pós-fixados, sabe-se que o título vai variar de acordo com um indexador, geralmente a Selic.

No prefixado mais inflação, há juros fixos acertados no momento da compra (a parte prefixada) somada ao IPCA ou ao IGPM (a parte indexada pela inflação).

Este último também pode ser classificado simplesmente como pós-fixado, pois, como há a variável indeterminada – a inflação medida pelo IPCA -, não se sabe quanto terá no final do investimento.

  • pagamentos semestrais de juros ou não

Desse ponto de vista, os títulos podem ser divididos da seguinte maneira:

  1. Pagam juros semestrais
  2. Pagam os juros todos juntos no vencimento

Assim, quando vir o cardápio de investimentos do Tesouro Direto terá as seguintes possibilidades de títulos atualmente:

  • Tesouro prefixado (LTN): neste, se sabe quanto vai receber caso leve o título até o final e receberá integralmente apenas no vencimento. Geralmente o título custa um valor inferior a R$ 1000 e, no vencimento, ele é devolvido com esse valor. Então, se você comprou um título a R$ 600, você sabe que, no final, ele valerá R$ 1000 e que seu lucro será de R$ 400. Não está atrelado a nenhum indexador e não importa o que aconteça na economia, você tem conhecimento exato de quanto terá no vencimento – mas apenas no vencimento do título.
  • Tesouro prefixado com juros semestrais (NTNF):  neste, se sabe quanto vai ter no final e recebe parte dos juros semestralmente
  • Tesouro IPCA (NTN-B Principal): recebe um juro fixo mais a inflação do período, mas só no final
  • Tesouro IPCA com juros semestrais (NTN-B): juros fixos mais a inflação medida pelo IPCA, sendo que se recebe juros semestralmente
  • Tesouro Selic (LFT): rendimentos iguais à taxa de juros Selic

Entenda os indexadores

Como se pode ver, há dois indexadores que podem influenciar os títulos públicos do Tesouro Direto: a Selic e o IPCA.

Antes havia títulos indexados pelo IGPM mas, atualmente, eles só estão disponíveis para a venda, ou seja, para aqueles que já possuem esse título e desejam que o tesouro os recomprem. Você não pode comprá-los.

A Taxa Selic (Taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia) – também conhecida como taxa básica de juros – é definida pelo Banco Central do Brasil e serve de referência para as taxas de juros cobradas pelos bancos do Brasil.

Assim, a Taxa Selic influencia toda a economia e é usada como política econômica governamental.

Em outubro do ano passado ela era de 14,25% ao ano. Hoje, no momento em que escrevo este artigo, maio de 2017, está em 11,25%. A perspectiva é de que caia até 8% até o fim do ano e que fique abaixo disso nos anos seguintes.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é levantado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e é atualmente a medida da inflação. A inflação, por sua vez, é a medida do quanto o dinheiro perdeu o poder de compra através do aumento do custo de vida de famílias com ganhos entre 1 e 40 salários mínimos.

A INFLUÊNCIA DA SELIC

A Selic não influencia apenas o Tesouro Selic. Aliás, a influência da Selic sobre o Tesouro Selic é bem óbvia. Se o Tesouro Selic acompanha esse indexador, o seu dinheiro renderá anualmente a mesma porcentagem que essa taxa de juros básica, ou seja, investindo nesse título, se a taxa de juros básica estiver em queda, seus o rendimentos estarão em queda, se a taxa estiver em alta os seus rendimentos estarão em alta, simples assim.

Por outro lado, ainda que os outros títulos públicos não sejam indexados pela Selic, eles sofrem grande influência desse índice. Em uma expectativa de queda da Selic, tanto os títulos prefixados quanto os prefixados mais inflação tendem a aumentar de preço. Note que em tais títulos prefixados a lógica é inversa à do tesouro Selic (LFT) nesse caso, os títulos ganham valor quando a taxa cai e perdem valor quando a taxa sobe, isso possibilita oportunidade de venda antecipada (antes do vencimento) com lucro.

O motivo porque isso acontece explicaremos mais adiante de uma forma bem simples, por isso continue lendo e entenderá tudo tintim por tintim.

VALOR MÍNIMO PRA INVESTIR NO TESOURO DIRETO

como investir

Como vimos acima, é bem simples começar a investir no Tesouro Direto: basta ter uma conta em uma corretora e começar.

Mas quanto dinheiro preciso pra começar?

O mínimo que se pode investir é 1% do valor de um título desde que esse valor não fique abaixo de R$ 30. Então, grosso modo, dizemos que o mínimo pra começar é de R$ 30.

Por exemplo, o Tesouro IPCA com vencimento em 2024 está custando R$ 2059,93 no dia de hoje. A centésima parte dele custa então R$ 20,59. Mas eu não posso comprar menos que R$ 30. Por outro lado, eu não poderia comprar exatamente R$ 30, pois daria uma fração muito quebrada. Preciso comprar, pelo menos, duas centésimas partes do título (0,02). Teríamos, então, R$ 41,18, o que, convenhamos, é bem barato para começar.

TESOURO SELIC

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O Tesouro Selic era, antes, chamado de LFT (Letra Financeira do Tesouro). Pós-fixado, a sua remuneração é dada diariamente pela Selic, taxa básica de juros da economia, medida entre a compra e o vencimento do título.

Se você quer baixa variação do valor do seu dinheiro no caso de uma venda antecipada, esse é o papel escolhido.

Isso evita perdas caso se precise do dinheiro antes do vencimento. O Tesouro Selic é o único que não tem risco de perda em caso de venda antecipada.

O preço dessa disponibilidade e desse tipo de segurança é que sua rentabilidade é menor do que o dos outros títulos.

Ainda assim, ele costuma superar praticamente todos os investimentos de renda fixa oferecido pelos grandes bancos.

Sem taxas, trata-se de um investimento que chega facilmente a 100% do CDI, taxa que poucos grandes bancos oferecem e, em muitos casos, sem a mesma liquidez.

Então, mesmo com a Selic em queda, não se trata de um investimento a ser ignorado.

O seu fluxo de pagamento é simples. Você aplica e recebe o valor investido somado à rentabilidade na data do vencimento. Isso também é conhecido como “valor de face”. Por ser pós-fixado, não é possível saber quanto será recebido no vencimento.

Veja este vídeo do canal oficial do Tesouro Direto explicando o Tesouro Selic:

Assim, podemos concluir que o Tesouro Selic é, dentre os títulos públicos, o mais conservador no que diz respeito à volatilidade e à segurança quanto às perdas, no caso de um resgate antecipado, por acompanhar a Selic.

Os outros títulos públicos do Tesouro Direto, ao contrário, vão flutuar de acordo com a alta ou a baixa da Selic, com maior impacto se o vencimento estiver mais distante (lembrando que, se o investidor resgatar apenas no vencimento, essa volatilidade é irrelevante).

Portanto, ele é uma excelente alternativa para aquele fundo de emergência que todo o investidor deve ter: há liquidez, isto é, o seu dinheiro está disponĩvel no momento em que você precisa dele sem haver um custo de risco para isso, o que não acontece com os outros títulos que veremos a seguir.

Mesmo com todas essas características, é uma alternativa muito superior à poupança. Veja a tabela abaixo.

tabela tesouro


Mesmo com a incidência do Imposto de Renda, o Tesouro Selic é uma excelente escolha.

Vamos a um exemplo totalmente hipotético de rentabilidade.

Você investiu R$1.000 em Tesouro Selic em 2014. Na ocasição a Taxa Selic estava em 10,75% ao ano. A expectativa era de que, em 12 meses, seu dinheiro tivesse virado R$ 1.107,50. Claro, ele renderia diariamente, seguindo-se a matemática dos juros compostos.

Mas, em 2 de abril de 2014, o governo aumentou a Taxa Selic para 11% ao ano. Seu investimento, portanto, deu uma acelerada. Em abril, você estava com R$ 1.034, aproximadamente, e com o aumento da taxa básica de juros, a expectativa é que, nos 8 meses restantes, agora, passasse a ter R$ 1.109. A diferença é pequena, de apenas R$ 1,50, mas estamos usando um prazo relativamente curto de apenas um ano e um valor baixo de investimento.

Acontece que o Banco Central, em meados de 2015, levou a Taxa Selic a 14,25%, dando uma nova acelerada nos investimentos de quem tinha Tesouro Selic.

Exemplo de rentabilidade

Agora, a expectativa é de que a Taxa Selic caia. Isso quer dizer que se nós investirmos em Tesouro Selic ele vai desvalorizar?

Não.

Ele apenas vai valorizar, mais e mais, de uma maneira menos acelerada, mas de um modo geral acompanhará o crescimento da economia.

Além disso, o Tesouro Selic tem as vantagens que relatamos antes: liquidez, baixo risco de volatilidade e um perfil conservador para quem quer uma reserva de emergência sem ter perdas em caso de necessidade de saque.

TESOURO NACIONAL PREFIXADO (LTN)

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O Tesouro Nacional Prefixado ou, como era antes conhecido, o LTN do Tesouro Direto tem uma característica muito interessante: não importa o preço pelo qual o compre; no final, ele sempre valerá R$ 1.000.

O Tesouro Prefixado 2023 custa hoje R$ 575. E, ao comprá-lo, temos a certeza de que esse dinheiro se transformará em R$ 1.000 em 2023.

Saber isso é muito importante para entender por que o valor de venda antecipada, antes do vencimento, desse título pode cair, em caso de alta da Taxa Selic, ou subir, em caso de baixa.

Imagine uma corrida de mil passos (R$ 1000) que termina em um determinado tempo (2023) e em que todos os participantes chegarão juntos.

Hoje você comprou o título de participação dessa corrida (Tesouro Prefixado) que está no passo número 575. Faltam 425 passos.

Ficou estabelecido que, para que a chegada se dê na data certa, todos darão 2 passos por dia (juros básicos da economia).

Acontece que, no dia seguinte, o juiz (Banco Central) define que não serão 2 passos por dia, mas apenas 1, uma velocidade menor.

Acontece que, como essa é uma corrida prefixada – com a data imutável e o número de passos (R$) imutável -, e como a velocidade agora é menor, você terá que ser colocado mais à frente, para que chegue ao milésimo passo no dia correto. super-investimento

E é assim que, no dia seguinte, você chegou ao passo número 788 (R$ 788) sem precisar fazer nada! Quem comprar o título agora também pagará R$ 788, mas os juros prefixados estarão menores para que ele valha R$ 1000 no vencimento.

Claro, neste exemplo bem didático, os passos (nossa metáfora para os juros) caíram pela metade. Isso não acontece tão dramaticamente numa economia como a do Brasil, mas demonstra como uma queda de juros pode fazer os títulos prefixados se valorizarem.

Mas, atenção: se os juros sobem, o Tesouro Prefixado é desvalorizado para venda imediata, pelo mesmo raciocínio.

Nunca é demais lembrar, no entanto, que ainda que ocorram valorizações e desvalorizações, se mantemos o Tesouro Prefixado até a data do vencimento, receberemos R$ 1.000 por cada um deles, não importa o quê.

Assim, esses títulos são especialmente interessantes não só quando se acredita que a Selic vai cair, mas também quando se acredita que a inflação também cederá, pois eles podem significar um ganho real bastante superior ao mercado. Em cenários contrários, eles não são tão interessantes.

No entanto, nunca é demais repetir, se mantivermos o Tesouro Prefixado até o vencimento, não há como perder dinheiro.

Por exemplo, ao investir R$ 10.000 em Tesouro Prefixado 2023, o juro é fixo em 10,21% ao ano (pelo menos no dia de hoje; essa taxa de entrada muda de acordo com as políticas para a Selic). Arredondando a conta para 5 anos, no vencimento, em 2023, você terá R$ 16.300, aproximadamente. Isso se você não se desfizer de seu investimento antecipadamente.

Em caso de queda da Selic, além da venda antecipada, também é válido manter o tĩtulo pois os juros inicialmente acertados farão frente a qualquer remuneração do mercado.

TESOURO PREFIXADO COM JUROS SEMESTRAIS (NTN-F)

Tesouro IPCA com juros semestrais

Assim, como o Tesouro Prefixado, com o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais sabe-se exatamente quanto vai ganhar a partir do momento da aquisição do título até o seu vencimento, um valor bruto de R$ 1.000 por papel.

A diferença é que, como o nome deixa óbvio, existe o pagamento de juros semestrais. Semestralmente, o investidor recebe um fluxo de cupons. Isso aumenta sensivelmente a liquidez desse título e a possibilidade de reinvestimento do dinheiro recebido.

Ele é indicado pra quem acha que a Taxa Selic vai ficar menor e quer um fluxo de dinheiro a cada seis meses a uma taxa de juros conhecida, fixa e previamente acertada no momento da compra do título e que, nessas condições de Selic em queda, seria superior à taxa básica de juros da economia.

Esse título sempre paga cupons semestrais de juros de 10% ao ano.

Para um título – que, ao final, valeria R$ 1000 – isso equivale dizer que, a cada seis meses, o investidor recebe R$ 48,81. O cálculo para chegar a esse número é relativamente complexo, mas está explicado neste documento do Tesouro.

O pagamento do último cupom coincide com o pagamento do valor nominal do título, ao todo R$ 1.048,81.

Vai notar que esses prefixados específicos costumam custar mais de R$ 1000 atualmente. Neste instante, estão entre R$ 1.020 e R$ 1.040. Se a Taxa Selic cair ainda mais, certamente, ficarão ainda mais caros.

Opa, quer dizer que vou perder dinheiro uma vez que no final sempre receberei R$ 1.000? Não! Lembre-se que recebeu juros semestrais de R$ 48,81 por título durante todo o tempo até o vencimento.

É como se emprestasse dinheiro ao governo e, ao longo dos anos, ele fosse parcelando os juros da dívida.

Daí a importância de se fazer bom uso desses valores recebidos periodicamente ou reinvesti-los.

Algumas coisas importantes quanto às características do Tesouro Prefixado com Pagamento de Juros Semestrais:

  • Os pagamentos semestrais fazem com que eles sofram menos volatilidade (economês para sensibilidade aos estímulos econômicos e intensidade de variação)
  • Excelente título para um cenário em que se precisa de uma remuneração a cada seis meses e, ao mesmo tempo, acredita que a Selic vai cair

Este vídeo do canal oficial do Tesouro Direto explica com clareza o funcionamento das duas modalidades dos Títulos Prefixados e eu sugiro que o assista como reforço ao que aprendeu até agora:

TESOURO IPCA (Antigo NTN-B Principal)

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O Tesouro IPCA paga a variação do IPCA (literalmente a inflação do período) acrescida de juros acertados na data da compra do título.

Portanto, se mantido até o vencimento, garante, acima de tudo, o poder de compra do dinheiro do investidor.

Se vendido antes do tempo, pode ter ganhos superiores ou mesmo prejuízos, dependendo do cenário.

Assim, o ideal é investir nele um capital que possa ficar mobilizado até a data final.

O IPCA, levantado pelo IBGE mensalmente, mede o quanto os preços subiram. Do ponto de vista econômico, esse número expressa em porcentagem o quanto o dinheiro perdeu de poder de compra.

O Tesouro IPCA não só garante que o valor investido iguale isso como também dá uma gordurinha extra em forma de juros que, hoje, estão entre 5,27% e 5,34%.

Dá para dizer que é uma mistura de prefixado com pós-fixado, visto que há uma taxa conhecida e uma taxa que todo o mês é diferente, o IPCA. Assim, dá para afirmar que a parte prefixada do Tesouro IPCA tem um cálculo similar ao das duas modalidades de Tesouro Prefixado.

Esse título, embora também se possa especular com ele – visto que também sofre variações inversas às variações da Selic -, serve muito bem para quem quer economizar para a aposentadoria, comprar uma casa ou um carro, pois sempre valerá mais do que no início, mesmo descontando-se a alta dos preços dos bens de consumo.

É o título da “previdência: faça você mesmo!”.

E sem taxas de carregamento ou de administração!

Como eu faria: iniciaria “pagando para mim mesmo” um certo valor que seria investido em Tesouro IPCA todos os meses. Ao chegar à idade certa, teria uma boa quantia acumulada. Então deixaria esses títulos vencerem e reinvestiria tudo em Tesouro IPCA com Pagamento de Juros Semestrais. Esse valor semestral seria suficiente para viver e, ainda, investir mais um pouquinho para o futuro dos filhos e netos.

E a inflação pode estar nas alturas. Não importa. Não há com o que se preocupar se investiu em Tesouro IPCA.

O VNA (Valor Nominal Atualizado) de um Tesouro IPCA, que é o que você recebe no vencimento desse título, sempre é o equivalente a R$ 1.000 de 15 de julho de 2.000, isto é, esses R$ 1.000 acrescidos da inflação desde essa data. Quando você adquire esse título, ele tem o preço de um VNA projetado para a data de vencimento subtraindo-se o equivalente a taxa de juros que será paga no final.

Seu fluxo de investimento é simples – com uma aplicação e um resgate no Tesouro Direto – e tira a preocupação de reinvestimento, necessária para aqueles títulos que pagam juros semestrais.

TESOURO IPCA COM JUROS SEMESTRAIS

Tesouro IPCA com juros semestrais

Conhecido antes como NTN-B do Tesouro Direto, o Tesouro IPCA com Juros Semestrais – assim como o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais – paga cupons de remuneração a cada seis meses. Diferentemente do Tesouro Prefixado, cujos cupons são de 10%, ele tem cupons de 6% ao ano.

Assim como o Tesouro IPCA sem pagamentos semestrais, seu rendimento total, no vencimento, equivale à inflação do período todo mais juros acertados na aquisição do título. O total sempre será, assim, superior à desvalorização da moeda acrescido de uma remuneração, garantindo o poder de compra do capital acrescido de um lucro.

O pagamento de cupons semestrais aumenta a liquidez do investimento e é indicado para aquele investidor que deseja um fluxo de rendimentos periódicos, ainda que por um longo prazo. É perfeito para quem já se aposentou, visto que oferece esse “salário” semestral. Também serve para uma estratégia para aqueles que desejam aproveitar um cenário de juros em queda.

No link acima, usa-se o exemplo da compra de um único título Tesouro IPCA com Juros Semestrais de vencimento em 2017 (vencimento em 15 de maio de 2017) na data de 2 de janeiro de 2012. Ao todo são 1347 dias entre a data de liquidação e a data de vencimento. O VNA da data base é de R$ 1.000 (como em todos os títulos desse tipo) e o VNA até novembro de 2011 é de R$ 2.097,58.

O preço de compra foi de R$ 2.187,17, com um IPCA projetado para dezembro de 2011 de 0,53%. O cálculo desse preço é relativamente complexo, mas se você quiser conferir, está no documento do link. Para este caso específico, o da compra de um único título com essas características, chega-se à conclusão que o investidor receberia R$ 63,48 a cada semestre.

Se eu quiser uma renda de R$ 5 mil mensais ou R$ 30 mil por semestre, terei que ter 472 títulos ou um valor de aproximadamente R$ 1,04 milhão investido.

Revise o que você aprendeu sobre as duas modalidades de Tesouro IPCA neste vídeo do canal oficial do Tesouro Direto:

VALE A PENA INVESTIR NO TESOURO DIRETO?

Rentabilidade

Sim, vale muito a pena!

Mesmo o título mais cauteloso do ponto de vista da liquidez e com riscos reduzidos em caso de resgate antecipado, o Tesouro Selic, apresenta ganhos similares ou até superiores aos de alguns fundos de renda fixa. Os demais não só garantem ganhos assim como também possibilitam lucros maiores do que os do vencimento no resgate antecipado, em alguns casos.

Além disso:

  • taxas baixas (algumas corretoras nem cobram, como é o caso da XP Investimentos)
  • segurança: é o investimento mais seguro
  • fácil de investir
  • várias opções de compra de títulos, adequados às suas necessidades e aos diferentes cenários econômicos, sobretudo no que diz respeito à movimentação da taxa básica de juros; você não consegue fazer isso investindo em fundos de bancos ou em caderneta de poupança
  • você começa com pouco dinheiro: a partir de R$ 30
  • excelente relação entre risco (baixo) e rentabilidade (alta)
  • uma opção muito superior à caderneta de poupança: você pode guardar dinheiro mensalmente e ter uma rentabilidade sempre superior à inflação, no caso do Tesouro IPCA, com ou sem juros semestrais
  • liquidez: você pode resgatar seu dinheiro quando quiser ou precisar; o tesouro nacional garante a recompra de seus títulos a qualquer momento a preço de mercado (cuidado ao resgatar antecipadamente, pois nesse caso a variação de preço pode ser negativa no Tesouro Prefixado e no Tesouro IPCA)
  • facilidade de gerenciar e acompanhar os investimentos: o site do Tesouro Direto melhorou bastante nos últimos anos e, se a sua corretora for um agente integrado, pode fazer isso no site da corretora
  • grande poder de decisão do que fazer com seu dinheiro
  • você pode agendar seus investimentos com antecedência e regularidade
  • diversos fundos de investimento de bancos usam títulos públicos para obter rentabilidade; você pode fazer isso diretamente, mas sem taxas que comem sua remuneração

COMO USAR O TESOURO DIRETO

tesouro

Todo investimento ou economia, para fazer sentido, precisa ter um objetivo.

Assim, o prazo e a estratégia devem se adequar a esse objetivo.

Se você quer comprar um carro daqui a dois anos, deve escolher um título de curto prazo que vença entre 2019 e 2020.

Do mesmo modo, para comprar uma casa daqui a 5 anos escolha um título que vença em 2023.

Para esses dois casos, talvez o mais indicado seja o Tesouro IPCA, visto que ele garante que o dinheiro terá valorizado acima da inflação até a data da compra dos bens.

Esse também é o indicado para você se que quer investir para ter uma aposentadoria tranquila. Mas, no caso, a escolha seria por um título que vencesse daqui a 20, 25 ou mesmo 30 anos.

Por outro lado, o dinheiro para uma emergência, aquele fundo para momentos inesperados, precisa estar em títulos que não tenham risco de perdas significativas em caso de resgate antecipado.

Nesse caso, o papel de escolha é o Tesouro Selic.

O Tesouro Prefixado é muito adequado para quem sabe exatamente de quanto dinheiro precisará em determinada data. Com a vantagem de que, no meio do investimento, esse título pode dar uma “esticada”, no caso da que da Taxa Selic.

TAXAS DO TESOURO DIRETO

Taxas

Diferentemente dos bancos, algumas corretoras não cobram taxa do investidor para o Tesouro Direto. É o caso da XP Investimentos.

Mas por que uma corretora não cobraria taxa do Tesouro Direto?

Porque é uma forma de atrair clientes.

Trata-se de um investimento seguro e conservador, que atrai investidores que não estão habituados aos serviços e à segurança que uma corretora oferece.

Tão logo eles se acostumem a serem mais ativos e responsáveis por seu dinheiro, poderão começar a investir em produtos que trazem lucro para a empresa, como ações, fundos de índice, fundos imobiliários, COE e outros.

Fale com um AAI

Mas, de um modo geral, são duas as taxas que incidem sobre o Tesouro Direto.

  1. Taxa de custódia da BM&FBovespa: 0,3% ao ano sobre o valor atualizado dos títulos: essa existe não importa a corretora ou banco que você use como intermediário. Mas ela é insignificante se você comparar com as taxas de fundos de investimento de seu banco. Ela é cobrada automaticamente dois dias depois da operação de compra.
  2. Taxa da instituição financeira: cada instituição cobra a sua. Algumas nem cobram, como já explicamos. Veja o ranking de preços de taxa para o Tesouro Direto por instituição

A segunda taxa pode ser cobrada anualmente, o que é mais usual, ou por operação. Geralmente o investidor paga as taxas do Tesouro Direto apenas quando a soma da carteira toda ultrapassa R$ 10 ou por título, caso haja pagamento de cupom de juros, caso haja venda antecipada ou caso um título tenha vencido. Cada instituição financeira tem uma política diferente de cobrança e geralmente ela é informada ao cliente.

IMPOSTO DO TESOURO DIRETO

IMPOSTO1-25

O Imposto de Renda sobre os títulos do Tesouro Direto é o mesmo que incide sobre boa parte das aplicações de renda fixa, seguindo a tabela regressiva.

Até 180 dias: 22,5% sobre o lucro

De 181 dias a 360 dias: 20% sobre o lucro

De 361 dias a 720 dias: 17,5% sobre o lucro

A partir de 721 dias: 15% sobre o lucro

Note que você maximiza seu lucro líquido se investir em títulos com vencimento superior a dois anos.

Digamos que você tenha um título que venha a render 10,5% ao ano.

Em até seis meses, o imposto “come” 22,5% desses 10,5%, transformando-o em 8,14% reais. Se você espera dois anos, o lucro real, incluído o imposto, é de 8,93% ou algo em torno de 0,8 ponto percentual superior.

Outra observação interessante é que, no caso de pagamentos de cupons semestrais, os três primeiros terão uma incidência maior de Imposto de Renda, visto que acontecem antes do segundo ano de aplicação.

O IOF incide também regressivamente, mas apenas para aplicações com menos de 30 dias.

Observe que, no que diz respeito ao imposto de renda, diferentemente dos fundos, no Tesouro Direto não há o come-cotas. A parcela que, então, seria paga como imposto permanece com você rendendo juros.

RENTABILIDADE DO TESOURO DIRETO

valor minimo

A melhor forma de saber a rentabilidade do Tesouro Direto é conferir a rentabilidade acumulada dos títulos públicos do Tesouro Direto no site oficial.

Mas, atenção, mesmo no caso do Tesouro Direto, vale aquela famosa regra que diz que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

RISCOS DO TESOURO DIRETO

Riscos

  • Por definição, o Tesouro Direto tem baixíssimo risco e os títulos públicos são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional
  • Liquidez: baixo risco de liquidez. O Tesouro Nacional garante a compra dos títulos todos os dias.
  • Custos: baixo risco de comprometimento do lucro pelos custos que são baixíssimos
  • O pior que pode acontecer é haver uma desvalorização em relação ao preço de compra do título, em caso de venda antecipada para o Tesouro Prefixado e para o Tesouro IPCA. A melhor forma de mitigar esse risco é usar dinheiro que possa ser resgatado apenas no vencimento do título
  • Títulos com prazos mais largos de investimento podem ter mais volatilidade às variações de taxa de juros. Tanto o Tesouro Prefixado como o Tesouro IPCA podem cair de preço caso os juros da economia subam. Mais uma vez: para mitigar esse risco, invista considerando sair da aplicação apenas no vencimento, quando a rentabilidade contratada é garantida

Sobre este último item, leia o próximo tópico.

VENDA ANTECIPADA DO TESOURO DIRETO

Tesouro nacional prefixado

A mesma variação da Taxa Selic provoca mudanças menos significativas em um título de vencimento mais próximo e mais significativas em um título com vencimento mais distante.

Títulos mais “curtos”, assim, têm menos risco de volatilidade de preço. Mas têm mais risco de reinvestimento. Você pode escolher um título com menor prazo – optando por menos exposição à volatilidade -, mas quando receber o dinheiro da venda antecipada ou no vencimento, na hora de reinvestir, pode não encontrar o próximo título com taxas e valores tão atraentes.

Basicamente, quer dizer o seguinte: se você optar por vender antecipadamente, pode ser que não possa reinvestir esse dinheiro. É bom ponderar se vale a pena ficar com o título e garantir a remuneração acertada quando o comprou.

ESPECULAR COM TESOURO DIRETO

Tesouro prefixaod com juros semestrais

É possível especular com os títulos do Tesouro Direto, tanto com o Tesouro Prefixado quanto com o Tesouro IPCA.

Para nossa explicação usaremos como exemplo o Tesouro Prefixado, muito embora o Tesouro IPCA siga o mesmo raciocínio: com juros básicos (Taxa Selic) caindo, eles se valorizam.

Uma forma simples de entender como isso funciona é a metáfora da corrida que usamos no tópico número 10. Mas as contas são um pouco mais complexas que esse exemplo.

Vamos tentar entender usando um raciocínio intermediário. Apenas a fórmula dos juros compostos.

Imagine um Tesouro Prefixado hipotético que, em 5 anos, valerá R$ 1000 com juros contratados de 10%,

Primeiro, vamos nos familiarizar com a fórmula dos juros compostos:

M=P x (1+ i)n, onde M é o valor final (R$ 1000), P é o valor inicial (que é o valor do título hoje, que queremos descobrir, i é a taxa de juros (10%, expresso em 0,10) e n é o tempo (5 anos).

Como queremos descobrir P, então fica assim: P=M/(1+i)n.

Substituindo: P=1000/(1+0,10)5, do que se conclui que o valor desse título prefixado teórico hoje é de R$ 620,92.

Claro, a determinação do valor de um título é mais complexo do que isto, mas este é um exemplo didático.

SE OS JUROS CAEM

Se os juros caem

Num mundo em que a economia é constante, esse título valorizaria esses 10% ao ano com constância. E, de fato, se você mantiver esse título durante os cinco anos, terá seus R$ 1000, não importa o que aconteça, pois ele é um Tesouro Prefixado.

Porém, caso você precise vendê-lo antecipadamente, vamos ver o que acontece se, um ano depois, o Banco Central derrubar a Taxa Selic em 1 ponto percentual, levando-a a 9%.

A taxa de seu título para o final da vigência continuará a mesma: 10%. Mas o preço unitário (PU) dele se altera, para venda antecipada ou para aqueles que desejem adquirir um no Tesouro Direto. Vejamos em quanto.

Utilizando a fórmula acima temos que P=1000/(1+0,09)4. Note que n, agora, é igual a 4, pois restam apenas quatro anos para o vencimento. Fazendo as contas, descobrimos que, agora, o título vale R$ 708,43. Uma valorização de 14% no ano, quatro pontos percentuais ou 40% superior à rentabilidade contratada.

Claro, neste exemplo, estamos desconsiderando taxas e a parte do leão, para efeitos didáticos.

SE OS JUROS SOBEM

Se os juros sobem

Mais um ano se passa, mas, desta vez, o governo decide subir a Taxa Selic para 14% (normalmente isso não acontece com saltos tão grandes, mas estamos apenas dando um exemplo).

Nossa conta, fica assim: P=1000/(1+0,14)3. O n é igual a 3, agora, porque, agora, faltam apenas 3 anos.

Daí já concluímos que, uma vez que o tempo está no denominador da divisão, quanto menor o tempo, menor a influência das flutuações de juros sobre o preço atual de um título. Lembra que falamos disso em um tópico anterior?

Solucionando a conta, temos que o Preço Unitário do título agora é de R$ 674,97, desvalorizando-se em relação ao ano anterior e quase voltando ao patamar de quando você o comprou, acumulando durante os dois anos somados apenas 8,4% ou a mixaria de 4,28% ao ano.

PARA ESPECULAR

Dicas de como os titulos podem ser usados

Se você tem intenção de especular com o Tesouro Prefixado a ideia é comprá-los quando a Taxa Selic estiver alta e houver perspectiva de queda. Por exemplo, neste momento, a taxa é de 11,25%, mas muito se fala que ela chegará à casa dos 7% em meados do ano que vem (2018).

Quanto mais distante no futuro o vencimento do título, mais ele tende a se valorizar em caso de queda da Selic.

Mas cuidado: isso também é verdade para o caso de alta na Selic. E, nesse caso, você teria que segurar esse título durante muito e muito tempo ou amargar um prejuízo.

QUAL O VALOR MÍNIMO PARA O TESOURO DIRETO?

Imposto

Você pode começar a investir com apenas R$ 30. A parcela mínima é de 1% de qualquer título. Se essa parcela for inferior a R$ 30, você terá que investir em 2% do título.

Se o título custa R$ 2900, você poderia comprar apenas 1% dele. Mas isso daria R$ 29, abaixo do mínimo de R$ 30. Nesse caso, você teria que comprar 2% dele, o que daria R$ 58.

SIMULADOR DO TESOURO DIRETO

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O próprio site oficial fornece um simulador do Tesouro Direto.

Mas como o próprio nome diz – “simulador do tesouro direto” – se trata de um simulador.

O único título do Tesouro Direto que você pode simular e ter certeza do que vai ganhar no final – e apenas no final – é o Tesouro Prefixado (e também a modalidade que paga juros semestrais), pois ele é prefixado.

Para esse, todas as variantes são conhecidas: data inicial do investimento, data do vencimento, valor investido, taxa de custódia da BM&FBovespa (sempre 0,3% ao ano), taxa de administração da corretora ou do banco, imposto de renda (tabela regressiva) e, claro, os juros prefixados.

Os demais títulos do Tesouro Direto têm uma variante desconhecida para o Tesouro Direto simulador.

No caso do Tesouro IPCA com ou sem pagamento de juros semestrais, é o IPCA. Pode-se usar estimativas do IPCA de analistas para os anos seguintes no simulador do Tesouro Direto. Mas elas são apenas isso: estimativas que podem se confirmar ou não. Uma tentativa válida é fazer uma simulação de uma estimativa otimista e outra pessimista e ter uma faixa de possibilidades.

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Por se tratar do Tesouro IPCA, uma outra possibilidade é colocar o valor igual a zero no campo do IPCA do simulador do Tesouro Direto. Assim, você tem uma estimativa de ganho real sobre seu dinheiro (descontada a perda de poder de compra), como se você quisesse saber o seu lucro em valores atuais.

No caso do Tesouro Selic, a ideia é similar, mas temos a variante desconhecida que é a Selic, que depende das políticas econômicas do Banco Central. Mais uma vez, uma boa estratégia é colocar no campo da Selic do simulador do Tesouro Direto primeiro um valor pessimista e, depois, um valor otimista, para obter uma faixa de possibilidades de quanto você pode ganhar.

Acreditamos que, mais que usar o simulador do Tesouro Direto para sua tomada de decisões, você deva posicionar seu dinheiro de acordo com uma boa estratégia:

  • Tesouro Selic para uma reserva de emergência, para o caso de saques sem possibilidade de perdas financeiras
  • Tesouro IPCA para um longo prazo, com ganhos reais acima da inflação e o bônus de poder resgatar se houver ganhos expressivos frente a uma baixa da Selic
  • Tesouro Prefixado, quando você souber de quanto precisará em dinheiro para seus objetivos no futuro ou se quiser especular com um cenário de queda futura da Selic

Assim, o Tesouro Direto simulador apresentado pelo site oficial é bem completo, descontando inclusive o imposto de renda do período e dando a rentabilidade líquida em porcentagem, mas considere antes o que você deseja do comportamento do seu capital e seus objetivos.

DÚVIDAS FREQUENTES DO TESOURO DIRETO

Duvidas Frequentes

Existem duas dúvidas que são as mais frequentes quanto ao Tesouro Direto:

  1. Qual o mínimo que posso investir?

Os títulos devem ser comprados em frações de 0,01 ou 1%. Se um título custa R$ 5 mil, o mínimo que você pode investir é R$ 50. Se ele custa R$ 2 mil, 1% dele é R$ 20, mas como você tem que respeitar o valor mínimo de R$ 30, terá que investir em 2% do título, um total de R$ 40.

  1. Preciso investir todos os meses?

Não, não precisa, embora seja indicado. Diferentemente da previdência privada, você não precisa fazer investimentos periódicos. Você aplica quanto tiver disponível e se tiver disponível. Se for fazer um investimento programado, lembre-se que o mínimo é de R$ 30 ou 1% do título visado. Por mês, o máximo que você pode investir é R$ 1 milhão. Para vendas, não há limite. Você pode resgatar quanto e quando quiser.

CONCLUSÃO

Conclusão

O Tesouro Direto é uma opção segura tanto para investidores iniciantes, que querem baixos riscos, quanto para investidores experientes, que gostam de especular. Assim, pode-se concluir que ele é uma ferramenta bem versátil para aumentar seus rendimentos.

As baixas taxas do Tesouro Direto ajudam a maximizar seus lucros e a variedade de opções, prazos, modalidades de pagamentos de juros, índices a que são atrelados fazem com que se adequem aos mais diferentes perfis de investidor e de objetivos de curto, médio e longo prazo.

A facilidade e o baixo valor de investimento inicial tornam o Tesouro Direto uma das mais democráticas, lucrativas e acessíveis aplicações com ganhos reais da nossa economia.

Os ganhos superiores do leque de possibilidades oferecidos pelo Tesouro Direto, com isso, superam em praticidade, liquidez e rentabilidade a maior parte dos fundos de renda fixa oferecidos pelos bancos.

Com isso, os títulos do Tesouro Direto são indicados para todas as pessoas que desejem um futuro financeiro melhor.

Por que não começar agora?

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